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6 de julho de 2012

Dicas pra quem quer perder peso

Eu sempre pratiquei esportes mas nunca fui exatamente “atlética”. Nunca precisei me preocupar com peso, dieta e essas coisas chatas (muito chatas), famosa magra-de-ruim. Depois que entrei na faculdade e comecei a trabalhar, ficou mais difícil arranjar tempo pra me manter ativa e muito mais fácil arranjar desculpas pra não me exercitar regularmente. Acho que todo mundo sabe como é isso, né? Eu ia a pé pra faculdade e só. Não engordei, não emagreci, não nada. Aliás acho que peso a mesma coisa desde a oitava série. Eventualmente, resolvi que não queria ficar sedentária, aí primeiro entrei numa academia sozinha e depois em outra com os meus pais – não foram pra frente. Seis anos (!) e uma mudança de país depois, finalmente achei um programa de exercícios que não exige nada além de um pouco de força de vontade. São dois meses (já estou na semana cinco!), tudo dentro de casa e sem necessidade de comprar outros troços equipamentícios. Não tenho desculpa plausível pra não fazer, sabe? Bom. Como é de se esperar, todo esse tempo de faz/não-faz exercício me proporcionou certas experiências no ramo. Aqui vão as dicas:

1 - Mantenha o foco. Se for pra começar, comece mesmo.

Não é fácil arranjar motivação que motive mesmo, mas uma vez que você encontrar alguma coisa, pare de enrolar e comece. Arranje um mínimo de tempo que você deve cumprir, um número tangível.  Conversinha de “ai entrei na academia” seguida de “ai tive que sair da academia”  é desperdício da sua saliva e da paciência geral da nação.

2 - Não faça cara de concentrada demais

A não ser que você esteja com uma incontrolável vontade de inspirar pessoas ao seu redor a acidentalmente te chutarem durante o alongamento, não faça essa cara:


Dito isso, também não faça cara de sorridente. Estar suando numa academia que nem um porco antes de virar bacon não é motivo pra ficar feliz e muito menos pra sorrir enquanto faz os exercícios.

negativo
Na verdade, não faça cara de nada. Deixe a cara em casa que assim você não me irrita.

minha sugestão

3 - Se for entrar em dieta, deixe os outros em paz

A não ser que te perguntem diretamente sobre o tipo de dieta que você está fazendo, não fale sobre a maldita dieta. Ninguém quer saber todas as coisas que você não está comendo e muito menos a quantidade de grãos da sua barrinha de cereal.

4 - Use roupas de gente e não da Barbie-academia

Não aguento essa coisa de “roupa de academia”. Gente que vai pra academia fazer exercícios normais de academia não tem nada que ficar usando roupa apertada de corzinha combinando e/ou mostrando a barriga. Se os exercícios são tipo os que eu estou fazendo ultimamente, cheio de pulo, sobe e desce, um milhão de flexões de braço e essas coisas que camisetas normais atrapalham, até entendo. Mas bicicleta ergométrica e abdominais, né amiga, não justificam. Primeiro porque ninguém merece ver suas banhas e peitos pulando enquanto você acha que engana alguém na esteira e segundo porque se você não tem banhas e peitos pulantes, que que você tá fazendo na academia, fia?

5 - Ficar se olhando no espelho não vai te ajudar a perder peso

Simplesmente.

6 - Lugar de fazer exercício não é lugar de arranjar namorado

Começa que homem bombado gosta mais de si próprio do que jamais gostará de você. Além disso, ainda tem o detalhe de que depois de seguir todas as minhas dicas obedientemente e manter os entediantes detalhes do seu processo de emagrecimento pra você mesma, sua conversa com o fulano da academia ainda será sobre o assunto, só que falando DELE e não de você. Em uma palavra: desolivre.

Acho que por enquanto é só. Ficam aqui meus votos para que todos meus leitores percam seus respectivos quilos (gordinho não passa na porta do céu) e sejam felizes para sempre (sem me irritar enquanto estiverem fazendo exercício, por favor e obrigada).

12 de abril de 2012

Dicas rápidas de Inglês

Vocês costumam pedir pra eu postar mais dicas de inglês e, apesar de eu sempre tentar prestar atenção nas particularidades do idioma no meu dia a dia aqui, fica cada vez mais difícil pegar curiosidades que façam parte de um tema - aos poucos eu estou me acostumando com o jeito nativo de falar. Então, eu vou postar as (numerosas) quatro expressões que consegui anotar desde a última vez em que escrevi um post de dicas de inglês *plus* a inacreditável quantia de duas palavras aleatórias (mas interessantes) que lembrei essa semana. Vamos lá.

"It's a no-brainer" - Significa basicamente que a tarefa ou assunto em questão é fácil. Tipo até uma pessoa sem cérebro conseguiria fazer. Sempre que ouço é num contexto de empresa/trabalho, mas serve pra outras situações também.

"Wear your heart on your sleeve" - Essa expressão é muito usada em letras de música e filmes românticos. Tem a ver com ser vulnerável, viver intensamente, deixar seus sentimentos "à flor da pele".

"No worries" - Acho que dá pra dizer que esse é o jeito mais comum de responder um "thank you". Na escola,  a gente aprende a dizer "You're welcome", mas "no worries" é muito usado aqui, principalmente em situações informais.

"Cheers" - A expressão ficou mais famosa por causa da música da Rihanna com a Avril Lavigne, mas é usada em diferentes situações com diferentes significados. No caso da música, é o básico "tim-tim" ou "saúde" que a gente fala antes de beber. "Cheer" também pode significar "torcer" (pra time, pessoa, causa etc) e vira phrasal verb se combinado com certas preposições (e aí são mais um milhão de significados). Mas o uso mais legal e diferente é sinônimo de "thanks". O povo aqui sempre fala ao receber comida num restaurante, ao pegar o troco num posto de gasolina e esse tipo de coisa. 

E agora as palavras aleatórias:

"Power of attorney" - significa "procuração". Eu aprendi isso na faculdade de tradução e por algum motivo que desconheço, nunca mais esqueci.

"Cutlery" - significa "talheres". Demorei MUITO tempo pra memorizar essa palavra. Sempre tinha que explicar que tava falando de garfos, facas e colheres (fazer mímica, desenhar, tocar um pandeirinho). Agora finalmente aprendi então aprendam também, seus coiso.

2 de abril de 2012

5 coisas que você precisa saber se quer ter uma banda

(Esse texto foi um exercício de pesquisa e entrevista que eu tive que fazer para minha faculdade. Traduzi e fiz umas modificaçõezinhas para publicar aqui porque é um assunto legal que pode ser interessante pra vocês ou pra alguém que vocês conheçam!)

Se você sonha em ser músico, com certeza já se imaginou tocando num palco gigante, sendo o centro das atenções e ganhando um bom dinheiro só pelo fato de estar lá, né? Bom. Eu falei com pessoas que não só fazem isso, como também sabem de todas as coisas que acontecem nos bastidores (aquelas, que ninguém inclui nos sonhos).

1 - Música é comunicação. Seja criativo.

Escreva sobre sua própria experiência. Para produtores como Paulo Anhaia, é muito chato receber fitas demo com músicas que são todas iguais; e ele recebe dessas diariamente. "Você precisa ter alguma coisa pra dizer. Só assim vai conseguir se comunicar com a pessoas, fazer com que elas entendam a sua mensagem e aí realmente receber algum tipo de retorno", Paulo diz. De acordo com a experiência dele, bandas novas tendem a esquecer de se expressar por meio das músicas que escrevem. "As pessoas estão focadas demais em fazer sucesso em vez de fazer música de verdade. O resultado nas letras - e no geral - acaba sendo medíocre". 

E quem é que gosta de ouvir a mesma história um milhão de vezes? Encontre inspiração! Fale com os outros e se informe sobre o que está acontecendo ao seu redor. Escrever letra de música é escrever

Paulo Anhaia - músico, produtor muscial e engenheiro de som
2 - Defina o seu som

Não tente copiar o som de outras pessoas, especialmente se o tal som estiver na moda. "Pessoas que se arriscaram no mundo da música foram também as mais bem sucedidas", Paulo diz. "A questão é que quando você finalmente tiver a chance de tocar alguma coisa que esteja na moda hoje, essa 'alguma coisa' não estará mais na moda. Lembre-se sempre de que as pessoas que chegam em segundo nunca têm o mesmo impacto das que chegaram primeiro".

Chris Murphy, vocalista da banda canadense Sloan, falou sobre esse assunto também: "Nós definitivamente nunca pensamos em ser comerciais. Éramos todos estudantes e música pra gente era diversão". As influências de Sloan, no começo da carreira. eram o Punk Americano e o Pop Britânico. "O que aconteceu com a nossa banda foi que o Nirvana se tornou muito popular em 1991. Bem naquela época, estávamos começando a gravar na formação que somos hoje. Quando a indústria começou a procurar outras bandas pra copiar aquele tipo de som, já estávamos prontos". Rapidamente, porém, muitos grupos com o mesmo estilo que o Nirvana começaram a aparecer. "Era como se fosse um clube que todos podiam entrar. Queríamos sair imediatamente", disse Chris.

3 - Assuma o comprometimento com a sua banda

Quem pensa em começar uma banda pelos motivos certos, pensa em longevidade. As pessoas na sua banda podem ser completamente diferentes de você, mas é importante que exista química entre todos os integrantes do grupo pra coisa funcionar. Como parceiros ou sócios em qualquer outro negócio, vocês precisam confiar uns nos outros e fazer sentido juntos. "Nós somos de Halifax [cidade na província de Nova Scotia, Canadá]. Quando o nosso baterista Andrew resolveu se mudar para Toronto, foi difícil lidar com a distância. A banda quase se separou naquela época", diz Chris, admitindo que aquele foi um dos piores momentos de sua carreira. "A gente ficou tipo 'bom, talvez a solução seja arranjar um novo baterista', mas eu odiava a ideia. Eu preferia começar tudo de novo do que mudar o baterista. Mesmo que a banda se tornasse muito melhor com outro músico, eu sempre sentiria falta do jeito que as coisas eram originalmente".

Sloan (Chris Murphy à frente)
Até a decisão de se juntar ou não a uma banda deve ser um processo bem pensado, pois se trata de um comprometimento sério que você precisa ter certeza que conseguirá manter. Claudia L., pianista e cantora há mais de vinte anos, disse que teve diversas oportunidades de entrar em outras bandas, mas escolheu não o fazer. "Eu queria me dedicar à minha família e, viajar por semanas ou até meses era uma coisa que simplesmente não dava pra fazer". Claudia e o baterista Lucio F. se casaram quando ainda bem jovens e a decisão de começar uma banda própria veio logo. Desde então, ambos trabalham na indústria musical, principalmente em eventos de empresas e casamentos.

"Converse muito bem com a sua namorada ou namorado antes de entrar numa banda. Ela(e) deve entender que você precisará dedicar grande parte do seu tempo ensaiando e estudando", Lucio aconselha. "Um amigo meu, muito talentoso, chegou num ponto em que teve que escolher entre a música e a namorada. Ele escolheu a namorada. Até hoje eu me pergunto se ele acha mesmo que tomou a decisão certa".

4 - Fale sobre dinheiro antes que os números fiquem grandes

Não dá pra saber com certeza se todos os seus esforços vão resultar num contrato milionário com uma gravadora famosa, mas se isso acontecer, você e sua banda precisam estar preparados. Chris recomenda que você faça como a banda dele faz: "Como um grupo, a gente sempre separou o dinheiro por igual, independentemente do quanto cada um contribuiu pra determinada música. Assim, quando uma das músicas é bem sucedida, todo mundo ganha a mesma coisa. É um incentivo pra longetividade, mesmo. Nosso empresário nos ensinou assim desde o começo e funciona". Ele acrescenta "Todo término de banda tem a ver com um cara só ganhando todo o dinheiro e os outros ficando ressentidos".

Na opinião de Lucio, quer vocês decidam dividir o pagamento por igual ou não, é uma conversa que precisa acontecer antes do dinheiro estar em mãos. "Porcentagens devem ser discutidas logo que a banda começa. Eu acho que se algumas pessoas no grupo têm funções especiais, elas devem ser compensadas com uma porcentagem maior do dinheiro. Cada um tem interesses diferentes e, se vocês esperarem receber para depois decidirem como dividirão o dinheiro, vocês podem entrar numa briga que pode levar até ao rompimento da banda".

Lucio (bateria, flauta tranversal e violão) e Claudia (teclado e voz)
5 - Sempre mantenha bons relacionamentos

Todo mundo que passa pelo seu caminho é essencial. Pessoas importantes da indústria estarão sempre observando e saberão se sua banda é confiável, competente e profissional. Beber e se envolver com drogas, por exemplo, podem não ser as melhores escolhas a fazer. Entrar nesse negócio por causa de toda a pegação que você acha que vai acontecer nos camarins dos seus shows também não é um bom motivo pra se dar ao trabalho de virar músico. "Se o objetivo é só parecer 'descolado' pra impressionar mulher, compre um carro caro e fique fora do ramo musical", diz Paulo.

Acima de qualquer coisa, mantenha uma relação legal com os integrantes da sua banda. Obviamente, problemas aparecerão e é muito provável que vocês briguem de vez em quando. Mas é possível manter um equilíbrio e fazer as coisas funcionarem. Mesmo depois de vinte anos, dez álbuns e 179 músicas lançadas, Chris diz que os quatro integrantes de Sloan ainda têm suas diferenças e desentendimentos. "A coisa mais importante pra mim é que nós quatro ainda estamos na banda. São as nossas caras que estão na capa dos nossos álbuns e é uma fórmula composta por todos os quatro que vendemos. A gente nem se dá bem, pra falar a verdade. Eu acho que isso nos torna mais interessantes que outras bandas. Bom, nós somos minha banda favorita... Minha banda é ótima". 

Então para todos vocês futuros rockstars, tenham em mente que música é um negócio fantástico e uma forma de expressão incrível. Sim, envolve muito (muito) trabalho - mas você vai ter que se acostumar com isso. No dia em que você estiver num palco e as pessoas começarem a cantar sua música junto com você pela primeira vez, elas farão isso porque você tá lá cantando e tocando de coração. E vai ser a melhor experiência que você já teve na vida. Enquanto isso não acontece, passe menos tempo pensando em ficar famoso. Concentre-se no seu próprio talento e trabalho, que um dia você chega lá. ROCK ON!


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Quer saber mais?
Paulo Anhaia - Twitter e Youtube
Sloan - Twitter e clipe que eu gosto

24 de janeiro de 2012

Palavras em Inglês que brasileiros simplesmente não usam direito

Apesar de eu não ser muito ~fã~ de uso de palavras em Inglês no meio do discurso em Português, vivo no mundo e sei que acontece. Algumas palavras inglesas são tão comuns no nosso vocabulário que as incluímos nas conversas sem nem perceber.

Uma coisa interessante sobre isso, porém, é que o fato das palavras serem em inglês não significa que elas são de fato usadas do mesmo jeito no dia-a-dia de língua Inglesa.

Fiquei pensando no assunto e consegui lembrar de três exemplos que aconteceram comigo.

Notebook - em Português a gente costuma usar esse termo para "computadores portáteis", mas aqui nas América do Norte o povo fala simplesmente "laptop". A primeira correlação que os estrangeiros tendem a fazer com a palavra "notebook" é "caderno" então, se você disser "notebook" se referindo ao computador, pode ser que não te entendam de primeira.

Outdoor - essa palavra no contexto em Inglês normalmente serve pra falar sobre atividades ao ar livre, fora de casa. Quando se trata das propagandas grandes pelas ruas, a palavra que usam aqui é "billboard". 

Pendrive - essa me colocou naquela situação de mútuo desentendimento algumas vezes. Todas as vezes que me referi ao coisinho USB como "pendrive", recebi de volta um olhar tipo:


Se você quiser evitar essa minha experiência, diga "USB drive" ou só "USB".

Vocês sabem de mais alguma palavra? Se eu lembrar de mais coisa eu faço outro post sobre isso! 

18 de dezembro de 2011

Erros comuns em inglês

Nos meus alguns anos dando aulas de inglês (pra várias faixas etárias diferentes), vi muitos erros repetidos. Como estou com saudade da minha vida de professora, resolvi dar umas dicas baseadas nos principais erros que ficaram na minha memória.

Auxiliar no passado + verbo no passado

"I didn't talked to her"
"He didn't saw the movie"

Auxiliares são chatos mas são necessários. Resumida (e grotescamente) eles servem pra fazer o serviço que os verbos não fazem sozinhos. Se eles aparecem numa frase, o verbo principal provavelmente estará na forma infinitiva, ou seja, sem nenhuma mudança. Portanto, se a frase tem um auxiliar no passado (no caso acima o "didn't"), o verbo principal da frase não deve estar no passado também.

I have 21 years
Falar português em inglês é provavelmente o maior motivo dos deprimentes erros cometidos por brasileiros. Sempre falam sobre "pensar em inglês" e o quanto isso ajuda no processo (realmente ajuda), mas não é fácil chegar a esse ponto logo no começo. A dica é entender que inglês e português são línguas diferentes e portanto têm palavras e significados diferentes. Parece óbvio, mas muita gente não fala inglês, fala português traduzido. Esse exemplo aí de cima é só um dos casos: você aprende que "have" significa "ter" e portanto "eu tenho 21 anos" se fala "I have 21 years" em inglês. Não. O certo é "I am 21 years old" ou "I am 21".

- Ah, mas me ensinaram que verbo to be é pra "ser" e "estar". Eu não sou nem estou vinte um anos. Eu tenho.

Amigo, por isso que tô te falando que você precisa virar a chavinha aí do seu cérebro. Inglês funciona diferente e um verbo que aparentemente tem o mesmo significado que teria em português simplesmente não tem.

Ladies and Gentlemans
Uma das vezes mais memoráveis em que ouvi essa pérola foi num avião indo de São Paulo para Brasília. Enquanto o ouvido dos outros doía por causa da pressão na aeronave, o meu sangrava de desgosto por inglês tosco. Certos substantivos NÃO TÊM plural, gente. É triste que não podemos simplesmente colocar um "s" em tudo que queremos transformar em plural, mas é a realidade. Mesma coisa pra children, information, feet entre outros. O certo é ladies and gentleMEN ("men" sendo o plural de "man") tá aeromoças do meu Brasil? Obrigada.

I pretend to be a good professional
Esse é um caso de falso cognato. A não ser que você esteja fingindo ser um bom profissional, essa não é a frase pra você. Pois é, "pretend" não significa "pretender", reclamem com o inventor do inglês na saída. "Pretend" significa fingir. O jeito certo de dizer que "pretende ser um bom profissional" é "I intend to be a good professional". 

Tem mais né? Me mandem sugestões nos comentários que eu escrevo outro post sobre isso!

25 de novembro de 2011

Sobre o meu último ano de Ensino Médio

Então me pediram para escrever sobre meu último ano de escola e é sobre isso que eu vou escrever!

Bom, eu ainda não decidi se tenho um problema de memória ou se sou apenas meio defasada no sentido mental da minha existência, mas eu não lembro de muita coisa. Por isso vou contar as partes principais e provavelmente mais importantes (uma vez que não lembro das outras partes e se não lembro é porque não traumatizei e se não traumatizei é porque não foi importante). Vamos lá.

Não estudei para o vestibular
Calma. Lê a história primeiro.

Logo que o terceiro ano começou, vieram fazer a lavagem cerebral sobre cursinho. Cursinho é importante, cursinho complementa, nosso cursinho é o melhor, faça o nosso cursinho. A princípio até me deu vontade de fazer (aparentemente todos os professores são muito mais legais e divertidos no cursinho) mas meus pais não tinham dinheiro pra bancar e eu também não tava muito aí pro terror todo que eles queriam me fazer sentir sobre o vestibular. Até perto do final do ano, eu tava certa de que faria jornalismo e sabia que se não tinha aprendido física até aquele ponto, não seria passando noites em claro olhando pra números e letras totalmente aleatórios (física nunca foi pra mim) que eu aprenderia alguma coisa.

O que eu fiz bastante foi simulado. Sempre tirava em torno de 60% porque nunca conseguia chegar até os 70% da prova sem querer mandar tudo pro inferno e sair logo da sala. Com base nisso, concluí que se eu realmente me desse ao trabalho de prestar completa atenção em 100% da prova, possivelmente conseguiria uma porcentagem passável na prova de verdade. 

Antes que você pivete chame sua mãe pra mostrar esse texto, justificar sua vagabundice e dizer que se eu consegui você também consegue, saiba que sempre fui nerd (no sentido 1997 da palavra). Nunca fiquei de recuperação, não costumava tirar notas baixas, sempre me garanti. Com base nos meus erros nos simulados, às vezes ia tirar umas dúvidas com os professores, procurava pela resposta certa e esse tipo de coisa. Mas essa foi toda minha preparação para o vestibular.

No fim, mudei de ideia sobre o curso que queria fazer, mas já era tarde demais porque minha inscrição pra Fuvest tinha ido com jornalismo como primeira opção e alguma outra coisa muito absurda como segunda. Sinceramente não lembro o que foi a segunda, mas com certeza não foi Letras (até porque Letras não era uma opção sequer remota na minha cabeça até aquele ponto). Não passei na USP pra Jornalismo - evidentemente não lembro quanto eu tirei, mas lembro que se tivesse escolhido Letras eu tinha passado - e também pudera, quando prestei a Fuvest, eu já sabia que tinha passado no curso que eu queria fazer (e fiz) em outra faculdade e portanto aquele meu plano de prestar 100% de atenção na prova simplesmente não ocorreu.



Finalmente passei a ser mais confiante
Além de ter feito certas coisas inescrevíveis e que não vêm ao caso porque esse é um blog de família, finalmente passei a ter mais confiança na minha própria pessoa. Cantava com uma amiga nos intervalos (minha escola tinha a maior produção musical nos intervalos), tinha mais amigos na sala, praticava meus esportes e bom, era feliz. Na verdade foi a partir do segundo ano do ensino médio que as coisas começaram a ficar mais legais - não que antes fossem ruins (sétima série foi uma das piores), mas alguma coisa aconteceu que melhorou. Talvez tenha sido o fato de que duas meninas apareceram grávidas do nada - ou então apenas o fato de eu ter descoberto as maravilhas que secadores de cabelo podem fazer com um ser humano.



Outras coisas
Acabei de perguntar no Twitter e no Facebook o que mais vocês (leitores e seguidores queridos do meu coração) acham difícil sobre o ensino médio. Nem tudo que vocês disseram foram coisas pelas quais eu passei, então vou dar pitacos:

- o ato de ir para escola
Realmente é uma chatice. Sempre estudei de manhã e sempre odiei acordar cedo. O esquema é deixar as coisas arrumadas pra levar na noite anterior, deixar o uniforme perto da cama (se não já dormir pelo menos com a calça, pra ser mais rápido de manhã - todos fazem isso), lavar a cara com água fria quando acordar (mesmo quando estiver frio, não seja fresco), comer alguma coisa boa antes de sair e sair

- pais e professores enchendo o saco ao longo do ano inteiro
Seja sincero com você mesmo e com as pessoas ao redor. Sério. Se você não sabe o que quer fazer porque realmente tá na dúvida sobre o escolher, converse com alguém legal de conversar e peça ajuda. Se você realmente é preguiçoso e não tá nem aí com a vida, você que tá errado né filhão, ou aguenta a encheção ou resolve o problema. O ano passa rápido e deve ser muito ruim perceber só depois que você ficou pra trás.

- o que acontece com o namoro
Cada caso é um caso. Dos meus amigos e conhecidos, uns terminaram e outros continuaram firmes e fortes. Eu sou meio cética sobre namoro a distância (caso um dos dois vá estudar em outra cidade), mas não digo que é impossível. O osso é que tem pessoas que a partir do momento em que entram na faculdade, entram também num clima que supostamente é o ~clima de faculdade~ (beber, sair, ficar com um milhão de pessoas diferentes nas festas etc). Eu sempre achei isso idiota e feliz ou infelizmente, vai de cada um. Conversar bastante com o(a) namorado(a) é a minha sugestão. 

- medo de repetir de ano
Eu nunca passei por isso (ainda bem), mas até como professora, meu conselho é que você seja claro e objetivo tanto sobre as suas dificuldades quanto sobre o que você pode fazer pra superá-las. Professores não vão recusar uma ajudinha extra, e se recusarem, você pode ir conversar com algum coordenador ou até o diretor da escola. Assim, as pessoas saberão que você está tentando fazer o melhor que pode e, se mesmo assim der merda, os professores vão ser bem mais suaves na hora de decidir o seu futuro escolar. Professores sabem a diferença entre quem tem dificuldade (mas se esforça) e quem é relaxado.

- distância dos amigos depois que a escola termina
Isso vai totalmente de você e dos seus amigos. Eu mantenho contato com grande parte dos meus amigos da escola, e quando ainda estava no Brasil a gente sempre se encontrava e fazia coisas juntos. É claro que a dinâmica das amizades muda, porque vocês dificilmente se verão todo dia como costumavam fazer na escola - especialmente quando começam a trabalhar. Mas dá pra fazer funcionar e é muito bom quando funciona: histórias de ensino médio nunca morrem. 


Boa sorte! 

13 de agosto de 2011

Dicas para aprender inglês

Não sei se todos que lêem o blog sabem (com certeza não sabem), mas eu sou formada em Tradução e Interpretação em Inglês. Trabalho com o idioma desde o meu primeiro emprego - tanto com aulas quanto traduções propriamente ditas. Já dei aula pra turmas de crianças, adolescentes, adultos e coreanos que não falavam uma palavra em inglês, então pode-se dizer que eu tenho alguma experiência no assunto.

Ao longo dos anos, eu percebi alguns problemas e dúvidas que são comuns entre várias idades. Vamos ver se eu consigo ajudar alguém:

Vocabulário
Sempre foi um problema pra mim também. Algumas palavras simplesmente parecem mais difíceis de memorizar que outras (em espanhol então, nem se fala). A merda é que vocabulário a gente só aprende USANDO mesmo, não tem jeito. Se você tem oportunidade de falar com alguém em inglês (e hoje em dia todo mundo pode fazer isso pela internet), tente colocar as palavras novas no contexto da conversa. Escrever e ler as palavras em contextos diferentes ajuda muito na fixação.

Pronúncia
Essa é uma das partes mais fáceis, se você gosta de música estrangeira. Toda a base do meu inglês foi adquirida ouvindo música e cantando junto no melhor estilo embromation possível. Quando você conhece o som das palavras, fica muito mais fácil ligá-las ao jeito de escrevê-las. Sabendo como escrevê-las, você lembra do som que a combinação daquelas letras produz e assim tudo vai fazendo mais sentido. Assistir filme em inglês com legenda em inglês também é legal pra isso. Você lê as palavras na tela enquanto ouve o som que elas têm.

Fazer intercâmbio
Muita gente acha que deve ter  um nível pelo menos decente de inglês antes de sair pra se aventurar fora do país. Eu digo (Cintia disse - tum tum tss) que há controvérsias.  Tem dois jeitos de ver a situação: se você for sem saber nada, não se juntar com brasileiros enquanto estiver fora e realmente focar sua viagem no aprendizado da língua, quando você voltar pro Brasil terá absorvido bastante coisa e, dependendo do tempo que você passar fora, talvez até volte com algum nível de fluência. A desvantagem nesse caso é que você aprende sem nenhuma base "sólida", o que significa que você vai conseguir falar mas não vai conseguir escrever tão bem quanto fala. De qualquer modo, com algum tempo de aulas no Brasil você pode complementar isso, se precisar. Resumindo: não tenha medo da experiência. Durante todo o tempo dando aula eu vi muita gente que tinha condição de viajar mas não foi porque achava que não tinha nível de inglês suficiente. Besteira.

O outro jeito de ver a situação é se você já tiver uma base legal de inglês antes de viajar. Sem dúvida, é uma ótima coisa a fazer. Você terá chance de aplicar na prática as coisas que aprendeu ao longo das eternas aulas de inglês e com certeza vai aprender muita coisa nova (que dificilmente aprenderia em sala de aula). Mas aqui vale o mesmo conselho que eu dei no outro caso: foque sua viagem no aprendizado e não se junte com brasileiros enquanto estiver viajando. Se for pra fazer amigos, faça amigos nativos e/ou de outros países - amigos com os quais você falará INGLÊS. Pra conhecer brasileiro e falar português você pode ficar no Brasil e economizar o dinheiro néam?!

Verbo To Be 
Aprenda. A lógica do to be é bem parecida com a de todos os outros verbos e tempos verbais em inglês -  se você entender bem como ele funciona, todo o resto fica mais simples depois.

Present Perfect
Não sei vocês, mas quando eu tava na escola e me explicaram esse tempo verbal eu tive vontade de fazer a clássica pergunta escolar "mas pra que eu vou usar isso na minha vida". Na primeira vez que me vi dentre nativos, porém, me surpreendi com o quão comum o uso do Present Perfect é, de fato, no idioma (sim, sou chata e presto atenção nos tempos verbais que as pessoas ao meu redor utilizam, me deixa). O que acontece é que apesar do nome dizer "presente", o Present Perfect nada mais é que um tipo de passado e, como a gente aprende cedo que passado é sinônimo de "did" e "didn't" (Simple Past), o Present Perfect acaba ficando esquecido na nossa lista de possibilidades.

Veja um exemplo: Você tá vendo um filme e quer perguntar pro seu amigo (em inglês, dã) se ele já assistiu. Instintivamente, a sua pergunta sairia parecida com "Did you see this movie?" enquanto um nativo, na mesma situação, perguntaria "Have you seen this movie?". 

Eu até explicaria melhor o uso e as diferenças de um de outro mas como issaque é um blog e não um curso de inglês online, fiquem com a dica de que Present Perfect não só faz sentido como também é muito utilizado aqui pelo hemisfério norte, então vale a pena entender e praticar. 

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Espero ter ajudado um pouquinho e respondido algumas perguntas que me fizeram por aí! Se vocês tiverem  outras dúvidas sobre o assunto, deixem nos comentários! Se for o caso eu faço outro post sobre esse tema. 

16 de junho de 2011

Dica aleatória (sobre frutas)

Se você tiver duas frutas pra comer, dê uma mordida em cada uma pra descobrir qual está melhor e decidir qual comer primeiro.

Deixar a pior pro final sem saber que ela é a pior costuma ser frustrante.

8 de março de 2011

Dica aleatória (sobre saber que cresceu)

Você sabe que não é mais criança quando pergunta pra sua mãe o que tem pra comer, ela responde "pipoca, chocolate e sorvete" e você acha ruim porque queria comida.

19 de setembro de 2010

Dica aleatória (sobre tempero)

Se não souber com o que temperar sua comida, use sal, azeite extra-virgem e limão.