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24 de outubro de 2011

É Halloween!

Não sei explicar o motivo pelo qual eu gosto tanto de Halloween sendo que essa data nem tem muito significado no Brasil. Acho que é a mistura da overdose de doces com todas as coisas macabras relacionadas ao dia que me faz gostar tanto da data. Embora eu ainda não tenha decidido o que vou fazer no dia 31, acho que qualquer lugar que eu resolver ir será uma aventura - ontem já vi gente andando vestida de zumbi na rua. Qualquer história ~peculiar~ que aconteça terá como destino final o blog, sem dúvida.

Enquanto o dia não chega, aproveitem a decoração temática do blog! Espero que gostem, fiz com carinho! (E voltem durante a semana para verem as outras fantasias que eu tenho preparadas).

Agradecimentos especiais ao Léo Shin, como sempre.

11 de outubro de 2010

Dia das Crianças

Aí que chega o Dia das Crianças e todo mundo fica super nostálgico, lembrando de todas as maravilhas de seus tempos de infância, afirmando federalmente que aqueles sim eram os bons tempos. Só que gente, prestenção. Vocês tão com uma memória muito curta e seletiva - ser criança é uma coisa frustrante e não é à toa que passamos praticamente a infância toda querendo crescer logo. Acompanhem:

Não poder nem chegar perto da sobremesa antes de almoçar.
Quantas não foram as vezes em que enchemos o saco de nossos pais, choramos e fizemos drama por não poder tomar sorvete antes do almoço, não é mesmo? Essa regra sempre foi uma chatice gigantesca e os argumentos tipo "- mas mãe, eu VOU comer a comida também!" nunca funcionavam. Definitivamente, poder comer sobremesa antes do almoço sempre foi um dos grandes motivos que me faziam querer crescer mais rápido.

Lidar com "Não posso falar isso porque tem criança na sala".
Argh, queria morrer todas as vezes que falavam isso perto de mim. Na minha casa sempre tinha visita e mais cedo ou mais tarde essa maldita frase saía. Para mim sempre soou tipo "bem que eu gostaria de falar abertamente sobre o assunto, mas esse encosto em forma de miniatura humana está aqui, então outra hora eu te conto". Como se o fulano não soubesse que a criança está ali do lado e se sentirá tão constrangida por existir como se alguém fizesse a mesma coisa com ele. Não sei se eles acham que estão preservando nossa inocência ao evitar um assunto falando essa específica frase, mas o que eu posso dizer é que pelo menos no meu caso, cada vez que o negócio era comigo a minha inocência se dissolvia um pouco mais junto ao ácido sulfúrico que eu desejava ter para jogar na cara de quem estava querendo bancar o adultão

Esperar uma hora depois de comer para poder entrar na piscina.
Todo mundo sabe não tem problema nenhum entrar na água depois de comer e que essa história só é contada até hoje porque, na verdade, nada mais é do que uma das mais famosas desculpas que os primeiros pais da História inventaram para poderem ficar conversando durante mais um tempinho antes de terem que ir se preocupar com seus filhos morrendo afogados. 

Não ter controle sobre seu próprio cabelo.
Pouquíssimas são as pessoas que depois de adultas têm orgulho das fotos de tempo de criança. Eu não sei por qual inexplicável motivo nossos pais optam por nos dar cortes de cabelo tão horríveis quando somos crianças, mas acontece e existem provas. Pior de tudo é que só descobrimos o quão ridículos nós éramos depois que crescemos, mesmo. É só vendo as fotos hoje em dia que você finalmente entende porquê o menino da sétima série não te dava muita bola - na época não fazia sentido. Se não era o seu cabelo, era o óculos ou alguma outra coisa muito absurda pela qual você e seus poucos anos não eram responsáveis.

Ir dormir cedo.
Não é nem a questão de ir dormir cedo em si, mas a tensão de estar chegando determinada hora e você começar a contar os minutos de liberdade que ainda lhe restam. Aí chega a hora só que ninguém parece se lembrar de te mandar para cama. Você fica feliz mas ao mesmo tempo não pode demonstrar muita emoção porque não quer que eles lembrem que você está ali ilegalmente. Aquela sensação de clandestinidade lhe corrói por dentro a cada minuto extra que se passa porque enquanto você está tentando ser invisível porque você sabe que a qualquer minuto que alguém vai chegar e te mandar dormir - e com mais urgência porque você "já devia estar na cama!". 

Ter seus problemas totalmente subestimados.
Problema de criança nunca é considerado problema de verdade porque eles "são felizes e não sabem", "não têm nenhuma responsabilidade que não seja a escola" etc. Só que a gente nunca pára para pensar que os problemas deles são os maiores que eles já tiveram e portanto tão estressantes para eles como os nossos são para a gente. Escola é uma das fases mais difíceis da nossa vida - todo mundo fala que é na escola que a gente termina de desenvolver nosso caráter e nossa personalidade e é mesmo. Agora pensa: se quando alguém aponta um defeito que precisa ser consertado na sua personalidade você já fica todo ofendido, sabendo como seria difícil se acostumar a agir de modo diferente sobre determinada coisa, imagina como não é o processo de construir o troço inteiro com seis anos de idade, sofrendo as consequências de todas as decisões erradas pela primeira vez. Tenso, né.


Resumindo:

Ser criança é ter todos os problemas do mundo e ser obrigado a lidar com eles tendo um cabelo tosco.

Parabenize suas crianças.

10 de maio de 2008

Sobre o Dia das Mães

Post guardado desde o dia 10 e publicado hoje, dia 24 - Alguns dias atrasado.

[Reflexão]

Dia das Mães é uma data que reúne avós em casa. Uma vó equivale a duas mães. Fazendo as contas: se você tem duas avós você fica com o equivalente a quatro mães além da sua original. Cinco mães. Um vezes cinco 'Cíntia, você precisa se alimentar direito' e 'Cíntia, você precisa dormir'

A diferença entre vó e mãe é que vó assiste, religiosamente, o 'Programa do Raul Gil'. Da última vez que eu assisti esse negócio ele durava, sei lá, uma hora e meia. Agora é a tarde inteira de 'prodígios da música brasileira raulgilanos'. Na verdade, mãe que é mãe também tem suas particularidades televisivas, tipo Palmirinha e afins. Bom.

[.]

Outro dia minha mãe estava falando sobre o processo 'gravidez'. A partir dos três/quatro meses nós, proles, começamos a nos mexer significativamente lá dentro.

- É uma das coisas mais legais da gravidez.
- Tipo um alien de um lado para o outro dentro de você?

Silêncio.

- É.

Feliz Dia das Mães, mãe. Fala se eu não sou o alien mais legal que você já teve na sua barriga?