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5 de abril de 2012

Inglaterrino?

Meu querido ser hermano resolveu vir aqui pra Toronto, visitar por duas semanas. E o que acontece é mais ou menos isso:

Minha irmã - Nossa Cintia, olha o sapato daquela mulher! (era horrível)
Eu - Credo, que coisa horrível!
Minha irmã - Deve ser da Inglaterra.
Eu - Da Inglaterra?? Como você sabe?
Minha irmã - Ah, o cara que tá com ela tem jeito de inglaterrano. Inglaterrino. Inglaterro?

...


2 de março de 2012

5 motivos para não fazer piercing no umbigo

Supondo que eu tivesse uma irmã mais nova e que essa irmã hipoteticamente me consultasse sobre a teórica possibilidade de fazer um piercing no umbigo, eu possivelmente passaria horas tentando convencê-la de não fazer. Se isso tudo fosse realmente verdade, eu dificilmente me sentiria satisfeita em apenas falar sobre os motivos pelos quais uma pessoa não deve fazer piercing no corpo em pleno século 21, e definitivamente escreveria um texto listando tais motivos.

1 - Dor desnecessária

Não só deve doer muito na hora (sabe, a hora em que um desconhecido fura a sua pele com um gigante e amedrontador negócio de metal), como também deve doer demais até que a cicatrização finalize. Quando eu furei a orelha, mal podia encostar na área sem sentir uma dor aguda que se propagava pelo corpo inteiro. Não consigo nem imaginar quantas vezes pior um furo na barriga seria. Isso porque não estou nem considerando a terrível possibilidade do troço inflamar - meia imagem do Google Images já é suficiente pra explicar a nojeira.

2 - Visual porco em caso de engordamento

Mais deplorável que barriga gorda com piercing, só barriga gorda com piercing e tatuagem de borboleta com tribal.

3 - Cicatriz tosca

Quando você finalmente descobrir o quão absurda foi a sua decisão de fazer um pílce ("piercing" na língua de quem tem piercing no umbigo), uma cicatriz impiedosa se formará no local em uma sádica solidificação da sua tosquice. Nunca mais vai dar pra negar o fato de que -um dia- você fez parte de uma sociedade paralela que furava o umbigo por livre e espontânea vontade.

4 - Se é pra voltar no tempo, melhor se concentrar em construir uma máquina

Piercing no umbigo era visto como aceitável pelo senso comum em um mundo em que a Britney era magra e dançava (praticamente outra era). Hoje em dia, a grande maioria das pessoas que têm piercing pode ser dividida em dois grupos: as que fizeram quando ainda era moda em 2001 e as que trabalham na... noite. Ignorando o segundo grupo porque esse é um blog de família, se o desejo é reviver os anos passados, vamos direcionar nossas forças ao progresso tecnológico e quem sabe construir uma máquina do tempo. 

5 - É brega

Além de piercing ser uma coisa que simplesmente já não orna mais com pessoas de modo geral, não tem jeito de fazer um piercing de umbigo parecer, de fato, bonito. 

você daqui a vinte anos

Observação exclusiva para minha irmã, caso eventualmente ela por acaso venha a talvez pensar em colocar um piercing no umbigo: o pai já disse mais de uma vez que se a gente fizer qualquer coisa desse tipo nos nossos respectivos corpos, ele FARÁ IGUAL. O >>>pai<<< de PIERCING NO U-M-B-I-G-O. Socorro.

COMUNICADO AOS COMENTADORES REVOLTADOS

Esse texto foi escrito num contexto pessoal e, como dito no primeiro parágrafo, totalmente voltado pra minha irmã, como muitos parecem estar esquecendo de levar em consideração ao deixar comentários nervosíssimos aqui me acusando de ser a pessoa mais preconceituosa da face da Terra internética. 

Se é a sua primeira vez aqui no blog, desenvolva um senso de humor. Eu entendo que muitos defensores do uso pilcístico provavelmente tem piercings e talvez tenham perdido parte do cérebro no processo do furo no umbigo, mas gente, calma. Nesse post, as generalizações e "exageros" são só uma versão caricata da minha opinião. Eu faço isso aqui, às vezes. Sabem aquela coisa de efeito cômico, piada? Tipo isso. A verdade é que cada um faz o que quiser com sua própria barriga e minha opinião não é ataque ao clube do pílce, é só a minha opinião (que por sinal não vai mudar com vocês me chamando de gorda invejosa nos comentários).

Tudo isso pra avisar que não vou mais aceitar comentários ignorantes de gente tentando me ofender aqui. Eles não acrescentam nada pra ninguém, simplesmente. Aproveitem seus respectivos piercings e sigam suas respectivas vidas assombradas eternamente pela sombra furada dos seus respectivos umbigos. Beijos não pilcinhados pra todos vocês, parem de me xingar. 

30 de abril de 2010

Cabelos de lobisomem

Realmente, muitas coisas mudaram com essa nova vida exteriorana/exteriana/exteriora/de morar no exterior. Uma coisa que não mudou é a minha irmã. Não sei se contei, mas ela está aqui no Canadations também.

Eu até contextualizaria o que vem a seguir, mas sinceramente não acredito que faria qualquer diferença. Vale ressaltar que não foi apenas a frase, mas também o olhar de satisfação interna que ela deu, depois que terminou de pronunciar cada sílaba.

" - Isso parece... pêlo pubiano de lobisomem"

Ela é perturbada ou eu estou vivendo em um mundo paralelo?

14 de janeiro de 2009

Ano Novo etc.

E aí que todo mundo já passou o que tinha passar (banquetes e surtos natalinos, roupas e cores de ano novo, desejos e listas que sabem e admitem que de nada adiantam, fogos de artifício ensurdecedores, mais fogos, chuvas, viagens, fotos inúteis, mais resquícios de fogos e assim por diante).

Quanto a mim, esse fim de ano foi totalmente fora do padrão. Meus pais trabalharam no Natal, então aquela gritaria, digo, reunião familiar de sempre não aconteceu e eu e minha irmã fomos transferidas para outra família - o que significa que eu não comi nem 1/8 do que comeria normalmente.

Logo depois fui para a praia com as amigas. Passamos o Ano Novo lá, vimos o primeiro nascer do sol do ano, brigamos feito condenadas, rimos feito loucas, renovamos nosso vocabulário, nos indignamos com o fato da sorveteria ter diminuído a quantidade de sabores, tiramos mais de quinhentas fotos, brigamos por causa das fotos, apagamos as fotos, corremos perigo de vida com parques de diversões e baratas, descobrimos finalmente o que o cara gritante que passa todo dia na areia da praia fala, arquitetamos sustos pra dar umas nas outras, brigamos por causa dos sustos, rimos por causa dos sustos, brincamos de splash com o carro e vivemos um ciclone extratropical. Entre outras coisas.

Voltei semana passada. Foi bom estar em casa depois de doze dias fora. Você vê que nada mudou, mas que isso não faz diferença uma vez que sempre soube que nada mudaria. Sua irmã continua falando coisas inacreditáveis, sua mãe continua perguntando se alguém perguntou dela e seu pai continua inventando instrumentos musicais com as coisas mais improváveis. Mesmo assim, você é tomado por um espírito revolucionário e arruma o seu quarto. Abre todas as gavetas e perde dias com isso. Só consegui terminar ontem, mas ficou realmente bom. Palmas para mim.

Falando nisso, nessa arrumação heavy metal que eu fiz no quarto, encontrei anotações que eu sabia que estavam em algum lugar. A série Crocodila Baiana ainda não acabou. Em breve.

Para terminar, já que o assunto são as pérolas que só aparecem para mim, deixo vocês com a mais recente da minha irmã, sempre atualizadíssima e coesa:

Minha irmã: - Você viu que começou o Big Brother Brasil?
Eu: (Silêncio. Esperei pacientemente pelo que viria a seguir)

...

Eu: (não veio nada) E?!
Minha irmã: É. E? Meu, eu passo alguma informação útil?
Eu: É, não sei como eu ainda consigo esperar isso de você...

Obs.: Descobri que o Carnaval vai ser só no fim de fevereiro o que eu acho que significa, finalmente, que alguma coisa vai TER que acontecer antes do Carnaval.

24 de maio de 2008

Imprevisíveis

1.

Eu, depois de mudar o cabelo e sem problemas na vida amorosa - E aí, mãe? O que achou?
Ela - 80% das mulheres que passam por uma desilusão amorosa mudam o cabelo.
Eu - !
Ela - Mas ficou bom, sim. Gostei.
Eu - Mãe, de onde você tirou essa estatística?
Ela, convicta - Inventei.

2.

Eu, perdendo uma ótima oportunidade de ficar calada - Nossa pai, é a décima quinta vez que eu ouço você contar essa história.

Ele, para as outras pessoas - Vocês já ouviram essa história?

Outras pessoas - Não.

Ele, para mim - Viu? Fica quieta aí, Cíntia.


3.

Eu, que nunca poderia imaginar a resposta que ela me daria - Pára de se admirar nesse espelho, criatura.

Minha irmã, sem desviar os olhos do espelho - É que você não sabe o que eu estou pensando.

4 de janeiro de 2008

Casos de família

Na arrumação do meu quarto, que se encontrava naquela situação não muito agradável de pós-festas-de-fim-de-ano, achei diversos daqueles papéizinhos com os causos familiares anotados. Obviamente eles não possuem conexão entre si, como já era de se esperar.

Caso Um - Rebelde sem causa

Estávamos nós no carro, cada um mergulhado em suas respectivas reflexões. De repente, paramos no farol.

Meu pai - Nossa, olha o que esse cara fez no carro! Será que ele gostou disso? Bom, eu não acredito que tenha gostado. Eu acho que ele colocou e se arrependeu depois, e...
Eu - PAI, sabe o que você faz? Escreve uma tese sobre isso.

Nossa, gente, ele falava sem pausa. Essa pontuação que eu coloquei aí foi só para facilitar a leitura, porque na realidade ela não existiu.

Caso Dois - Dia 12 de novembro.

[...]

Minha irmã - É dia 12 de novembro, né?
Eu - Não, 10 e 11 de novembro.
Minha irmã - Ai! Já passou!! Outubro?!
Eu - Novembro.
Minha irmã - Aaaaaahh!! Eu sabia que tinha alguma coisa dia 12.

Caso Três - Tal filha, tal mãe.

Eu estava na sala sozinha, assistindo televisão. Passa minha mãe subindo a escada.

Minha mãe - Nossa, esse filme é horrível.
Eu - Não é filme, mãe, é série.
Minha mãe - É, teve um dia que eu tava assistindo esse filme, e nossa, arrancaram a cabeça do cara!
Eu - Mãe, é série.
Minha mãe, já lá no quarto dela - É, tira desse filme, Cíntia.

Caso Quatro - Feliz Ano Novo

Depois do jantar, familia conversando sobre amenidades. Entre as mulheres, cada uma em um canto da mesa, o assunto era 'Cães'.

Minha tia, para a minha mãe, sobre o nosso cão - Escuta, você escova o dente dela?
Minha irmã - Tia, você perguntou a mesma coisa no Natal.
Minha tia - E daí?! A boca é minha e eu pergunto o que eu quiser.

26 de junho de 2007

Música e sinais

Pequena observação sobre a música de hoje em dia:

- Baixei as músicas da trilha sonora do filme tal. - disse eu.
- Não são músicas que fizeram sucesso, né?
- Não, são músicas boas.

Pois é.

...

Mudando de assunto, estávamos todos nós na cozinha jantando como toda boa família quando minha irmã finaliza a seguinte história assim:

- (...) aí ela falou não sei o quê, eu dei um 'ípslon' e boa.
- Peraí, disse eu, como assim 'ípslon'?

Ela fez aquele famoso sinal de 'paz e amor', com cara de quem fala a coisa mais óbvia da face da Terra. Meus neurônios começaram a trabalhar incessantemente.

- Ípslon de quê? Yes?
- Afe Cíntia.

E depois ela explicou. No MSN, entre os emoticons, tem um lá que representa o famoso sinal 'jóinha', sabem? Mãozinha com o polegar pra cima? Ok. O atalho no teclado para esse emoticon, é '(y)'. Por isso, você dá um 'ípslon'.

Agora pensem comigo: Uma vez que o sinal original (o jóinha) é um sinal feito com a mão tanto quanto o 'ípslon', qual o ponto de substituir o sinal original por um que remete ao desenho do sinal original no MSN?

Foi nesse estágio que meus pais começaram a me chamar de tia.