Morar com outra pessoa é uma coisa que proporciona momentos. No meu caso, o morador é do sexo masculino e, bom, meu namorado. Isso nem faz muita diferença hoje, mas é bom que vocês já fiquem sabendo porque, com certeza, a história que se segue não será a única do tipo aqui pelo blog e sempre precisamos saber com o que estamos lidando, né.
Ele - Que bom que você tomou o suco.
Eu - Não tomei.
Ele - Ué, cadê o suco então? - olhando pra geladeira.
Eu - Sei lá, só sei que não tomei suco nenhum.
Ele - Hm, nem eu.
Eu - Como assim? Não pode ter sumido. Você tomou o suco, admita.
Ele - Não tomei. Acho que você que tomou.
Eu - Meu, por que eu MENTIRIA sobre isso?!
Ele - É, realmente.
E ficamos um olhando pra cara do outro.
Uma das coisas sobre morar sozinho é a comprovação física de que as coisas não se movem sozinhas. Elas só mudarão drasticamente de lugar se você estiver envolvido no processo. Quando são várias pessoas na mesma casa, normalmente dá pra colocar a culpa do sumiço de coisas em alguém que não esteja presente no momento da discussão (todo mundo faz isso, não se engane). Só que quando é você e mais uma pessoa que sempre está junto com você na casa, simplesmente não dá pra fazer isso.
O resultado é que quando alguma coisa realmente desaparece nessas circunstâncias e os dois negam terem sido responsáveis pelo desaparecimento, o clima fica meio tenso: se não fui eu que tomei o suco, nem você, quem foi? O que pode ter acontecido a uma caixa de dois litros de suco de uva que até então estava entre nós e agora simplesmente sumiu?
Deixem seus palpites do que aconteceu nos comentários. Vamos ver se alguém acerta, no próximo post eu conto.