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29 de outubro de 2012

Uma observação sobre o meu comportamento

Tenho dois generosos potes de bala aqui em cima da mesa da sala. Passo por eles muitas vezes durante o dia e só sei medir a quantidade de doce ingerida baseada no número de papéizinhos de bala que tenho que recolher e jogar no lixo a noite. Eu tinha prometido pra mim mesma que economizaria essas balas porque são raras e preciosas, mas toda vez que passo pelos potes abertos, não aguento e pego pelo menos umas cinco. 

Só que agora os potes tão fechados. Estou sentada aqui simplesmente olhando pras balas sem nenhum indício de que abrirei os potes num futuro próximo. 

30 de setembro de 2012

Copos de plástico

Hoje eu quebrei o último copo de vidro que tinha sobrado do jogo de quatro. Os únicos que eu tenho agora são os que eu compro no cinema. Copos de capacidade pra pelo menos um litro cada um, temáticos e, ÓBVIO, de plástico. Eu tomo Coca-Cola neles, sabe. Virei esse tipo de pessoa, aparentemente. 

Estou no final da minha primeira semana (são duas no total) de recuperação física e psicológica (férias). Minha rotina vira de cabeça pra baixo e, apesar de passar horas no computador, fico meio ausente das redes sociais, sem querer querendo. Apesar de ler tudo, ver todas as fotos, ficar sabendo de quem tá grávida e quem morreu (bom saber que pelo menos o Beto Carrero ainda tá firme), assisto os dias amanhecerem silenciosamente aqui do fundinho da minha caverna. Esqueço de comer, mas tenho boas idéias, sonhos cinematográficos e bom - tempo pra pensar na vida. 

Falando em dias amanhecendo, o céu aqui já tá aquele azul escuro tipo "oi, tá começando outro dia no mundo das pessoas que acordam". Mas isso não significa nada porque provavelmente não vou conseguir dormir enquanto não chegar a uma conclusão sobre não ser capaz de manter copos de vidro na minha vida. 

19 de junho de 2012

Meu relacionamento é histórico

Ele, do nada - Sabe, 200 anos atrás o Canadá estava lutando contra os Estados Unidos.
Eu - Oi?
Ele, convicto - E o Canadá ganhou.
Eu - ...?
Ele - Você sabia disso?

Agora sei, né. Obrigada.  





22 de fevereiro de 2012

Desconfio da sociedade odontológica

Quando foi que nós aceitamos ser considerados trouxas pelos dentistas e suas gangues? Tipos que eles fazem propagandas mostrando animações absurdas da pasta de dente "em ação" e sentem a necessidade de colocar  a palavra "dramatização" no canto da imagem - BRINCÔ que meus dentinho não são como os que aparecem no desenho?!

E qual a vantagem de ter uma pessoa aleatória dizendo que recomenda esse ~creme dental~ para todos seus pacientes sendo que a mensagem de que ela não é realmente uma dentista aparece durante TODO o tempo que ela fala no comercial? 

Sei não esse povo, viu. Desconfio que estão tirando com a nossa cara.




27 de novembro de 2011

Vida de dona de casa

Estou morrendo de fome e então saio do quarto pra comer alguma coisa. No meio do caminho, tiro o pó, levo o lixo pra fora, tiro a louça da máquina de lavar, guardo tudo no lugar, recolho dois pratos que estavam em cima da mesa, volto para o quarto e... esqueci de comer.

3 de junho de 2011

O caso do suco de uva

Morar com outra pessoa é uma coisa que proporciona momentos. No meu caso, o morador é do sexo masculino e, bom, meu namorado. Isso nem faz muita diferença hoje, mas é bom que vocês já fiquem sabendo porque, com certeza, a história que se segue não será a única do tipo aqui pelo blog e sempre precisamos saber com o que estamos lidando, né. 

Ele - Que bom que você tomou o suco.
Eu - Não tomei.
Ele - Ué, cadê o suco então? - olhando pra geladeira.  
Eu - Sei lá, só sei que não tomei suco nenhum.
Ele - Hm, nem eu.
Eu - Como assim? Não pode ter sumido. Você tomou o suco, admita.
Ele - Não tomei. Acho que você que tomou.
Eu - Meu, por que eu MENTIRIA sobre isso?! 
Ele - É, realmente.

E ficamos um olhando pra cara do outro. 

Uma das coisas sobre morar sozinho é a comprovação física de que as coisas não se movem sozinhas. Elas só mudarão drasticamente de lugar se você estiver envolvido no processo. Quando são várias pessoas na mesma casa, normalmente dá pra colocar a culpa do sumiço de coisas em alguém que não esteja presente no momento da discussão (todo mundo faz isso, não se engane). Só que quando é você e mais uma pessoa que sempre está junto com você na casa, simplesmente não dá pra fazer isso. 

O resultado é que quando alguma coisa realmente desaparece nessas circunstâncias e os dois negam terem sido responsáveis pelo desaparecimento, o clima fica meio tenso: se não fui eu que tomei o suco, nem você, quem foi? O que pode ter acontecido a uma caixa de dois litros de suco de uva que até então estava entre nós e agora simplesmente sumiu? 

Deixem seus palpites do que aconteceu nos comentários. Vamos ver se alguém acerta, no próximo post eu conto.

13 de maio de 2010

Tempo é dinheiro?

Por que criança tem que correr tanto?

Já perceberam? Parece que elas não conseguem andar, têm que correr. Como se atravessar o parquinho para chegar de um brinquedo no outro fosse questão de recorde. E veja bem, eu não estou falando de correr contra alguma outra criança. Estou falando de apenas uma criança no parquinho. Eu sei que eles têm amigos imaginários mas dá para ganhar de um amigo imaginário até se você estiver se arrastando, não?

Um dia eu vou parar uma criança e perguntar qual é a pressa.

É coisa de velho isso que eu estou escrevendo?