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28 de setembro de 2011

O inferno tem alarmes de incêndio

Sem entrar em questões religiosas e grandes questionamentos filosóficos, mas OLHA, posso garantir pra vocês que o inferno é um grande condomínio residencial onde o demônio testa diariamente todos os alarmes de incêndio dos apartamentos de cada um dos vinte e nove andares, fazendo com que TODOS os alarmes disparem a cada dois minutos. O plano é simples e se trata um apito ensurdecedor que tem o poder de fazer todas as células do corpo humano entrarem em estado de ebulição e desejarem que o prédio estivesse de fato pegando fogo pra acabar logo com a agonia.

Portanto, se você viveu sua vida até agora achando que o inferno era um lugar que envolvia chamas pré-produzidas, saiba que não - o inferno é um lugar que alega querer te proteger do fogo. Protege tanto que no fim quem taca fogo em tudo é você mesmo.

(eu, nesse momento)

31 de julho de 2011

Enquanto isso, no Facebook,

alguém escreve:

"A missa de sétimo dia da Fulana será no dia tal, em tal endereço. Entre em contato com tal pessoa para mais informações. Obrigada e bom domingo".

E aí, alguém comenta:

"Nossa, que chato. O que aconteceu com ela?".

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23 de abril de 2011

Enquanto isso, aqui no hemisfério norte,

às poucas horas da manhã, toca o celular.

- Alô?
- Alô, gostaria de falar com o Ahriemdprvns.
- Com quem?
- Shriubsfmeni.
- Desculpa, acho que você ligou pro número errado.
- Ah, não é o número do Jurhdnsden?
- Não.
- Ah, tá. Desculpe-me por ter te acordado. Você tem uma ótima voz matinal, inclusive.
- ... Obrigada.
- Quer conversar um pouco? Qual é o seu nome?
- Cíntia e eu não que...
- Como?
- C-í-n-t-i-a e eu não quero conversar. Até.

Desliguei pensando:

1- Mas será possível que o cara tava dando em cima de mim por TELEFONE depois de ter me ligado por ENGANO à essa hora?
2 - Desde quando será que a minha voz matinal é ótima?
3 - Será que eu acabei de dar o meu nome pra um serial-killer?

Ficam as dúvidas aí pra gente refletir.

30 de junho de 2010

Sobre coisas que irritam

Sou só eu ou vocês concordam?

Funcionabilidade tecnológica indiretamente proporcional à sua paciência.
É só você estar com pressa para fazer qualquer coisa no computador que ele vai, necessária e inevitavelmente, decidir que hoje não é um dia bom para funcionar direito. Ponto final. Não importa o que você faça ou para quem você ligue, a decisão está tomada e você tem duas opções: desligar tudo e ir embora ou morrer engasgado na frente do computador com a espuma de raiva que sua boca produzirá.  

Pessoas que deveriam, mas não escrevem certo em português.
Entendo que tem gente que, devido ao duvidoso sistema público de educação brasileiro, não teve oportunidades decentes de estudo [som de violinos] mas também tem muita gente que teve e que comete erros iguais ou piores do que os de quem não estudou - e são esses os que mais irritam. "- Vou durmir","- O que você tá fasendo?", "- Nossa, não concigo fazer isso". Minha vontade é pegar um dicionário e fazer a pessoa engolir, desculpa. 

Barulhos com a boca.
Ao comer, por exemplo. É perfeitamente possível comer sem fazer barulho. Meu sentimento ao sentar perto de alguém que come fazendo barulho é que a boca da pessoa caia. Simples. Tem gente que faz barulho nas pausas entre a fala, também. Sabe? Engolindo saliva ou se preparando para continuar a falar? Pára.

Pessoas que me imitam.
Odeio. Quando vejo alguma coisa que é claramente minha sendo reproduzida outra pessoa, se pudesse, arrancaria fora o cérebro da pessoa, lavaria a peça com ácido detergente e colocaria de volta para ver se dá jeito de sair alguma coisa original dali.  Há quem diga que imitação é um dos tipos mais lisonjeiros de reconhecimento. Não.

Conversas que começam com "- Você não sabe o que aconteceu" e são seguidas de silêncio.
Ou seja, a pessoa quer que você pergunte o que aconteceu, como se só pelo fato de que sabe-se lá o quê aconteceu com ela fosse suficiente para deixar qualquer um curioso. Pergunto: Por que não me poupar do desconforto e contar logo o que aconteceu? Mesma coisa com gente que coloca frases tipo "estou tão triste" no MSN ou Twitter. Por favor, né, se você quer conversar com alguém, simplesmente vá ao alguém e converse - de preferência sem iniciar a conversa com a frase citada acima + silêncio. Não precisa ficar dando dica indireta pela internet.

Ser acordada antes da hora.
Quando estou dormindo gostaria de ser automaticamente considerada falecida por todos ao meu redor a não ser que eu tenha especificado o contrário antes. Ter me programado para acordar tarde (e por tarde leia-se  uma da tarde para mais) e ser acordada antes disso por qualquer ser cutucante é sentença de perda de braço por justa causa. 

A lista é muito maior que isso. Quanto mais escrevo mais lembro de coisa. Haja paciência.

                                                          

30 de maio de 2010

Pac-Man

Desde aquele dia em que o Google colocou Pac-Man na página oficial devido ao aniversário de trinta anos do jogo, eu sou uma pessoa mais frustrada nessa vida.

Eu tinha esquecido do quão desesperador aquele joguinho é. A trilha sonora, então - tem o poder de te deixar irritado em níveis indiretamente proporcionais às vezes que você, de fato, ganha. (E como eu nunca ganhei naquela merda e sempre insisto inúmeras vezes, dá para imaginar a fúria, né?)

Minha consideração final como pessoa adulta jogando Pac-Man é que o jogo potencializa a capacidade homicida de qualquer cerumano. O prazer que dá ao assassinar aqueles fantasminhas do capeta é uma sensação que simplesmente não dá para explicar. Isso, somado ao ódio que se sente quando eles te alcançam é, sem dúvida, a razão pela qual pelo menos 50% das mortes do mundo acontecem.

Estudos apontam que nas últimas três décadas, todos os serial-killers que foram capturados e entrevistados pelos chefes de investigação nos Estados Unidos responderam que estavam jogando Pac-Man antes de saírem de casa nos dias em que assassinaram suas vítimas*.

Então, vocês pais e mães preocupados com os jogos 3D violentos, cheios de sangue e pancadaria dos dias de hoje - abram os olhos. O tipo de jogo que deve ser foco de atenção é outro.

*É mentira, mas caso você tenha acreditado, agradeço por concordar, ainda que por um instante, que poderia ser verdade.

1 de abril de 2010

O lado negro

Não sei vocês, mas às vezes eu tenho uns pensamentos sombrios.
[todas as conseqüências físicas e possíveis mortes não fazem parte dos meus planos]

Desastres que eu gostaria de presenciar (estando a uma distância segura, obviamente)

Onda gigante - daquelas devastadoras, inevitáveis.
Avião caindo - longe o suficiente para eu não me machucar, mas perto o bastante para que eu realmente pudesse ver o negócio batendo no chão.
Terremoto - dos grandes. Nesse caso eu estaria numa casa construída de colchões (leves), afastada de prédios e outras casas. E de árvores. Montanhas e tudo mais que eventualmente possa cair.
Furacão - vacas sendo levadas etc.
Vulcão em erupção - lava para todos os lados. O mais provável da lista, creio eu.

Também gostaria que Deus abrisse um mar para mim. Mas isso não entra na categoria. 

20 de dezembro de 2007

Ácido

Dezembro. Final de ano.

No que diz respeito ao trabalho, todos os problemas possíveis e imagináveis aparecem - sistemas de computador capengam, papéis se desintegram, galões de água acabam, telefones pifam e impressoras desejam a todos ótimas festas e um feliz ano novo.

Nas lojas do centrão da cidade, nem precisa falar. As compras. Está tudo em falta, e se está presente, não tem a cor, ou o tamanho, ou um que não esteja quebrado. E esse tipo de informação só se obtém se/quando você consegue encontrar algum atendente no meio do caminho - caminho este que não é você que trilha, mas a multidão que decide por você.

Resultado inevitável:

Vem o inocente: 'Muita saúde, amor e paz'
Resposta - Ahn?! PAZ?! Que paz?! Tenho um monte de coisa para terminar, estou pegando um resfriado terrível por causa desse tempo de bosta e nunca conversei com você na minha vida. Sai.