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25 de março de 2011

Dicas de viagem - Canadá

Tadãm! Estou de volta ao Canadá (Toronto, ON) e nada mais justo que compartilhar com vocês um pouco da experiência. Dessa vez, vou dar umas dicas que gostaria de ter recebido quando vim pra cá pela primeira vez - então se você planeja vir para esses lados, pegue um caderninho e anote minhas palavras de sabedoria.

Traga adaptadores de tomada

Aqui, as tomadas são de "risquinho" em vez de "redondinhas" como as do Breisil. Dá um desespero enorme querer ligar alguma coisa na tomada, olhar para todos os cantos do quarto e do mundo e só ver essas tomadas de risquinho. Os adaptadores aí são bem mais baratos que os eu já vi por aqui. Inclusive, compre alguns porque esses negócios são mais perdíveis que a vida. 

No aeroporto, preste atenção nas placas e nas instruções que são dadas

Especialmente se estiver na área da imigração, para ser entrevistado. Aja naturalmente e com calma. Se tiver uma placa dizendo "Wait behind the yellow line", não espere EM CIMA da linha amarela ou na frente da linha amarela. Espere ATRÁS da linha amarela. Se lhe disserem para manter o passaporte e o cartão de embarque em mãos, faça isso. 

Depois de sair do avião, se você estiver meio perdido, siga a massa e procure por placas, tem placa pra tudo e é perfeitamente possível andar pelo aeroporto (que é gigante) se baseando nelas. Em último caso, procure alguém que trabalha lá, os funcionários estão sempre uniformizados e dispostos a ajudar. Por favor, não esqueça de ser educado - sorryexcuse me e thank you são expressões que todo mundo conhece, utilize-as.

Se possível, traga moedas para usar no aeroporto

Quando você chega, pode alugar um carrinho para colocar as malas e esse carrinho por enquanto custa dois dólares canadenses (que é a moeda maior, prata e dourada). Até tem um standzinho de câmbio, mas se der pra já trazer uns trocados em dólar canadense, sua vida fica mais rápida e fácil (e por mais rápida, entenda: você conseguirá um lugar melhor para esperar pelas suas malas e eventualmente se matar tentando tirá-las da esteira rolante do inferno).

Não gaste desperdice sua fortuna em casacos de inverno no Brasil

Se você estiver pensando em vir pra cá enquanto estiver frio, saiba que esse casacão lindo que você comprou no shopping e pagou um milhão de reais não só não vai te proteger do frio polar daqui como também vai ocupar um grande espaço de mala/mochila/vida que você certamente poderia usar para outra coisa. A dica para se proteger é vestir várias camadas de roupa durante os primeiros dias e deixar pra comprar as específicas para frio aqui. Mesma coisa para sapatos. Docíssima ilusão achar que essas botas grandonas daí vão servir pra andar na neve maldita daqui. 

Venha preparado para o clima seco, mas nem tanto

Traga um protetor para os lábios (manteiga de cacau, por exemplo) e algum tipo de creme para as mãos e para o corpo - acredite, não é frescura. O clima é realmente mais seco e isso dói se você não estiver preparado. Entretanto, deixe para comprar os produtos mais específicos aqui, porque eles são próprios para o clima e muito provavelmente mais baratos. Meninas (e meninos que se importam com isso), não exagerem na quantidade de produtos para cabelo na bagagem porque também não vale a pena. Tragam só o mais básico e comprem os cremes de hidratação e condicionadores aqui.

Vale lembrar que o baque que a mudança brusca de clima causa é real (externa e internamente) e o período de adaptação, pelo menos comigo, demora em torno de um mês. - Alerta de informação delicada: Informação delicada a seguir - Minha menstruação atrasou todas as vezes que eu vim pra cá e eu normalmente sou bem regulada. - fim da informação delicada -  Durante esse período de adaptação sua garganta vai ficar esquisita, bem como o seu nariz e sua pele, do rosto principalmente. O cabelo também costuma ficar uma bosta, mas tudo melhora depois.*

Caso sua viagem esteja programada para o meio do ano, tenha em mente que fará calor

Ao contrário do que muita gente pensa, aqui tem verão também - não exatamente como no Breisil (onze meses por ano), mas tem. Nesse caso, todos os conselhos que dei sobre roupas e sapatos de frio se invertem. Compre shorts, chinelos, biquinis e baldinhos de praia aí. São melhores, mais bonitos e mais baratos.

*se vocês quiserem um post mais específico sobre essas diferenças climáticas que eu senti, deixem nos comentários que eu escrevo. 

5 de setembro de 2010

Breisil

Então, gente. Eu estou de volta ao Brasil.

Estou esperando a renovação do meu visto (que pode chegar tanto daqui a uma semana quanto daqui a dez meses). Sem o visto apropriado eu até poderia trabalhar e estudar no Canadá, mas não legalmente. Então por enquanto ficarei por aqui e, assim que a resposta que eu estou esperando chegar, o próximo passo será dado.

Chatices explicatórias a parte, voltei para os meus amigos, família e é claro, para as comidinhas brasileiras que estavam fazendo falta lá no Pólo Norte da vida. O vôo de volta para cá foi ótimo, dormi um milhão de horas e, na parada em Toronto, gastei consideráveis dólares nas melhores maquiagens do universo.

Pisando em território brasileiro, a primeira coisa que me aconteceu foi derreter totalmente. Logo em seguida, tive certeza de que estava no país certo quando ouvi um fulano empregado da empresa aérea perguntando aos berros para o outro, do outro lado do corredor que conecta o avião ao aeroporto, se ele tinha visto o João. Ou seja, né.

Fui recebida por uma cheirosíssima feijoada e logo em seguida minha vó já me arrastou para o quarto porque precisava, naquele exato momento, colocar todas as coisas que eu carregava dentro das duas malas, que totalizavam aproximadamente 60kg cada, em seus devidos lugares. Imediatamente.

No mesmo dia, amigos vieram me visitar, recebi ligações no celular (que estava desligado desde o momento em que entrei no avião há oito meses atrás) e mensagens de boas-vindas. Ainda não encontrei nem metade das pessoas que quero ver, mas terei tempo de fazer isso.

Sobre o Canadations, minha jornada por aqueles lados ainda não está concluída. Tenho sérios planos de voltar para lá, valeu muito a pena todo esse tempo que passei na terra do maple (que eu particularmente não gosto - condenem-me o quanto quiserem, eu também não como queijo).

Tenho idéias legais para posts e o blog continuará firme e forte.

Para quem também conhece a minha irmã, personagem clássica por aqui, assistam ao vídeo novo, estrelado pela própria, no meu vlog. Ela ficou no Canadá para terminar o Ensino Médio e deixou um recadinho para quem quiser ver.

Por enquanto é isso - esperem pelo texto sobre o casamento da minha amiga. Esse promete.

16 de julho de 2010

Frescuras de Quem Viaja para Fora

Desde antes de vir para o Canadá eu percebia que existem dois tipos de pessoas que viajam para fora. As que têm Frescura e as que não. Estar aqui só me ajudou a identificar melhor o que é frescura e o que não é.

Ficar colocando palavras do idioma estrangeiro no meio de conversas em português.
Totalmente desnecessário. É verdade que depois de muita exposição ao idioma às vezes o cérebro dá umas falhadas para lembrar uma palavra ou outra - mas daí a esse tipo de coisa:

Anyway, eu estava andando por lá e you know, aquele lugar é simplesmente amazing.

Poupe-me. 

Tudo do país estrangeiro é melhor.
Não é verdade. E as praias invejáveis que só o Brasil tem? O clima ótimo e variedade inacreditável de comidas boas? A pessoa que sofre de Frescuras de Quem Viaja para Fora não se importa com nada disso. Adquire um bronzeado verde-transparente-olha-só-dá-para-ver-as-minhas-veias, faz as três refeições do dia no McDonald's e fala para quem quiser ouvir que neve é a coisa mais maravilhosa que já presenciou. 

A verdade: É muito chato ficar sem sol, é decepcionante não achar comidas que deveriam existir no mundo inteiro como as que eu descrevi no outro post, neve dá trabalho e só é legal nas primeiras 24h, depois fica monótono. 

Brasileiro faz tudo errado, Canadense/Americano/Francês/Inglês/etc é que faz as coisas direito.
Todos fazem coisas certas e erradas. Deveria ser óbvio, mas não é. A pessoa que tem Frescuras de Quem Viaja para Fora passa por uma lavagem-cerebral espontânea e quando volta para o Brasil todo mundo é idiota porque é de "terceiro mundo" e não sabe de nada da vida. 

Brasil é "Terceiro Mundo". 
("Subdesenvolvido", "em desenvolvimento" ou qualquer que seja o termo policamente correto da semana). 

Depois de conhecer um país considerado de "primeiro mundo", não há como negar as diferenças gritantes que esse rótulo representa. Chegar de avião no Brasil observando tudo de cima é feio de ver. É sujo e bagunçado, dá vergonha. Canadá não. Tudo organizado e verde (branco se for inverno). Não se veêm muitos mendigos na rua, o dinheiro é bem tratado, as praças e centros de recreação públicos são impecáveis. Ambulâncias são rápidas e polícia também. 

A pergunta é: precisa ser de primeiro mundo para ter tudo isso? Porque assim, a pessoa que sofre de Frescuras de Quem Viaja para Fora não joga lixo nas ruas da Suíça mas joga nas de São Paulo. Respeita os sinais de trânsito na Alemanha, mas ignora totalmente os do Brasil e ainda buzina ensurdecedoramente todas as vezes que se sentir contrariada. Interessante, né?!

Estar em territórios estrangeiros é muito bom. Pessoas diferentes, lugares diferentes, clima, preços, animais, carros, árvores, cabelos, sapatos - tudo diferente. É uma experiência que eu recomendo para todo mundo. O problema, no meu ponto de vista, é ir para outro país, aprender esse monte de coisa nova e esquecer de trazê-las consigo de volta para o Brasil. 

Frescuras de Quem Viaja para Fora é doença contagiosa. Basta uma pessoa infectada recém-chegada de viagem começar a conversar com outras para o vírus se espalhar. "- Isso não é vida", "- Tem que sair daqui mesmo", "- Esse país é uma merda". 

Mas ó, tem cura. É um remedinho básico que geralmente pode ser encontrado lá no fundo do seu cérebro. Chama-se Consciência.  O genérico chama-se Humildade. Os médicos recomendam doses diárias. É simples: Lembre-se de que o Brasil é o seu país e consequentemente, sua responsabilidade também. Não importa o quão melhor você acha que determinado país é, Brasil continua sendo o lugar de onde você realmente é. Merece um pouco de respeito.


Obs.: E eu nem me considero patriota, hein. Não mesmo.

19 de junho de 2010

Fome

Essa parte da minha vida sempre foi meio irregular. Às vezes simplesmente não tenho fome e às vezes eu acordo faminta e como muito (e quando eu digo muito eu quero dizer muito). Nos dias de não-fome eu poderia passar o dia todo sem comer e não me sentiria mal.

Agora, o assunto que eu realmente vim aqui para tratar é o dos dias de famintice. Normalmente, o que acontece é que nesses dias eu viro grávida. Tenho vontades específicas de coisas que eu quero comer e não sossego até conseguir. 

As vontades costumam envolver McDonald's, saladas (hmm, palmito) e ultimamente os gostosinhos sushis. Vale dizer que os desejos alimentísticos são em geral coisas não muito difíceis de conseguir. O problema hoje em dia é o Canadá. Minhas vontades têm limite aqui. 

Tipo, que fazer com as vontades de feijoada, coxinha, pãozinho francês, esfiha de carne, frango assado da padaria, pizza de calabresa, feijão da minha mãe, almôndega da minha vó?! Nada disso existe direito nesse país. Pizza de calabresa que seria coisa simples, por exemplo, blargh. A calabresa simplesmente não tem o mesmo gosto, é frustrante. 

Ontem, a opção era ou uma receita online de coxinha ou uma passagem de volta para o Brasil. Considerando os preços, concluí que a receita seria mais acessível. Depois de todo o longo e interminável processo de desfiar até o bico do frango, fritei as coxinhas. Ficaram boas, até. Estou de parabéns.

A moral da história é que agora eu cozinho as coisas que quero comer. E, preciso dizer, o mais surpreendente de tudo é me pegar realmente interessada em discutir receitas com a minha mãe.

27 de maio de 2010

Coisas que as pessoas não falam sobre o Canadá 2

Continuação da série, porque afinal, eu sou sua fonte das verdades canadenses.

O tempo é seco
Eu sinceramente achava esse negócio de reclamar do clima, especialmente dizendo que o tempo não-sei-onde é muito seco ou muito úmido, era frescura de gente que viaja para fora ("frescuras de quem viaja para fora" vai ser tópico de post em breve). Mas não é. Eu não senti todos os lugares que fui, mas quando eu vim para cá a primeira vez, minha pele secou mais que o nordeste em tempos de verão nesse planeta efeito-estufado. O cabelo então, benzadeus - selvagem. E não tem creminho brasileiro que resolva, tem que comprar as bugigangas aqui. A maior prova de tudo foi quando eu voltei para o Brasil - parecia que eu estava respirando água.

Todo mundo fala inglês
Parece óbvio, mas quando você vê mendigo pedindo dinheiro em inglês, a realidade te atinge. Bebêzinhos também. Não dá para evitar aquele pensamento de fração de segundo "- nossa, que inteligente essa criança é falando inglês tão novinha".

Você passa a ter certas dificuldades com o seu idioma original
Também achava que era frescura. Mas depois de um certo tempo de lavagem cerebral (você, um pedaço de pessoa cercado de inglês por todos os lados), quando você conversa em português com alguém, esquece umas palavritas aqui e ali, muda a ordem dos adjetivos e essas coisas. É meio constrangedor, porque fico achando que a pessoa com quem eu estou conversando está pensando que eu estou de frescura-de-quem-viaja-para-fora, sabe? Aí, em vez de procurar a palavra que eu não estou encontrando, eu fico tentando adivinhar o que a pessoa está pensando, demorando, assim, pelo menos o dobro do tempo para voltar a falar.

Canadense acha que tangerina é laranja
Todas as frutas com potencial para serem laranja, eles descascam como se fosse tangerina. Eu não sei se com um certo esforço, dá para descascar laranja como se fosse tangerina. Para mim, laranja tem aquela casca grossa, que a gente tem que usar faca para descascar (coisa essa que eu nunca fui capaz de fazer, diga-se de passagem). Então me resta a dúvida se somos nós, brasileiros, que separamos laranja de tangerina inutilmente, ou se os canadenses são mais espertos que a gente, descascando igual tangerina tudo que dá. Questionamentos, questionamentos.

25 de maio de 2010

Peculiaridades gastronomicas

[de volta à programação normal - com acentuação decente]

Estar em território estrangeiro me fez perder certas* frescuras comidísticas.

Quando inauguraram o Subway no Brasil, todo mundo enlouqueceu no melhor estilo nossa-como-vivi-sem-isso-até-ontem. Filas dignas de McDonald's, povo com cartãozinho "depois de dez ganhe um de graça" etc. Eu não gostava nem de passar perto, odiava o cheiro.

Minha tia me fez experimentar sushi uns anos atrás. Quase vomitei na mesa. Educadíssima, eu. Saí correndo direto para o banheiro, cuspir o nojo na privada. Alguma coisa naquele negócio preto grudento (que depois vim a descobrir ser chamado de nori - algas marinhas em forma de papel preto gosmento comestível) com aquele arroz sem gosto em volta de tudo cru que vinha no meio - simplesmente não dava. 

Daí né, gentem - agora eu gosto. Tudo bem que ainda não tive muita coragem para tentar os peixes crus mais hardcore e que sempre peço a mesma coisa no Subway, mas já é um avanço.

*Mãe, antes que você se empolgue, veja bem - perdi certas frescuras. Ainda não como queijo.

14 de abril de 2010

Coisas que as pessoas não falam sobre o Canadá

Já estou aqui há algum tempo - preciso compartilhar.

Todas as frutas de sementes chatas são sem semente

Uva, melancia, laranja. Peixe também não tem espinha. E espinha em inglês é bone. "- Esse peixe tem osso?". Para mim a resposta disso é óbvia, mas osso aqui é espinha. O que não significa que pessoas têm espinhas em vez de ossos.

Neve escorrega

Neve é gelo e gelo é água (não só no Canadá, mas enfim). Quando neva muito, uma camada de gelo cobre tudo (chão, telhados de casas, carros, bois etc). Se você pisa nesse gelo, seus pés afundam imparavelmente, molhando suas pernas e meias. Durante o dia, se a temperatura sobe, parte da neve do chão derrete, transformando o que antes era fundo e macio em uma fina camada de textura realmente parecida com a do gelo de geladeira. Se você pisa nesse gelo, seu traseiro é o próximo a conhecer a neve.

Todo mundo sabe patinar no gelo

Irrita porque é difícil e os pequenos vão a 150 km/h na pista de patinação sem dó enquanto você não consegue nem se manter em pé. Patinar no gelo é tipo andar na neve que eu estava descrevendo acima, com a única diferença que você calça um fino pedaço de ferro para se equilibrar.

Eles tomam banho de manhã

Quando a gente ia dormir sem tomar banho minha mãe dizia que a gente estava indo dormir de "porquinhas". Tudo bem que tecnicamente eles já tomaram um banho no dia, mas foi antes de tudo acontecer. E se a pessoa caiu em um rio de bosta? Essas coisas acontecem na vida.

Coelhos correm no meio da rua

Civilização, carros, bicicletas e coelhos. Não sei se sou eu, mas um dos elementos do grupo simplesmente não pertence.

Apesar de derretível, neve não simplesmente desaparece

Todos os dias que neva, cada um é responsável pela limpeza da própria calçada (na ruas um caminhão passa para limpar). Caso haja neve na calçada de determinada casa, o correio pode se recusar a entregar cartas lá ou o governo municipal simplesmente multa os moradores. Não pelo correio, obviamente.

Canadá tem várias celebridades

Quando cheguei aqui, achei que eles não tinham ninguém famoso. Falta de cultura minha. Descobri que todo mundo é canadense. Avril Lavigne, Jim Carrey, Nelly Furtado, Michael Buble. Até time de basquete decente eles têm - Toronto Raptors. Link da lista aqui. É todo mundo canadense, gente.

Cinema é caro

No Brasil eu já achava absurdo. Aqui é o dobro. Pipoca então, nem se fala. Feita de ouro. Cinema para duas pessoas, com pipoca e refrigerante dá quarenta e cinco dólares. Sério.

Conforme o tempo for passando, eu vou achar mais coisas. Faço questão de ser sua fonte de verdades canadenses.

30 de março de 2010

O retorno

Resolvi voltar.

Não dá pra dizer que não estava mais escrevendo pelo motivo básico que seria a falta de assunto. Para encurtar a história, agora eu moro no Canadá. Me formei depois um relativamente conturbado TCC, tirei todas as coisas dos armários do meu quarto e vim pra cá. Pela terceira vez e para ficar. Foi tudo bem rápido, julho do ano passado.

Passei de pessoa traumatizada com os inacreditáveis episódios relacionados ao transporte público brasileiro a pessoa que viaja de primeira classe para a América do Norte - Canadations, mais especificamente. Boa transição de se fazer, viu. Em vez de ter que esconder o celular da própria sombra, uma tela touch screen com filmes recém-lançados para cada um. Em vez de conteúdo urinário no chão, dois banheiros exclusivos. Cardápios, vinhos, travesseiros e necessaires.

Enfim. Em tempos de Ellen DeGeneres no American Idol, Smart cars e coreanos por todos os lados, eu senti falta de escrever.

Sejam bem-vindos* de volta!

* Uma vez que estou em outro país, as novas regras da Língua Portuguesa não se aplicam a mim.