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24 de dezembro de 2012

Feliz Natal e um novo membro na família

Estou formada, o ano finalmente está chegando ao fim, o mundo não acabou e, apesar de não ter colocado todos os penduricalhos na árvore, senti o espírito natalino em algum cantinho do meu coração. Sinceramente achei que não fosse acontecer esse ano, porque as últimas semanas não-foram-fáceis. Mas acabou! 

Acabou e poucos dias depois do último de aula, eu recebi um presente que há muito tempo estava antecipando. O nome dele é Calvin!

detalhe no Haroldo do lado

Feliz Natal e muito obrigada pela paciência (e apoio!) de todo mundo que me acompanha por aqui (e pela internet afora)! 

Podem aguardar histórias inéditas com o mais novo personagem, máquina de limpar xixi eu já virei! :)


27 de dezembro de 2011

A terrível história sobre o bolo de Natal

Meu primeiro fim de ano longe de casa. Até a semana passada eu não tinha planos específicos para o dia de Natal, mas já desconfiava que a família do meu namorado nos convidaria para ir lá. Quando recebemos o convite, eu já estava psicologicamente preparada, com roupa planejada e tudo. Mas as palavras na mensagem que nos enviaram me fizeram lembrar que não seria uma daquelas ocasiões em que apenas se vai. O primo nos escreveu: "Venham jantar na nossa casa dia 25 e não tragam nada além da presença de vocês!" Obviamente eu teria que levar alguma coisa.

Comecei a pensar em algo natalino pra levar, mas pelo que eu tinha ouvido, Natal por aqui é basicamente constituído de peru - e olha a minha cara de quem prepara peru, né Brasil? Olha minha cara de quem sequer se ofereceria para cozinhar o prato principal da noite de uma família que nem é a minha - abraço. Resolvi então fazer um bolo de chocolate porque afinal, sobremesa nunca é demais (e também porque queria mostrar que meu país não é só feito de carnaval e futebol: também temos receitas de bolos).

A partir do momento em que decidi que faria um bolo pra levar, decidi que faria dois. Um de teste durante a semana e um oficial no dia do jantar. Nunca tinha usado aquela receita e eu precisava ter certeza de que tudo seria perfeito. Sim. O bolo havia deixado de ser apenas uma sobremesa e passado a ser questão de honra. 

Comprei todos os ingredientes na quinta-feira e fiz o teste na sexta de manhã. Além de lindo, o gosto do bolo ficou exatamente como eu queria. Por um milésimo de segundo, o aterrorizante pensamento passou pela minha cabeça: tamanho nível de perfeição seria difícil de alcançar duas vezes consecutivas. Respirei fundo.

foto real, não apenas ilustrativa 
Acordei cedo no domingo e comecei a saga. Preparei a massa direitinho enquanto o forno pré-aquecia e untei a forma especialmente comprada para a ocasião. Lembrando que era dia 25 e portanto, se alguma coisa desse errado, a chance de achar um lugar aberto pra recomprar coisas seria mínima. Pressão. Coloquei a massa para assar e tudo corria bem. 

Quarenta minutos depois, a massa tinha crescido lindamente e já estava fora do forno para esfriar. Era hora de fazer a calda de chocolate para a cobertura. 

Antes de continuar essa história, eu preciso proteger minha reputação e deixar registrado que desde que comecei a cozinhar a única coisa que eu já errei foi ponto de chocolate. A única.

Coloquei todos os ingredientes na panela conforme as instruções, e comecei a mexer. Mexi por muito mais tempo do que precisei mexer na vez teste e a calda não engrossava. Pouco a pouco, o desespero começou a me dominar. Enquanto mexia, olhava em volta para ver se tinha chocolate suficiente para começar tudo de novo caso precisasse. Aumentei o fogo e continuei mexendo. A calda foi ficando cada vez mais escura e eu senti um frio na espinha que não me era desconhecido. Abaixei o fogo imediatamente, me sentindo em luto. Tentar evitar a realidade não me traria benefício algum. Tirei a panela do fogo e experimentei o que hoje em dia sei que é o gosto da minha derrota: o chocolate estava queimado. 

Joguei tudo pela privada, lavei os utensílios e comecei de novo. Mexi por mais uma eternidade e nada de engrossar. Adicionei leitinho com maisena e nada. Ainda precisava tomar banho, arrumar meu cabelo, e a esse ponto já tinha desistido de pintar as unhas. O tempo passava e a calda simplesmente não respondia aos meus esforços. Fui obrigada a declarar óbito mais uma vez.

A esperança porém, ainda não tinha morrido. Decidi que faria uma cobertura de brigadeiro. Simples, fácil e não tinha como errar.

...

E quem disse que eu tinha leite condensado em casa? Mais do que prontamente, observando à distância o nível da minha frustração aumentar, o homem do lar se ofereceu pra ir à caça. Agora pensando, talvez ele só quisesse mesmo uma desculpa pra sair do apartamento antes que eu começasse a colocar a culpa nele.  Quem em sã consciência se oferece para ir comprar qualquer coisa no dia de Natal? Bom. Ele foi e eu aproveitei o tempo para ir tomar banho. Nisso, já eram quatro da tarde e a gente tinha que estar lá antes das cinco.

Ele voltou enquanto eu desesperadamente secava o meu cabelo. Voltei para cozinha decidida que aquele bolo DARIA CERTO. Por algum motivo que desconheço, taquei duas latas de leite condensado numa mini panela que não tinha capacidade para tanto. Fingi que não percebi e coloquei o chocolate. Mexi por alguns minutos e lembrei que o ponto do brigadeiro a gente vê se baseando no fundo da panela. Fundo da panela esse que eu só conseguiria ver se fizesse metade da quantidade de leite condensado evaporar, obviamente.

OLHA. Não só não deu certo como também foi o primeiro brigadeiro que eu consegui estragar (ainda na categoria chocolate, a propósito). Tirei a panela do fogo antes do que deveria e quando coloquei a cobertura no bolo, o negócio só não estava tão ralo quanto água porque leite condensado é naturalmente mais denso.



Fui para o jantar atrasada, sem bolo e sem honra. Lembrarei para sempre desse Natal.

Como foi o de vocês?! 

24 de dezembro de 2010

E só para completar,

Feliz Natal!

Beijos à todos e meus votos de que vocês não se envergonhem à mesa natalina.

Eu volto antes do dia trinta e um com novos posts. Me aguardem!

21 de dezembro de 2010

A história do Natal (minha versão)

Maria tava lá concentrada, ocupadíssima com quaisquer que fossem os afazeres que uma mulher tinha no tempo dela. Cansada de fazer aquilo (?), ela resolveu sair para dar uma volta pela vizinhança. 

"- Ai, que saco ficar fazendo isso, vou dar uma volta pela vizinhança".

Levantou-se e saiu. Mal sabia ela o que a esperava lá fora.

BAM. Anjo Gabriel. Ela saiu e achou que tinha ficado cega instantaneamente. O primeiro pensamento dela  foi "pff, não deveria ter saído, saí e fiquei cega, essas coisas só acontecem comigo, mesmo, que mer...". Preparando-se para começar os xingamentos, percebeu que não estava realmente cega e agradeceu silenciosamente por seu cérebro ter trabalhado rápido o suficiente impedindo-a de xingar a mãe de algum desconhecido. Ela tava na frente de um anjo. 

- Uh-ham, pigarreou o anjo. Olá, Maria.
- Meldels, como você sabe o meu nome? 
- Bom, como você talvez possa perceber, eu meio que sou um anjo, sabe. Saber o seu nome é o mínimo que posso fazer.
- Claro, claro. Desculpa, é óbvio - suspirando de vergonha por estar fazendo papel de idiota na frente de uma entidade divina.
- Maisintão, Maria. As notícias que tô trazendo para você são bem mais surpreendentes que simplesmente saber o seu nome sem nunca termos nos falado antes. Você precisa estar preparada.  
- Nossa, isso vindo de um anjo é meio desesperador. Tipo, se um anjo tá falando que o negócio é de surpreender, eu só posso imaginar que...
- É, realmente. 

Estabeleceu-se um silêncio meio constrangedor. Gabriel ficou pensativo, lembrando de todas as coisas surpreendentes que já tinha visto na sua vida angelical, rindo-se. "- Tem umas coisas que só naquele céu de meu Deus mesmo, viu...". Maria o encarava, pasma. 

- Viu, desculpa interromper seu momentinho flashback, mas eu tô botando um ovo, aqui. 
- Opa, haha! Botando um ovo, Maria? O seu problema não vai ser assim tão absurdo, também. Relaxa. 
- Problema?! Assim tão absurdo?! Quer dizer que a sua notícia PODERIA ser a de que eu vou botar um ovo?
- Vindo de Deus, filha, poderia sim, viu. Ele tem uma imaginação que só Ele.

Maria só acreditava que não estava em alguma espécie de pegadinha porque Gabriel flutuava e brilhava muito - ela tinha noção da época que vivia e sabia que não havia tecnologia suficiente para tais efeitos especiais.

- Bom, acho que já deu pra fazer um mistério, né. Vou te dar a notícia.
- Sim, por favor me diga o que veio dizer. - ansiosa.
- Se bem que, tenho uma curiosidade antes, se não se importar. 
- Em que posição estou eu para me importar, né Seu Anjo. Que foi? - perguntou Maria, curiosa.

Gabriel ficou visivelmente envergonhado.

- Digamos que... hm, eu saiba do seu... relacionamento, sabe, com o José. O negócio vem de data, né?
- Com certeza. Aquele lá tá me enrolando há anos. - afirmou Maria, se perguntando onde o anjo estava querendo chegar.
- É né. Quer dizer, quando Deus me disse que eu devia vir aqui falar com você e tal, ele contou que vocês estão juntos faz tempo, mesmo. E na verdade, quando ele contou a notícia que eu deveria lhe passar, eu não achei nada demais, sinceramente. Bom, isso se não fosse pelo fato de que, hm, pelo menos lá nos nossos registros celestes...
- O quê? O que tem no registro celeste?
- Ah, consta que você e o José nunca... hm, como direi... 
- ...?
- Juro que estou tentando achar um jeito menos "anjo" de dizer isso, mas não estou conseguindo. Lá consta que você e o José nunca... consumaram os prazeres da carne. Sabe, afogar o ganso. Molhar o biscoito. Sei lá o que dizem hoje em dia.
- Credo, Gabriel. Afogar o ganso?! 
- Você entendeu!!

Maria respirou fundo.

- É, nunca fizemos nada, mesmo. Não por falta de tentativas dele, saiba você. Mas sabe como é, quero casar primeiro. 
- Entendo - o anjo ficou em silêncio por uns segundos, reflexivo. - É, então o negócio é bom mesmo. - concluiu ele, admirando Deus e sua perspicácia constante.
- Que negócio, como assim?
- Bom, Maria, a parada é a seguinte, minha filha: Deus mandou dizer que tá te presenteando com um filho. Tipo sei lá, amanhã. Basicamente, você vai ficar grávida do filho de Deus, o próprio. Até o nome já tá decidido: o bebê vai se chamar Jesus. 

A Maria ficou que não piscava. Não soltava uma palavra, só faltava babar. Gabriel se controlava para não rir, a cara dela tava engraçada.

- Fala alguma coisa, vai. Não posso ir embora assim.
- Olha. - disse Maria, recompondo-se. - Até que pra quem achava que a força de expressão botar um ovo ia de fato tornar-se realidade há uns minutos atrás, não tô tão mal. 
- Pff, você vai ter o filho de Deus, ow.
- É né. Vou surtar mesmo daqui uns cinco minutos, sem dúvida.
- Bom, recado dado, queridona. A gente se vê. Beijotchau.

E foi embora. 

Maria voltou para casa andando devagar. Precisava ter filmado aquilo, as pessoas não iam acreditar. Mas bom, quem mais tinha que saber, pelo menos por hora, era José. Pobre coitado, quando imaginaria?

Ele chegou para visitá-la como sempre fazia, no final da tarde. Percebeu logo que a mulher tava esquisita. 

- Que foi, hein, Maria? Você tá esquisita. 
- Ainda bem que você perguntou. Hoje eu fui dar uma volta pelo bairro e um anjo apareceu pra mim.
- Por que você foi dar uma volta no bairro? Quem faz isso? Só tem pedra aqui.
- José, por favor, esse não é ponto. Um ANJO apareceu para mim.
- Tá, e o que ele falou pra você ficar estranha assim?
- Disse que Deus vai me dar um filho cujo nome será Jesus, e que esse menino será o Filho de Deus! 
- Nossa. Assim?
- Assim.
- Então quer dizer que nós seremos os pais do Filho de Deus. Que responsabilidade, né?
- Pois é, José. Cheira o meu pé.
- Ahn?
- Haha! Ai, desculpa, amor. Devem ser os hormônios.

Nove meses se passaram.

- ESSA TERRA! Que que a gente tá fazendo aqui, José? Você não tem noção de NADA mesmo, né. Pelo amor do meu filhinho, viu. Literalmente.
- Maria, já disse que eu precisava vir pra Belém. Não tenho culpa que essa época do ano enche de turista aqui.
- Eu PRECISO sentar, José. Minha barriga tá pesando demais. Você já me fez andar de burro todo esse tempo, não estou passando bem. Nem para alugar um carro, você é muito mão de vaca. Sério, QUANTO a gente pagou nesse burro?
- Mulher, isso não importa, agora. Esse burro é quatro patas e duas orelhas. O melhor do mercado. E caso você não tenha percebido, eu estou batendo de porta em porta há mais de uma hora para tentar achar um lugar pra gente ficar só que ninguém tem vaga. O povo tá dormindo no chão, você viu.
- Horrível, inaceitável, realmente. 

Andaram mais. O calor era grande. De repente, meio longe do centro da cidade, avistaram uma estrebaria.

- Ó lá. Tem uma estrabaria que parece vazia, ali. Que acha? - perguntou José, esperançoso.
- Acho absurdo você sugerir dormirmos com os cavalos, José. Sinceramente.

Ploft. Estourou a bolsa de água da Maria.

- Ai Jesus (essa foi a primeira vez que a expressão foi utilizada na História), estourou minha bolsa!
- Que bolsa? Do que você está falando? Isso é hora de se preocupar com moda?
- Minha bolsa amniótica, José! Você não leu nenhuma página daquele livro sobre gravidez que eu te dei, né? Argh. Tô tendo o bebê, homem!! Vou parir a criança!
- !!
- Faz alguma coisa!!

Ele preparou uma cama improvisada com alguns panos que encontrou e foi ali que Jesus nasceu. O parto correu incrivelmente bem e Jesus era um bebezinho fofinhocuticuti.

- Como se sente, amor? - perguntou José mansamente, depois de limpar o bebê e ajudar Maria se recompor.
- Vou te contar que se tivesse botado aquele ovo a coisa teria sido mais simples, viu.



12 de novembro de 2007

Novembro

Vocês estão sabendo que os shoppings já estão decorados para o Natal, né?!

Não sei aí, mas aqui é sempre um choque. Fico um tempão parada, estarrecida, olhando.

Aliás, já que é para falar, vou falar: ô decoraçãozinha porca. Quero crer que por estar ADIANTADA, ainda melhora um pouco até o Natal propriamente dito.