Essa parte da minha vida sempre foi meio irregular. Às vezes simplesmente não tenho fome e às vezes eu acordo faminta e como muito (e quando eu digo muito eu quero dizer muito). Nos dias de não-fome eu poderia passar o dia todo sem comer e não me sentiria mal.
Agora, o assunto que eu realmente vim aqui para tratar é o dos dias de famintice. Normalmente, o que acontece é que nesses dias eu viro grávida. Tenho vontades específicas de coisas que eu quero comer e não sossego até conseguir.
Agora, o assunto que eu realmente vim aqui para tratar é o dos dias de famintice. Normalmente, o que acontece é que nesses dias eu viro grávida. Tenho vontades específicas de coisas que eu quero comer e não sossego até conseguir.
As vontades costumam envolver McDonald's, saladas (hmm, palmito) e ultimamente os gostosinhos sushis. Vale dizer que os desejos alimentísticos são em geral coisas não muito difíceis de conseguir. O problema hoje em dia é o Canadá. Minhas vontades têm limite aqui.
Tipo, que fazer com as vontades de feijoada, coxinha, pãozinho francês, esfiha de carne, frango assado da padaria, pizza de calabresa, feijão da minha mãe, almôndega da minha vó?! Nada disso existe direito nesse país. Pizza de calabresa que seria coisa simples, por exemplo, blargh. A calabresa simplesmente não tem o mesmo gosto, é frustrante.
Ontem, a opção era ou uma receita online de coxinha ou uma passagem de volta para o Brasil. Considerando os preços, concluí que a receita seria mais acessível. Depois de todo o longo e interminável processo de desfiar até o bico do frango, fritei as coxinhas. Ficaram boas, até. Estou de parabéns.
A moral da história é que agora eu cozinho as coisas que quero comer. E, preciso dizer, o mais surpreendente de tudo é me pegar realmente interessada em discutir receitas com a minha mãe.
kkkk
ResponderExcluirMuito bom, mas vc foi postar sobre comida agora que estou morrendo de fome ¬¬"! Bom boa sorte com sua comida pq eu vou caçar algo na pani.=P
Minha fome funciona identicamente à sua. O Luigi diz que tem medo de quando eu realmente ficar grávida. Pra ser sincera, eu tbm tenho.
ResponderExcluiroooohhhnnn!!!! que fofo!!!
ResponderExcluirSempre estarei disponível para discutir receitas, e o que mais vc quiser... Não sabia que vc gosta de meu feijão...
Menina, eu sou igualzinha!
ResponderExcluirMas algumas vezes tem algo muito pior: fome de algo sem saber do que é. Eu sinto o gosto do que eu quero na minha boa, mas simplesmente não consigo me decidir o que é.
Esses dias são bem complicados, viu?
já vaai casar?
ResponderExcluirSou parecido a diferença é q quando penso em cozinhar o que eu quero me da aquela preguiça e como qualquer coisa mesmi
ResponderExcluirLegal, mas vou dar uma sugestão que me serviu muito nos 10 anos em que vivi nos Estados Unidos. Experimentar várias comidas daí (regionais e caseiras inclusive em que o estrangeiro geralmente nem pensa porque não nasceu no país) que você não conhece. Você se surprenderá quanta coisa boa existe em outros países que você desconhece. Vou dar alguns exemplos em relação a mim nos Estados Unidos: corn bread (pão de milho feito em casa), Barbecued ribs (costeletas com molho barbecue daí, que é muito melhor que o daqui), Maple syrup (o melhor é o do Canadá!!), salad dressings (a variedade aí é muito maior), Sweet beans (feijões doces) parece ruim, mas adquire-se o gosto e é delicioso. Bom, depois nos conte se fez a experiência e se achou outras delícias locais. TARCISIO
ResponderExcluirCiiiintia!!!! Você me fez voltar a ler blogs, parabéns, sinta-se honrada, ou não!
ResponderExcluirMuito bom seu texto, talvez, e só talvez, eu trocaria as comidas divinas da minha vó por uma boa vida no frio congelante e da falta de chuva das terras canadenses (segundo seu vídeo sobre 'OHHH CANADA' (8)
Bom é isso, vou até ver se tiro a poeira do meu blog e escrevo algo.
Muito legal o post! Deve ser realmente frustrante você sentir aquele desejo incontrolável de comer algo e não poder, ainda mais você que está em outro país. Imagine aquela feijoada deliciosa, pastel, churrasco, acarajé, que tortura imaginar e não poder comer! Ave Mariam acho que mandaria minha mãe mandar por sedex. Rsrsrsrss
ResponderExcluirabraço,
www.todososouvidos.blogspot.com
Queria eu saber cozinhar. Eu não tenho nem força de vontade. Mesmo que eu esteja morrendo de desejos, eu não faço. Falando isso assim, soou muito mongol. Acho que vou mudar. UAHAHUAHAAAHA
ResponderExcluirfaz o que o 'Anônimo/Tarcisio' sugeriu e já já você pode voltar rolando pro Brasil! volta ae sissia.
ResponderExcluirOlha, a minha preguiça não me deixou ler, embora seus posts sejam sempre muito bons, interessantes e bem sintetizados. Estou à procura do seu vídeo novo ;D
ResponderExcluirCozinhar para si é um grande passo rumo à independência culinária... Cozinhar para si todos os dias significa já ser indepentente gastronomicamente falando... Trocar receitas com a mãe significa estar apta a cozinhar para mais alguém além de si comer sua comida?
ResponderExcluirBjo!
Nossa, você falou em "frango assado de padaria", tenho uma história terrível. Um certo dia, eu e um amigo meu estávamos loucos pra comer frango assado, tipo assim, com a maior vontade do universo. Era domingo. Domingo, não sei se em toda cidade, mas, no meu bairro, tudo fecha 12h. Só que não tínhamos dinheiro pra comer o frango, então, eu teria que ir até a casa da minha mãe, pegar dinheiro. O caminho da minha casa até a da minha mãe fica a padaria onde compraríamos o frango. Passamos por lá, demos uma olhada, nos deu água na boca e prosseguimos até a casa da minha mãe. Pegamos o dinheiro e, em nenhum momento, questionamos o horário. Voltamos para a padaria e estava... FECHADA! Ficamos parados na porta da padaria por uns 20 minutos, olhando, sem acreditar que estava realmente fechada. Até que decidimos procurar em outro lugar. Fomos ao supermercado e tinha "acabado de acabar", palavras do atendente. A gente andou uns 20 quarteirões pra cima da minha casa, e uns 20 pra baixo E NADA DE FRANGO ASSADO. Olhamos para o Giraffas e pensamos: vamos comer aqui logo, porque nunca vamos encontrar frango. Só que a gente não sentia vontade nenhuma de comer qualquer outra coisa que não fosse frango assado, foi quando começou a chover. E a gente pensou: bom, já que a merda já está feita, vamos raspar o c* no chão, né. E continuamos andando e andando sem rumo e na chuva, procurando algum lugar que vendesse frango assado e nada. Decidimos voltar e comer no giraffas mesmo, porque a fome já era grande. Quando colocamos o pé dentro do giraffas, parou de chover. ¬¬ Comemos a comida como se fosse a pior comida do mundo e foi terrível. Nunca mais vou esquecer desse trauma.
ResponderExcluirMinha mãe faz um treco com batatas, requeijão, queijo e presunto (sim, sei que a parte do queijo não te pareceu muito apetitoso) que VIXEE, eu não viveria sem. Caramba, mas um país como o Canadations não ter calabresa decente é complicado, hein.
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