Antes de mais nada, tenho que admitir que entrei no cinema pra ver esse filme cheia de preconceito. Tinha acabado de sair do último filme do Harry Potter na maior sala, com a maior tela e o melhor som. Quando entrei na sala do Midnight in Paris, ela não só era claustrofóbica como também tinha um cheiro meio suspeito. Além disso, eu sabia que o filme era dirigido pelo Woody Allen, diretor que é item obrigatório na lista de cinema dosmodinha e concluí: se é filme que osmodinha vão gostar então é filme metido a cult e se é filme metido a cult então é filme chato. Enfã.
Sentei e esperei. O filme começa com uma música francesa (acho) e quatro minutos de cenas de Paris que no final meio que fazem sentido mas no começo são um tédio e só serviram pra eu achar que tava certa sobre o filme ser uma bosta.
Tudo mudou quando vi o nariz torto e holywoodiano do Owen Wilson na tela. Me surpreendeu porque filme cult não costuma ter atores famosos e o Owen Wilson é famoso. A partir desse ponto, deixei de achar que o filme seria necessariamente ruim e passei a simplesmente assistir querendo saber sobre o que se tratava.
Resumidamente e sem dar detalhes demais, a história é assim: o casal tá em Paris com a família da mulher (Inez, personagem representada por Rachel McAdams) - que enquanto está lá percebe que tá mais interessada num amigo dos tempos de faculdade que no noivo (Gil, personagem do Owen Wilson). Gil por sua vez, meio insatisfeito com tudo e frustrado por não conseguir dar prosseguimento ao romance que está escrevendo, sempre volta no pensamento de que as coisas seriam muito mais legais na vida se ele vivesse num outro tempo que não o dele. Numa das noites que ele tá voltando sozinho (meio cachaçado) pro hotel, ele entra num carro e vai parar em 1920. Nessa, ele conhece um monte de artistas da época (Dalí, Picasso, Hemingway e muitos outros que eu não lembro o nome) e começa a entender os motivos pelos quais tem estado tão travado pra escrever (e pra viver).
(Owen Wilson em Paris)
Eu só acho que o filme é classificado como comédia romântica por falta de outra categoria em que ele se encaixasse melhor porque, no fim, a história é muito mais que o título "comédia romântica" normalmente implica. Eu saí do cinema surpresa com o quanto eu gostei do filme e com a quantidade de elementos que me fizeram gostar tanto do filme.
Pessoalmente, uma das coisas mais legais foi ver a minha opinião sobre arte representada no filme de maneira tão óbvia e interessante. O tal amigo dos tempos de faculdade da Inez é o clássico "crítico de arte". Fala sobre pinturas e livros como se soubesse exatamente o que os artistas estavam pensando e querendo representar em suas obras - enquanto o Owen Wilson literalmente volta no tempo e vê que na verdade a história é completamente diferente. Sempre me irritou essa coisa dos "críticos" interpretarem obras antigas falando como se soubessem o que tava se passando pela mente do artista quando ele resolveu usar tal cor, escrever tal frase ou esculpir tal pedra. Até entendo que os profissionais se baseiem nos fatos da História pra fazer interpretações, mas mesmo assim, não é possível alguém saber hoje o que o Dalí tava pensando nos anos 30 enquanto pintava seus quadros, por exemplo, só se baseando nos fatos históricos. É a mesma coisa que daqui a oitenta anos alguém querer interpretar meus desenhos aqui do blog como arte neo-surrealista que representa os avanços tecnológicos da minha era contemporânea pela simplicidade pelos traços. Minha resposta pra isso seria tipo: oi?!
Além desse detalhe inesperado sobre todo o conceito de arte (que por si só já fez o filme valer a pena pra mim), a história e a mensagem em si são muito legais e fazem muito sentido. A maneira como os artistas famosos são representados também é bem interessante quer você tenha algum conhecimento de quem eles foram ou não.
Portanto, se você ainda não viu Midnight in Paris (traduziram como Meia noite em Paris), recomendo muito que veja. Se você já tiver visto, deixe suas opiniões nos comentários!
Observação: Espero que tenham gostado da primeira resenha do blog!
Além desse detalhe inesperado sobre todo o conceito de arte (que por si só já fez o filme valer a pena pra mim), a história e a mensagem em si são muito legais e fazem muito sentido. A maneira como os artistas famosos são representados também é bem interessante quer você tenha algum conhecimento de quem eles foram ou não.
Portanto, se você ainda não viu Midnight in Paris (traduziram como Meia noite em Paris), recomendo muito que veja. Se você já tiver visto, deixe suas opiniões nos comentários!
Observação: Espero que tenham gostado da primeira resenha do blog!

Eu esse filme e gostei muito, li antes a respeito, por esse motivo não me surpreendeu, mas cumpriu as minhas espectativas, filmão recomendo a todos, tipo do filme que vc pode ter qualquer idade e vai gostar.
ResponderExcluirÓtima resenha.
Eu não gostei muito do filme porque achei a atuação péssima. Principalmente da Rachel McAdams ( eu normalmente gosto dela, mas nesse filme achei bem ruimzinha). Tava bebado tambem, entao queria mais sexo e tiroteios, as vezes foi isso HEUEHUEE. ADOREI O DESENHO! HUEUEUUAHUEHE fez jus ao nariz torto do Owen Wilson.
ResponderExcluirEu também achei fantástico esse filme. Fiz trocentas pesquisas sobre o filme, pra ter certeza de que Woody Allen não "desenharia Paris de forma insinuante e sexy, já que ele tem esse histórico.
ResponderExcluirCheguei com as sensações divididas ao meio: 1/2 entusiasmada por ver Paris, 1/2 medrosa por ficar com raiva de Paris à meia noite.
O filme já começou com uma trilha sonora bem agradável a mim. Curti a escolha das músicas, a escolha do ator principal e principalmente a do 'crítico' que fez muito bem seu papel de guia turístico e artístico superficial e irritante.
Gostei das imagens, e o detalhe crucial foi exatamente a forma do Woody Allen contar uma história de forma tão romântica. E, quando digo Romântica, me refiro à paixão francesa por artes, música e cultura geral.
Sensacional o filme, e muito bem feita sua resenha! Curti!
Me gusta la película porque la siento madura en el análisis de porque Gil deja finalmente a su pareja para hacer lo que realmente quiere hacer. Saludos desde Perú.
ResponderExcluiro nome HEMINGWAY me traz mas lembrancas. Nao fale mais isto.
ResponderExcluiramei seu desenho. s2
Curioso que vc me mandou uma resenha, porque assisti esse filme pra uma matéria que estou fazendo esse semestre na faculdade, Literatura e Cinema, que é justamente aprender a fazer resenhas de filmes. Gostei muito da sua resenha, e devo dizer que ela é muito parecida com a minha. Eu discordo dos seus comentários em só um aspecto: estou, devagarinho, começando a entender que esse tipo de filme cult só é chato pra maioria das pessoas porque são filmes que a gente tem que assistir com a mente mais aberta. São filmes mais imprevisíveis, mais criativos do que os que geralmente assistimos, e por isso eles se tornam "chatos" pelo fato de que, para entender esses filmes com mais clareza, precisamos pensar, e não assistir apenas por diversão. Não que eu não goste grandes sucessos de bilheteria (longe disso!), só estou começando a descobrir que esse tipo de filmes também tem seu charme, de maneira diferente, e que são tudo menos "chatos" =)
ResponderExcluirAdorei o filme. Adorei a resenha.
ResponderExcluirFilmes "cults" são chamados de "cults" por pessoas que se dizem "não cults", mas a nominação correta é filmes de arte.São chamados assim por não ter a produção voltada para a bilheteria.Espero que Midnight in Paris tenha derrubado seu preconceito de vez, pq são filmes incríveis em sua maioria, na minha opinião.
ResponderExcluirE é diferente do besteirol americano e das grandes produções holliwoodianas do nosso dia-a-dia.Na minha cidade, por exemplo, só 2 cinemas exibem filmes de arte, e em um deles só tem uma sessão aos sábados de manhã.Uma pena.
Com a facilidade de baixar filmes na internet assisto filmes constantemente, e de todos os tipos, e assistir midnight in paris me alegrou como um filme há muito tempo não fazia.