26 de outubro de 2007

Na rua

Vira e mexe eu volto a pé da faculdade, né?! Um saco, chego em casa morrendo. Agora não mais, afinal, não há nada nessa vida com que a gente não se acostume.

Pois então. Quando a bateria do aparelho super tecnológico de música acaba, não resta muito a não ser ouvir os doces sons da metrópole.

As figuras que se vê na rua são incríveis, já falei sobre isso antes. Mas a situação fica ainda mais bizarra quando você ouve o que elas estão falando. Eis que surgem, andando rapidamente no sentido contrário, dois senhores, tipo cinqüenta e tantos anos. De longe já dava para perceber que a conversa estava interessante. No momento em que passaram por mim, o mais velho estava concluindo o raciocínio:

"- Só que agora, né, me fodi na bosta..."

Pois eu parei no meio da rua, saquei o caderno e a caneta e anotei. Rindo. Muito. Que será que aconteceu de tão grave para que ele esteja nessa situação agora? Como é que se resolve esse problema, hein?

Pensando em quantas coisas eu já não deixei de ouvir devido à música sempre no talo, segui meu caminho. Foi então que, já perto de casa, me deparei com dois pedreiros, um com cara de mais importante que o outro. Um fechando o portão, o outro abrindo o carro.

"- Então, eu pego um marmitex, lá, pode ser?

- Não."

Andei mais um pouco. Saquei o caderno e a caneta novamente. O pedreiro menos importante certamente estava até aquele momento procurando as pernas que foram tão rapidamente quebradas pelo outro.

3 comentários:

  1. Frases soltas fora do contexto realmente são muito engraçadas. Na maioria das vezes, bem mais cômico que o próprio assunto tratado.

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  2. Heheheehhe estes ruídos são ótimos! Me divirto com isso no metro.

    Beijos!

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  3. Tirando uma reunião de família, a rua é o segundo melhor lugar para ouvir coisas surpreendentes.

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