Falta uma semana pra eu finalmente me formar do curso que estou fazendo e, pra dizer o mínimo porque tô com sono e preguiça de dar maiores explicações, tá foda. Dias sem dormir e/ou comer, sérios momentos de reflexão tentando me convencer de que apesar de tudo realmente não vale a pena matar pessoas, médico perguntando minha idade e me dizendo right in the fuça que estou ficando velha, um milhão de coisas pra terminar, assinaturas pra recolher, papéis pra preencher e bom, TUDO. O espaço pra árvore de Natal tá livre há uns vinte dias, mas a árvore de Natal em si tá tão guardada, mas tão guardada, que não sei como vai ser ter tempo pra sequer abrir a caixa daqui até o final da semana que vem.
Nesse clima ótimo de alegria, espírito natalino e nem um pouco de tensão na minha vida, eu estava no metrô hoje voltando pra casa.
Música alta nos fones e em pé porque o bicho tava cheio. Algumas paradas depois, um lugar no meio de duas pessoas vagou e eu sentei, parte feliz porque sentar é melhor que ficar em pé, parte meio receosa porque ultimamente eu encosto e durmo (e todos nós sabemos o quão adorável isso é no transporte público - não). Bom.
Obviamente não tô precisando muito pra ficar irritada (nunca preciso né Brasil), mas comecei a sentir o sangue ferver de ódio antes de detectar o motivo. Prestei meia atenção ao meu redor e descobri que o infeliz do meu lado estava deliberadamente espremendo e desespremendo uma garrafa vazia de água s-e-m-p-a-r-a-r. Do meu lado, sabe. Crec, crec, creeeeec, crec, creeecccc. Eu com fone de ouvido, música alta e aquele barulho ainda conseguia ser mais alto a ponto de eu não conseguir ignorá-lo e querer ver sangue a cada semi-crec.
Vale dizer que com essa coisa de dormir pouco, meu filtro social - que já não é uma constante - faz ainda menos aparições no dia a dia. O objetivo era virar minha cabeça quarenta e cinco graus e derreter o cérebro do cara com meu olhar de lasers, mas só precisei chegar na metade do caminho e encarar a garrafa pra mensagem ser entedida.
Não sei qual foi exatamente a cara que eu fiz, nem se ele chegou a ver minha expressão. Só sei que ele parou imediatamente de apertar a garrafa do inferno e eu voltei a olhar pra frente meio que rindo do resultado automático que consegui.
Deu pra entender a situação?
conheço o olhar... xi...
ResponderExcluirDeu! Todo mundo já quis derreter o cérebro de alguém com seu olhar de lasers! Acho que posso falar por todos que no transporte público do Brasil isso acontece praticamente todo dia.
ResponderExcluirCíntia, El Matador!
ResponderExcluirVocê é foda! Boa sorte ai! Vai dar tudo certo...
ResponderExcluirTamo torcendo por você, cintiam!
Irritante mesmo. E transporte público lotado é o ó.
ResponderExcluiru.ú