Tá. Eu sempre passei bastante tempo com adultos, fui um ano adiantada na escola, vou terminar a segunda faculdade antes de completar 23 anos e blá blá. Sou considerada uma pessoa "madura" pela sociedade. No meu ponto de vista, porém, eu sou simplesmente uma pessoa que reconhece que a existência de um cérebro no corpo humano não é coincidência. Minha suposta "maturidade", pra mim, é o normal - é o jeito que estou acostumada a ver e me comportar no mundo. O problema é quando me deparo com gente que parece não ter sequer remoto conhecimento do conceito "cérebro e suas funções". Costuma ser uma mistura de tristeza e irritação aguda, mas de vez em quando é apenas entretenimento.
Fazia tempo que eu não convivia de verdade com gente da minha faixa etária, e vou dizer pra vocês que olha, não é fácil. A mistura de futilidade e metidismo é tanta nesse mundo que cada vez mais eu tenho vontade de achar uma caverna pra viver sozinha. Minha rotina atualmente envolve ouvir coisas do tipo "nunca tive problema com dinheiro" de um ser de vinte e cinco anos que vive com os pais e não tem emprego. "Mas como você compra as suas coisas?". Pede dinheiro pros pais. "E as bolsas de marca?" - cada uma ganhada de um namorado diferente. Ai amg, vem conversar comigo sobre problemas financeiros quando você tiver uma vida, vai. É rir pra não chorar.
Acho bacana que, apesar dos pesares, o mundo tenha se tornando mais compreensivo com a questão "tempo". É relativamente normal, hoje em dia, que uma pessoa em torno de vinte anos de idade não saiba com certeza que rumo profissional tomar, por exemplo. Ou que mulheres só lá pros trinta anos comecem a pensar em ter filhos. Essas coisas. Isso no tempo dos meus pais não era normal. Dezoito anos era mais do que hora de arrumar emprego e sair de casa. Dava merda? Dava. Os pais acabavam ajudando? Sim. Mas a experiência era real, acontecia mesmo. Não sei dizer qual das abordagens é melhor, acho que ambas tem vantagens e desvantagens. Mas a nossa realidade de ter "mais tempo" não é desculpa pra ser idiota, sabe. Essa despreocupação que a minha geração parece ter com tomar decisões sérias e começar a vida de uma vez por todas parece que só tá atrasando o nosso desenvolvimento. Prova disso são as "super-crianças" que a gente vê por aí, fazendo coisas incríveis que adulto nenhum pensou ou teve coragem de fazer antes. Que bosta pra gente que tá só de telespectador, né? O famoso "eu também poderia ter feito isso" - só que não fez.
Eu acho que a gente tem muito potencial, recurso e capacidade de ser relevante no mundo. O que tá faltando é uma dose de realidade de quando em vez. Precisamos crescer um pouco. Esses dias ouvi, da mesma pessoa, "às vezes me dizem que eu vivo numa bolha. Não ligo pra essas pessoas porque eu sou feliz do jeito que eu sou". E se tirar pai, mãe e namorado, será que continua feliz?
Pense.
Acho bacana que, apesar dos pesares, o mundo tenha se tornando mais compreensivo com a questão "tempo". É relativamente normal, hoje em dia, que uma pessoa em torno de vinte anos de idade não saiba com certeza que rumo profissional tomar, por exemplo. Ou que mulheres só lá pros trinta anos comecem a pensar em ter filhos. Essas coisas. Isso no tempo dos meus pais não era normal. Dezoito anos era mais do que hora de arrumar emprego e sair de casa. Dava merda? Dava. Os pais acabavam ajudando? Sim. Mas a experiência era real, acontecia mesmo. Não sei dizer qual das abordagens é melhor, acho que ambas tem vantagens e desvantagens. Mas a nossa realidade de ter "mais tempo" não é desculpa pra ser idiota, sabe. Essa despreocupação que a minha geração parece ter com tomar decisões sérias e começar a vida de uma vez por todas parece que só tá atrasando o nosso desenvolvimento. Prova disso são as "super-crianças" que a gente vê por aí, fazendo coisas incríveis que adulto nenhum pensou ou teve coragem de fazer antes. Que bosta pra gente que tá só de telespectador, né? O famoso "eu também poderia ter feito isso" - só que não fez.
Eu acho que a gente tem muito potencial, recurso e capacidade de ser relevante no mundo. O que tá faltando é uma dose de realidade de quando em vez. Precisamos crescer um pouco. Esses dias ouvi, da mesma pessoa, "às vezes me dizem que eu vivo numa bolha. Não ligo pra essas pessoas porque eu sou feliz do jeito que eu sou". E se tirar pai, mãe e namorado, será que continua feliz?
Pense.
Nossa Cíntia... que pesado!
ResponderExcluirMas é verdade. Sei lá, temos que pensar também que os tempos são outros. Não necessáriamente uma mulher precisa pensar ou ter seus filhos antes dos 30 anos. A estrutura da família mudou e essas características que você citou são só algumas que provém dessa mudança...
Nossa estou vivendo quase a mesma situação. Sou considerada madura pelas pessoas do meu convívio e até pelas pessoas que não fazem parte do meu convívio... Vou fazer 18 anos daqui alguns dias, e ando só com pessoas bem mais velhas que eu, 25, 30, 35 anos... e ai esse ano eu tive que mudar de colégio, e de algumas coisas que eu já fazia e daí tive começar DE FORMA OBRIGATORIA a conviver com pessoas da faixa etária 16, 17, 18 anos.. e como você disse, olha que complicado, não e nem me gabando sabe mas eu penso muito diferente, eu tenho uma concepção de vida totalmente diferente, eu tenho um foco, eu penso em fazer faculdade, me estabilizar financeiramente, me casar, e etc., e as meninas e os caras dessa minha faixa etária que estou convivendo agora, não tem essa noção sabe, alguns estudam simplesmente porque os pais obrigam e são eles que pagam a escola, e são assuntos tão fúteis, discussões tão sem sentido, e coisas assim que eu fico pasma de tão infantil e sem nexo que são... E ai eu fico me questionando “PORRA! SERA QUE O PROBLEMA SOU EU QUE FIQUEI “VELHA” MUITO CEDO OU SÃO ELES QUE NÃO AMADURECERAM...” é bem complicado, porem to conseguindo lidar, mesmo passando muita raiva sempre, mais o que me motiva e que e só esse ano e acabou, hahah... Me identifiquei bastante Cintia com varias observações e coisas que você escreveu. Boa sorte com os seus “COLEGAS DE CLASSE”
ResponderExcluirVc é admirável! Eu tenho 25 anos e se tivesse apoio, com certeza já estaria formado, com 3 idiomas e com fluência!! Infelizmente algumas pessoas como eu ñ tem muitas oportunidades e algumas simplesmente jogam fora. Nao param pra pensar q agora depende deles a vida como vão levar. To aqui como um dos seus seguidores e admiradores pq pessoas como vc me enchem de esperança e força de vontade. Um dia tbm chego lá \o/
ResponderExcluirOi Cintia!
ResponderExcluirEu li esse post e fiquei curioso, parece que voce mistura a independencia pessoal com a maturidade em si, fixa muito no fato de uma pessoa depender dos pais ou de alguem para ter algo. Supomos, alguem que ainda mora com os pais não pode ser madura para você?
Sobre o #OraModa, legal, to na espera do primeiro post OFICIAL da série! Tchau
Concordo com vários pontos do seu texto. Eu era um ano adiantada na escola e entrei na faculdade no meio do terceiro ano, então estou basicamente 1 ano e meio adiantada.
ResponderExcluirPor um lado, analisando pelo lado da convivência com as pessoas, eu acho muito bom ser adiantada, mas não acho que fazia tanta diferença na escola... Agora, na faculdade, talvez faça.
Por outro lado, eu acho que você teve um pouquinho de sorte por ter feito a decisão certa tão cedo sobre o que queria fazer da vida. O fato de eu ter entrado na faculdade com 16 anos reflete o que eu estou sentindo hoje, praticamente na metade do curso: penso que estou no lugar errado. Talvez tenha sido falta de maturidade por ter que escolher um curso aos 16 anos ou seja algo natural... talvez eu teria escolhido o mesmo curso com 18 anos e acabasse na mesma indecisão. Talvez não tenha nada a ver com maturidade e apenas não sei o que quero (afinal, tem gente que descobre o que gosta aos 30, 40...).
Mas eu me pareço muito com você, procuro ficar independente o mais rápido possível e acho que isso é um sinal de maturidade. Também não entendo como pode haver pessoas tão fúteis e vazias da minha idade, que só querem saber de farra e deixam de lado o que é realmente importante. Mas é aquilo, né? Toda ação tem uma reação. O que essas pessoas fazem hoje vai ter uma consequência amanhã.
Me identifiquei bastante com o seu texto.
ResponderExcluirEu sou a mais nova da minha família, todos os meus primos são bem mais velhos que eu, tenho um irmão mais velho também. Então apesar de ainda falar bastante com as pessoas da minha idade, sempre me senti muito mais a vontade com pessoas mais velhas do que eu.
Não que eu me ache também a pessoa mais madura do mundo, mas eu também me sinto incomodada com a falta de percepção da realidade que as pessoas tem. Me incomoda muito ver gente até mais velha do que eu (tenho 19) agindo como se tivesse 15 anos.
É duro olhar para os lados e ver muitas pessoas sem objetivos na vida além de conseguir estar nas baladas da moda.
Mas como eu sempre digo, o mundo dá voltas.
Algum dia essas pessoas vão tomar umas invertidas da vida e vão ver que suas vidas são completamente vazias.
Abraços.
Cintia, eu também sou considerado "maduro" para minha idade. Comecei a primeira faculdade com 16 anos e, desde então, não tive mais amigos da mesma idade. Até agora, nunca tinha visto ninguém traduzir em palavras o que eu sentia pelos meus "contemporâneos" como você conseguiu fazer... Sou fã dos seus textos, e a admiração só aumentou agora! =)
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