22 de outubro de 2011

Virei modelo

A principio eu me voluntariei para trabalhar nos bastidores. Não sabia se tinha ouvido direito quando o professor disse que precisavam de voluntários tanto para os bastidores do desfile e como para desfilar de fato, mas como sou provida de uma ou outra célula de modéstia, pensei que mesmo que fosse o caso de precisarem de modelos, EU não serviria pra ser uma delas, afinal, né? É. Então. Como achei que seria legal estar no evento de qualquer maneira, mandei um email para o professor confirmando a minha presença.

Alguns poucos dias se passaram e eu comecei a surtar levemente com a falta de informação sobre o que eu teria que fazer, quais seriam as responsabilidades e do que realmente se tratava esse tal evento. O professor respondeu com a lista dois dias depois. O evento é gigantesco. É tipo uma convenção com tudo que se pode imaginar sobre fazeção de roupas. Um milhão de stands divulgando desde tecidos para sofá até cristais Swarovski. Ao longo dos três dias de evento, ocorre uma espécie de campeonato entre os grupos de melhores alunos das principais faculdade de Design (não sei se do país inteiro ou só da província). Eles têm que construir uma roupa específica baseada no tema que é dado pra eles logo no início. Sei lá, basicamente é isso. O que importa é que junto com a resposta sobre o que era o evento, o professor mandou também uma humilde lista de VINTE E QUATRO coisas que seriam responsabilidades totais e completas dos dressers, entre elas:

- ajudar a vestir as modelos,
- colocar roupas na ordem certa,
- conferir e arrumar todos os acessórios,
- conferir e arrumar todos os sapatos,
- manter as modelos calmas e relaxadas,
- levar linhas e agulhas (evidentemente partindo do pressuposto que os voluntários sabem o que fazer com elas)
- passar e vaporizar as roupas (evidentemente achando que os voluntários já fizeram isso alguma vez na vida) e resumindo: ser um dos peões do desfile.

Minha reação foi tipo:



Tentei me convencer de que seria legal, de que eu não estragaria roupa nenhuma, de que não haveria motivo pra eu ter que tranquilizar uma modelo e, bom, finalmente admiti que eu não tenho grandes poderes de persuasão quando a pessoa a ser persuadida sou eu mesminha. "Merda", pensei. "Agora já era... se pelo menos ainda precisassem de modelos...".

No dia seguinte, uma outra professora comentou que ainda estavam precisando modelos. Fiquei meio assim porque eu já tinha confirmado que trabalharia nos bastidores, mas a minha decisão era simples. Se me aceitassem como modelo para o desfile, eu desfilaria. Convenhamos, a escolha era uma lista de vinte e quatro responsabilidades, preocupações, agulhas e ferros de passar roupa versus sentar confortavelmente numa cadeira para que profissionais façam seu cabelo e maquiagem, vestir roupas diferentes e andar numa passarela ao som de música legal.

Eu e mais uma menina da minha sala fomos experimentar as roupas logo após a aula - na sala dos professores. Experiência peculiar essa de colocar roupas esquisitas na frente de gente que lidou com modelos de verdade a vida inteira, viu. Ainda mais sem espelho nenhum em volta. Bom, entrei lá Cintia, saí de lá oi-sou-modelo-e-quero-cinquenta-toalhas-brancas-música-instrumental-contemporânea-e-frutas-silvestres-no-meu-camarim-vocês-que-se-virem-seus-meros-mortais.

Ontem foi o ensaio. Todas as modelos (oi, sou modelo) se encontraram no lugar onde vai ser o desfile. Queriam que víssemos a passarela, testássemos a iluminação, posicionamentos e todas essas coisas de praxe que eu passei a minha vida inteira não imaginando. Mas foi interessante; é um ambiente bem distinto de qualquer coisa que eu já presenciei. A verdade é que fazer parte de um evento desses (com mordomias e tudo) é uma daquelas oportunidades que simplesmente não dá pra negar, né?

A parte dois dessa história eu conto aqui no blog depois do desfile. Por enquanto, deixo vocês com uma imagem meramente ilustrativa da fila de modelos no ensaio de ontem.


(sou a segunda da direita pra esquerda, caso não tenha ficado claro)

- Virei modelo (parte 2: O desfile)- 

9 comentários:

  1. kkkk depois coloca fotos!
    Achei bem que iria acontecer, quando comecei a ler o texto... pensava: bah, será que ela acaba virando uma modelo... e "pimba"...
    Bacana.
    Hou, e por falar em bacana, a pergunta fatídica: e o vlog?

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  2. Meu deus Cintia, fiquei imaginei toda a cena. Hahahaha, mas na confianca ;D depois quero saber tudo, todos os detalhes. Beeijos e bom desfile.

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  3. Boa sorte no desfile (se é que ele já não aconteceu)!
    Foi mesmo mais inteligente da sua parte se voluntariar para modelo xD
    Essa Cintia escreve, canta, cozinha, desenha, desfila, sapateia... bem, tá.

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  4. claudia (a mãe orgulhosa que não consegue parar de rir)22 de outubro de 2011 às 04:49

    KKKKKKKK!!!!!!!!!!!!!!! sério... não consigo parar de rir!

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  5. Sério, seus desenhos são os melhores

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  6. Amei a ilustracao.
    (e meu pc ja ta naquela lerdeza q te falei, que eu escrevo e demora uns segundos pra aparecer. saco.)

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  7. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk mano, tô rindo do seu desenho. Tipo, MUITO! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Ah, e que chique ser modelo. Quero ver fotos!

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  8. HAHAHAHAHHAHAHAHAA... amo o seu senso de humor, cintia!!! Aliás, Certeza que vc vai se dar muito bem!
    Boa sorte (se ainda não aconteceu)!!

    Espero pela PART-2!

    BEIJOS

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  9. hahaha. Ri muito com os desenhos. Ansiosa pelo post do desfile. :)

    Boa sorte...ou quebre a perna serve pra modelos também?rs

    Beijos, Betty.

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