11 de janeiro de 2011

A incrível história sobre como parei de roer minhas unhas

Comecei a vida de roedora unhal sem motivo aparente, quando era bem pequena. Minhas unhas, apesar de roídas, não ficavam exatamente com aquele aspecto de "no toco" que unhas roídas geralmente têm (e que eu acho horrível, por sinal) porque elas sempre tiveram um formato longo e eu meio que tirava camadas da unha em vez de simplesmente encurtá-las furiosamente com a boca. Era feio de ver e a dor era infernal. Aguda e contante, terrível. 

Meus pais se incomodavam muito com esse meu hábito e além de obviamente me baterem na mão toda vez que me viam roendo unha, tentaram muitos outros jeitos de me fazer parar. O formato das minhas unhas já estava ficando meio deformado quando eles compraram aquele "esmalte" de gosto amargo, por exemplo. Realmente, aquele troço era ruim - mas não há nada de ruim na vida que a gente não consiga se acostumar, né. Depois de um tempo eu nem sentia mais o gosto do remédio.  Me deixaram de castigo, me ofereçeram dinheiro, me deixaram mais de castigo. Não adiantava. Nessa época eu tinha por volta de uns dez anos. 

Até que meu pai teve a idéia infalível: lembrou que eu já saí da barriga da minha mãe comendo dois hambugers pão-e-carne do McDonald's e disse que se eu parasse de roer unha ele não só me levaria para comer no Mc, como também iríamos no cinema e me compraríamos um bichinho de pelúcia (bons tempos em que oferecer bichinho de pelúcia e comida era de fato algo que funcionava com crianças de dez anos). Fiquei interessada na proposta e comecei, finalmente, a cogitar a idéia de parar de roer as unhas. 

Bom, agora chegamos ao momento dramático desse texto. Vocês, queridos leitores, estão prestes a descobrir que tiveram seus pensamentos conduzidos à um poço de erroneidade, uma vez que foram propositalmente levados a acreditar que essa proposta feita por meu progenitor foi a que me fez desistir da vida do submundo da roeção unhística. Não foi. 

Foi um sonho. Eu tenho vergonha dele e nem sei se já o contei para alguém, tipo, na vida, mas sinto que chegou a hora. (respira fundo) 

Era o dia do meu casamento. Tudo lindo, vestido branquinho, flores perfeitas. Abriram-se as portas da igreja e eu andei até o altar. Chegou a hora da troca das alianças. Eu e o noivo nos viramos de frente um para o outro e ele pegou minha mão direita. Olhou pra ela e saiu correndo. Fui abandonada no altar por causa das minhas unhas horripilantes. Fim.



Olha, independente das mensagens subliminares que meu subconsciente tentou passar com esse sonho, a única coisa que é fato é que acordei no dia seguinte e nunca mais roí unha. 

Obs.: Aqui dá pra ver como são minhas unhas hoje em dia. Eu sei que vocês são curiosos. 

19 comentários:

  1. legal esta historia vou ver se paro tbm ksksksks eu tbm fico tirando as camadas da unha principalmente quem dia de prova e de prova horal no curso de inglês nosssa aie eu me acabo kk :D

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  2. legal esta historia vou ver se paro tbm ksksksks eu tbm fico tirando as camadas da unha principalmente quem dia de prova e de prova horal no curso de inglês nosssa aie eu me acabo kk :D

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  3. Agora só falta você sonhar que seu marido te deixa no altar porque você tá gorda, que a chantagem do Mc Donald's não funciona mesmo! HAHA!
    Não se envergonhe, o sonho só te trouxe benefícios: parar de roer unha e um bom texto.

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  4. Nossa seu sonho de casar é (ou era) tão grande assim é? que dó!

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  5. Resumindo a história, você subconscientemente tem uma vontade louca de casar, a ponto de parar com uma mania que não conseguia largar no momento em que viu que isso te impediria de casar. Não é vergonhoso, é engraçado. Não dou 6 meses para você estar casando por aí... hehehe

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  6. eu não fasso e nunca fiz más acho que vou começar para falar pra mim parar e me levar para o mac kkkk zuera

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  7. e se for ao contrario vc para e ele começa

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  8. Hehehe, foi engraçado, nada de se envergonhar (mas realmente tava parecendo aqueles programas do João Kleber no twitter hein). Todavia fez um bem pra ti mesmo, e pro teu futuro marido...

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  9. "(bons tempos em que oferecer bichinho de pelúcia e comida era de fato algo que funcionava com crianças de dez anos)"

    Se Fosse uma criança de hoje em dia, O mínimo valor estipulado seria (Um Computador + Video game + Ingresso pro Show do Restart) para cada mão que não tivesse nenhuma unha Roída!

    Eu tenho esse maldito Hábito até hoje, Mas se meu pai tivese me oferecido dinheiro e hamburgers do Mc quando eu era criança, com certeza eu não teria! Desde Criança eu sempre soube negociar!

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  10. AHUAHUAHAUAHU Que coisa... Eu esperei por algo bem mais horripilante, pelo que você postou no twitter antes.
    Eu não roo(?) unhas, mas as minhas só quebram sempre que estão crescendo. :(
    Já aceitei o fato, fim.

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  11. Hahhaha adorei a história!
    Achei que era algo bem mais cabuloso pelo suspense!
    Ainda bem que vc teve esse sonho! Agora vc tem unhas lindas e não terá mais problemas para casar! hahahahahah

    E aí já arranjou o noivo? ^^

    Beijão
    Sammy

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  12. seus textos são tão fluentes que só parei de ler quando cheguei no final da página. rs

    Eu não tinha o hábito, mas era só encarar um vestibular, que eu voltava sem unhas. Até que depois de um tempo (siiim, eu prestei váaaarios), eu deixava a unha crescer na semana da prova pra ter o que roer e não ficar com as unhas "com aspecto de toco", que por sinal, eu também acho horrível.hahaha.

    Beijos, Betty.

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  13. Hahaha, sabe que uma vez eu estava assistindo um casamento na novela, e eles focaram nas mãos trocando a aliança. Eu também levei um soco no estômago pensando que não teria coragem de receber uma aliança com as unhas desse jeito. Mas pra mim o soco não foi tão forte, eu ainda não parei de roer. Falta de vergonha na cara essa minha, tsctsc.

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  14. Quem diria, hein? Sou eu, titia. Gostei do seu texto, pra caramba; e ainda mais das suas unhas como estão hoje.
    Bjs
    Precisamos fazer uma leitura conjunta pelo Skipe em breve, tá?

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  15. Eu sou um profissional em roer unha :x ainda não achei a solução pra parar... talvez eu precise de um sonho meio parecido IUDASHUIDSAHUIDSAH

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