21 de outubro de 2012

12 de outubro de 2012

Virei modelo (de novo)

Eu tava toda tranquila na biblioteca da faculdade, fazendo uma saudável quantidade de nada enquanto esperava pra conversar com um professor. Acontece que a semana de moda vai começar em breve e eu, como contribuinte do blog da faculdade (legal, né?), posso escolher um desfile dos chiques pra ir, patrocinada pela instituição. O problema é que são tantas opções que eu achei melhor pedir a opinião de um profissional antes de escolher. Resolvi esperar pra falar com um dos meus professores.

Ele finalmente chegou na biblioteca, conversou comigo rapidinho sobre as melhores opções de desfiles e já tinha passado a porta pra ir embora de volta pra sala de aula quando parou no meio do caminho, virou e voltou. 

- Você vai andar no desfile da escola esse final de semana? - ele perguntou enquanto me olhava de cima a baixo (coisa normal nesse mundo de moda, acho que posso dizer que acostumei).

- Não que eu saiba - respondi, já decodificando o que estava acontecendo ali - Eu vou no desfile pra fotografar e depois escrever um texto pro blog da faculdade, mas... - (nisso ele já tava segurando o meu braço e me levando pra experimentar as roupas). 

- Vai desfilar então - ele finalizou confiante e eu tive que rir.

Experimentei as roupas, recebi elogios e pensei "ah, dane-se, pelo menos vou ter uma segunda chance de andar numa passarela em vez de correr como fiz da última vez". Coloquei meu nome na lista e pronto, virei modelo de novo. 

Hoje foi o ensaio e sábado é o evento. 

Cheguei lá toda psicologicamente preparada pra ser a mais anã de todas e passar as próximas semanas questionando toda a minha existência vertical. Qual não foi a minha surpresa em constatar que as meninas tinham a mesma altura que eu? Choque, claro. Ano passado eu tava no nível do umbigo das modelos e esse ano tô conseguindo ver rostos. Ótimo! Até aí o saldo tava positivo.

Bastou um pouquinho de conversas introdutórias, porém, pra eu descobrir que as modelos ao meu redor eram todas (t-o-d-a-s) mais novas que eu. "Ai, então, sou da Europa e tô no primeiro ano do Ensino Médio aqui". Oi? "Que legal, eu tenho 14 anos",  "Eu tenho 17, mas todo mundo diz que eu pareço mais nova".

Gente, cada vez que uma menina falava a idade aparecia uma ruga nova na minha cara. Nada como uma boa dose de modelos iniciantes pra fazer com que uma pessoa de vinte e dois anos se sinta como material arqueológico. Esqueci totalmente da "vantagem" em ser da mesma altura que as modelos quando percebi que tinha uma corcunda de velhice crescendo nas minhas costas.


Nos dirigimos à passarela e treinamos o ~andar~ (não que eu precisasse treinar alguma coisa porque todos aqui sabemos que já sou expert no assunto). O que eu tenho que admitir é que com os meus problemas de idade e tudo, eu tava meio preocupada que a pressão fosse cair ou a diabete atacar, sabem? Previ até uma crise osteoporótica no meio do negócio mas nada aconteceu, ufa. 

Agora só esperar até o dia do desfile! Como ano passado eu deixei uma imagem meramente ilustrativa da fila de modelos, vou deixar vocês com a de hoje:


Vale dizer que apesar de idosa, minha pele estava bem mais bonita e sem espinhas que a delas. Algum benefício a idade avançada tinha que trazer.

3 de outubro de 2012

Resenhas: Filmes que assisti em Setembro

Post meio atrasadinho porque eu tava na cozinha filmando receita, né gente, perdoa. 


360 

Não dá pra não dizer que não gostei porque me envolvi com a história e isso não acontece quando o filme é ruim. O que eu achei é que, pra esse tipo de filme (tudo está relacionado, o mundo dá voltas, a vida é um ciclo etc), o enredo foi meio fraco. Fiquei esperando maiores desenrolamentos e intrigas, mas nada grandioso aconteceu. As partes que eu mais gostei foram as que me deixaram nervosa na expectativa de que "agora vai" - se o "agora vai" tivesse ido, eu estaria falando melhor do filme agora. Valeu a pena por causa das roupas da Rachel Weisz.


Compliance

Esse filme foi incrível. Não sabia o que esperar quando resolvi assistir e me surpreendi. Acontece que a gerente de um restaurante de fast-food, no dia mais ocupado da semana, recebe uma ligação de um policial meio esquisito. Parece que uma das funcionárias do restaurante roubou dinheiro da bolsa de uma cliente e o policial precisa que a gerente o ajude a resolver o problema. A maneira como a história se desenvolve é muito interessante porque te faz questionar tudo que acontece. O que será que eu faria naquela situação? Será que dá pra saber o que eu faria sem nunca ter passado por algo parecido? É claro que algumas coisas que acontecem acabam parecendo absurdas no estilo "isso nunca aconteceria no mundo real", mas nesse caso acho que a gente simplesmente não tem como julgar. Muitos estudos já foram feitos tanto sobre a maneira como o ser humano reage quando tem poder, como quando é submetido à ordens horríveis e humilhação. Basta dizer que o filme é baseado em fatos reais. Parada louca psicológica, manos. Se assistirem, me contem depois. 



Bachelorette (Quatro Amigas e um Casamento)

Apesar do tema parecer meio recente, a comédia não decepciona. O humor é bem mais negro que o de Bridesmaids e a história não fica só na comédia. De vez em quando o filme te dá uns tapas inesperados de realidade. Eu valorizo essa qualidade (se for na dose certa, como nesse caso) em filmes de comédia porque acho que coisa toda fica um pouco mais real em vez de engraçada "porque sim" (embora isso também seja legal). Você se envolve com as personagens e o filme vai entregando detalhes sobre a vida de cada uma devagar. Não é o filme mais engraçado que eu já vi, mas vale a pena pelo lado negro do humor e da vida. Também foi legal ver a Kirsten Dunst interpretar um papel diferente do de boa moça de sempre.



Devil Inside (A Filha do Mal)

Bom, eu adoro filme de terror-espíritos-exorcismo-sangue-susto, né? São os mais me entretêm, não adianta. Quando ouvi falar desse, fiquei toda felizona porque fazia tempo que não saia coisa nova mãs as críticas foram deprimentes. Tudo quanto era lugar que eu lia sobre o filme detonava o coitado tanto, mas tanto, que eu nem me dei ao trabalho de assistir porque não é possível que todo mundo no universo odeie esse troço e eu seja a única que vá discordar. Então. Não achei ruim o sufiente pra justificar tanta crítica negativa, não. O que acontece é assim, o filme vai indo e, como todo bom filme dos capeta você fica achando que o negócio eventualmente vai se resolver de modo satisfatório tipo o bebê da vizinha agora tá cosdemonho. Mas não acontece. O filme termina sem explicar que diabos (rs) aconteceu e você fica lá tipo "sério que acabou assim?". O truque é assistir pelos sustos e não pela expectativa de um final bom. 



The Resident (A Inquilina)

Esse foi meio tosco. Apesar idéia ter sido boa e o filme ter caminhado enganosamente bem até certo ponto, a execução vai de ladeira abaixo quando a "ação" começa. Eu gostei muito do começo, por exemplo, quando depois de só um pouquinho de tempo de filme (você achando que tá sabendo legal das intenções da galera) tudo vira, num flashback de minutos. Uma coisa que me prende demais em histórias em geral é quando eu, fora da história, sei mais do que quem tá dentro dela, vivendo inocentemente. Fico querendo saber como a personagem vai descobrir o que tá acontecendo, o que vai fazer, como vai reagir. Essa, inclusive, foi outra parte que eu gostei no filme. Gostei do jeito que ela descobre (apesar de que, naquela situação, ter equipamento instalado e o velhinho da empresa indo embora ao mesmo tempo que o dono do apartamento chega foi meio forçado) e a reação foi muito boa - a mulher é boa atriz. Pena que foi aí que começou a tosqueira mesmo. De repente, um filme super tenso de suspense vira produção caseira de "terror" com direito a neguin fingir que morreu e abrir os olhos dramaticamente pra pegar o outro, sabe? Tosco. Já que tô reclamando, digo também que não entendi a necessidade exacerbada de tentar deixar a Hillary Swank sexy. Uma cena tomando banho, ok, mas lá pela quinta vez que ela deixa a toalha cair no chão eu já tava achando que os azulejos do banheiros tavam mais sedutores que ela. 



Looper (Looper - Assassinos do Futuro)

Estou sabendo da polêmica que o filme tá causando porque, aparentemente, o povo resolveu discutir o filme aqui nesse universo paralelo chamado ~internet~ em que discussões inúteis viram questão de honra. Acompanhei as críticas, concordo em alguns pontos e discordo em outros. Pra começo de conversa: o filme é bom. Gostei do jeito que o "mundo do futuro" é retratado porque é realista, achei a lógica do serviço de um looper completamente aceitável (inclusive a idéia de que é o looper que "fecha o seu ciclo") e achei interessante, no contexto, que a merda toda acontece por amor. As atuações foram todas muito boas: teria sido fácil pesar a mão representando um Bruce Willis jovem, mas o Joseph Gordon-Levitt usou a medida certa (nem sabia que era ele até pesquisar pra escrever esse post - ficou muito diferente no filme!!). Emily Blunt também foi bem e o molequinho foi impressionante. Dito isto, algumas partes do filme deixam a desejar em termos de explicação. Não explicam direito como a viagem no tempo funciona (regras, limites, consequências), nem como o molequinho saiu superpoderoso (se foi por causa do tal TK porque tanta indiferença com o assunto no começo?) e algumas outras coisas do tipo. Ao contrário de algumas resenhas acaloradas que eu li online, porém, esses "buracos" na trama não me fizeram perder o interesse na história porque não eram essenciais ao enredo - o que não significa que não me incomodei com essas perguntas não-respondidas, principalmente depois que o filme acabou e eu tive mais tempo pra pensar. De qualquer modo, acho que o filme vale a pena. Recomendo. 


End of Watch 

O filme é sobre o dia-a-dia de dois policiais em Los Angeles. Os dois são jovens e um deles tá numas de filmar tudo que acontece. Ao decorrer do filme, é inevitável acabar gostando dos dois e, justamente por isso, a história vai ficando cada vez mais tensa. Eles entram em uns buracos que só dá vontade de gritar "FI, SAAAAI DAÍ! NÃO MEXE NISSO, VAI PRA CASAAA!!!" pra ver se eles ouvem e param de enfiar em situações perigosas. Várias áreas diferentes do crime acabam aparecendo no filme, que usa um humor leve pra contrabalancear os climão. Os dois são relativamente inocentes e isso também contribui pro suspense do filme. Eu ficava o tempo todo pensando no bem deles, sabe? A única coisa que eu não gostei foi da tal câmera de mão - tava mexendo tanto que teve uma hora que começou a me dar enjôo (graças ao diretor não é a única câmera ao longo do filme todo, algumas são fixas no carro e outras são "normais", do ponto de observador). O final é meio chocante e a escolha da última cena é bem... peculiar. Ah, uma curiosidade pra vocês repararem quando forem assistir: o Jake Gyllenhaal com a arma não lembra o Capitão Nascimento invadindo a favela?


Cidade de Deus

Mais um filme brasileiro famoso que eu não tinha visto ainda! Achei bom. Gostei da narrativa da história e do jeito que explicam como a liderança do tráfico passa de mão em mão. Fiquei meio perturbada com aquela cena com as duas crianças contra a parede. Acho que é por saber que esse tipo de coisa acontece de verdade, sei lá. Outra coisa que eu gostei foi do filme ter se passado nos anos 70. É legal reparar nos figurinos, nos carros e equipamentos - é tudo tão... de verdade! E a galinha correndo pra não virar espetinho? Risos.


Melhores: Compliance 
Piores: 360 e The Resident

30 de setembro de 2012

Copos de plástico

Hoje eu quebrei o último copo de vidro que tinha sobrado do jogo de quatro. Os únicos que eu tenho agora são os que eu compro no cinema. Copos de capacidade pra pelo menos um litro cada um, temáticos e, ÓBVIO, de plástico. Eu tomo Coca-Cola neles, sabe. Virei esse tipo de pessoa, aparentemente. 

Estou no final da minha primeira semana (são duas no total) de recuperação física e psicológica (férias). Minha rotina vira de cabeça pra baixo e, apesar de passar horas no computador, fico meio ausente das redes sociais, sem querer querendo. Apesar de ler tudo, ver todas as fotos, ficar sabendo de quem tá grávida e quem morreu (bom saber que pelo menos o Beto Carrero ainda tá firme), assisto os dias amanhecerem silenciosamente aqui do fundinho da minha caverna. Esqueço de comer, mas tenho boas idéias, sonhos cinematográficos e bom - tempo pra pensar na vida. 

Falando em dias amanhecendo, o céu aqui já tá aquele azul escuro tipo "oi, tá começando outro dia no mundo das pessoas que acordam". Mas isso não significa nada porque provavelmente não vou conseguir dormir enquanto não chegar a uma conclusão sobre não ser capaz de manter copos de vidro na minha vida. 

19 de setembro de 2012

Existe esperança de que eu sobreviva,


mas por enquanto não tô vendo muita luz no fim do túnel.

Essa semana é a última do trismestre da faculdade e isso significa que dormi duas horas noite passada e que serei obrigada a repetir o processo hoje. 

Se eu conseguir me manter viva até o final da semana, venho aqui contar pra vocês. Se não, recomendo que deixem nos comentários suas últimas mensagens pra mim.