24 de agosto de 2012

O mundo contemporâneo da paquera

Entrei no Tim Hortons sabendo que ficaria no restaurante durante bastante tempo uma vez que meu intervalo era de quase três horas. O que eu não sabia era que sairia de lá acompanhada. 

Pedi meu sanduíche favorito e o clássico chocolate quente que tanto me apetece. Sentei. Como o chocolate vem quente mesmo, sempre abro a tampa do copo pro negócio esfriar logo e eu não queimar meu bico (o que sempre acontece independentemente dos meus esforços). Eu tava na metade do sanduíche quando um cara apareceu na frente da minha mesa e pediu pra sentar-se comigo. Olhei  ao redor achando que o pedido era só desculpa pra começar conversa fiada, mas o restaurante tava realmente cheio. Disse que tudo bem e ele sentou. 

Olhei direito pra cara do cidadão e, apesar dele estar sorrindo e ter um cabelo extremamente limpo, me veio aquele sentimento meio desesperador de "esse cara tem jeitinho de louco, socorro". Ao lembrar de que estávamos num lugar público e que a coisa mais homicida que ele poderia fazer naquela situação seria me tacar um café na cara, concluí que não seria assassinada imediatamente e mantive a calma.

Ele olhou pro meu chocolate quente e perguntou: "- Não gosta de café?" 
"- Não, café não tem efeito nenhum em mim", respondi honestamente.

Ele fez cara de choque e eu de "pois é, e daí?". Foi então que ele disse com olhar de sedução "- Até o fim dessa conversa, você vai ter mudado sua opinião sobre café". Pior é que não posso nem dizer que ele tava errado, vai lendo. 

- Café me dá energia, teve um dia que eu tomei um tanto e saí correndo na rua de madrugada. Aquele dia corri mais de doze quilômetros - ele disse, orgulhoso. E quem não quer sentir vontade de correr 12km no meio da noite? 
- É, pra mim não faz efeito - e continuei comendo. 

"Que papo", pensei. "Mulheres solteiras em tudo quanto é canto devorando revistas e sites com 'dicas pra primeiros encontros' sendo que primeiros encontros são isso". Cheguei à conclusão de que não só seria completamente honesta sobre tudo que ele me perguntasse, como também perguntaria tudo que me viesse na cabeça. Sem filtro e sem seguir as top setecentas mil dicas de primeiro encontro. 

- De onde você é? - ele perguntou.
- Originalmente, do Brasil - respondi interessada na reação.
- Sério? Pensando bem faz sentido. Todas as mulheres brasileiras que eu já conheci me passam essa sensação de calma, de paz. Conversam normalmente, sem querer me ofender. Outro dia, a mulher mais bonita que eu já vi na minha vida passou perto de mim na rua. Ela tava com uma amiga mas mesmo assim eu fui atrás pra falar oi, sabe? Nossa, não sei o que aconteceu mas a amiga começou a me xingar e dizer que eu era ridículo. Eu xinguei também e virou aquela coisa. Horrível.

Sem querer necessariamente confirmar meu preconceito contra a população jovem do universo, perguntei a idade dele (25) e o que fazia da vida (nada). "- Seus pais te bancam, então?", perguntei. Ele disse que não, que tinha juntado dinheiro do trabalho anterior. A conversa foi indo desse jeito meio travado (não cooperei nem um pouco) e de repente meu celular tocou. Eu atendi e ele colocou um par de óculos de natação na cara. 

tipo isso
Quando eu desliguei, não precisei perguntar. "- É moda nos Estados Unidos. Os caras saem com os óculos assim meio de lado (colocou os óculos de lado) e uma touca de mano. Estilo, né?" (não) "- Bom, vou te comprar um café", ele disse já se levantando. Mesmo depois de, no começo da conversa, eu ter explicado que Brasil é o país do café, que cresci vendo meu vô tomar COPOS de café preto diariamente, que eu já até tentei me fazer gostar do troço. Acho que eu poderia ter dito pra ele que eu trabalhei na senzala colhendo e mastigando sementes de café e ele ainda estaria me oferecendo o do Tim Hortons, porque "o café do Tim Hortons é melhor".

Voltou com um copo de café com leite (sim, todo esse tempo ele tava falando de café com leite). Esqueci de agradecer e quando percebi ele tava com o olho cheio de lágrima me contando sobre a ex-namorada. Era peituda e sempre parecia querer liberdade. "- Quando eu estou num relacionamento, costumo ser meio... intenso", ele disse.

Pausa pra dica de semântica do dia: se um cara fala que é "intenso" referindo-se à um relacionamento, ele tá usando código pra dizer que é louco mas acha que tudo bem ser louco porque te ama tanto que melhor você ficar acorrentada no pé da cama enquanto ele sai pra comprar leite. Corre.

Eu perguntei como o namoro tinha terminado e ele contou que não lembrava direito (sei) mas achava que tinha dito umas coisas ofensivas pra menina por telefone "- ou talvez tenha sido num shopping", porque ela queria sair com as amigas e ele queria que ela ficasse com ele naquele dia. Normalzíssimo.

- Sabe, eu tenho poderes psíquicos. Sei exatamente como será o seu futuro - ele disse - Posso te dizer o que eu acho?
- Diz.

Ele disse que eu tenho potencial para uma vida com muito dinheiro se eu tiver coragem de "ousar", mas que se não, viverei confortavelmente. Começou a falar sobre minha criatividade e mais um monte de coisa que me deixou meio assim porque como ele sabe que eu gosto da área criativa da vida? Tive que perguntar.

- O jeito que você mexe as mãos é jeito de gente criativa, o que é interessante porque eu sou assim também.

Uma das maiores observações sobre essa conversa inteira foi que eu realmente não falei quase nada pra ele sobre mim. Sabe aquele mito de que mulher fala demais e homem só ouve "bla bla bla comida bla bla peitos"? A única vez que eu ameacei começar a falar alguma coisa sobre a minha vida/opinião foi nessa hora - e ele me interrompeu dizendo que precisava ir ao banheiro.

Fiquei sentada lá, observando a chuva forte que tinha começado a cair e pensando que ainda faltava um tempão pro meu intervalo acabar. "Como eu vou me livrar desse cara, agora?!".

Ele voltou meio (mais) esquisito e proclamou o seguinte enigma: "- Quase tive que fazer xixi com as mãos nas costas".

Não entendi o que ele quis dizer com aquilo e, inocente demais pra minha própria saúde mental, perguntei: "- Como assim?!"

- Sabe como é, faz muito tempo que eu não tenho uma mulher. Estou meio... sensível.

O meu estado de incredulidade ao finalmente entender que ele se referia ao próprio pênis é indescritível.  Tipo, OI? Estamos conversando há meia hora, você previu o meu futuro e agora está me falando sobre a sua dinâmica urinal prejudicada por motivos homo eretus? Por favor né.

BOM. O ocorrido tirou minha concentração no processo de inventar um motivo pra sair de lá e, quando  o momento de choque passou, eu ainda não tinha conseguido pensar em nenhuma desculpa pra ir embora. Aí lembrei que o meu salão de cabelereiro favorito era perto de onde eu estava, e se tem uma coisa que homem não tem interesse nenhum é passar horas em salão de beleza, certo? Errado. Na hora em que eu mencionei as palavras salão, ir, cabelo e fazer, a resposta dele foi nada mais, nada menos que "- Adoro salão de beleza". Pediu pelo meu celular, ligou pra um salão do amigo dele e pediu pra marcar um horário pra mim. Quase gritei que não, obrigada e disse que iria no meu mesmo.

- Posso te acompanhar?
- ... pode, respondi. Ia falar o quê?

Andamos um pouco (ainda estava chovendo e ele não só insistiu em segurar o guarda-chuva pra nós dois como também começou a cantar N'sync no meio caminho). No fim eu, sempre perdida, acabei levando a gente de volta pro lugar onde eu estava trabalhando e, como ele não poderia entrar lá, acabou que constrangedora hora de dar tchau chegou prematuramente.

Gente, sério: melhor parte da história. Tão preparados?

Ok. Todo mundo sabe que nesse mundo de tecnologia avançando, a comunicação entre seres humanos muda um pouco mais a cada dia. Mas quem diria que o milenar truque do número de telefone errado um dia seria derrotado?! Pois é, descobri que foi.

Ele pediu meu número. Cogitei dar o número errado, mas como eu tava encarando o evento inteiro mais como um experimento como qualquer outra coisa, pensei que não faria diferença e que na verdade seria interessante esperar pra ver se ele realmente me ligaria ou não. Dei o número certo. EIS a nova técnica distraída de verificação telefônica: ele colocou o número no celular dele, olhou pra mim e falou "- Te mandei uma mensagem, você recebeu?". Eu disse que sim e ele rebateu no mesmo segundo: "- O que diz a mensagem?"

NÃO É INACREDITÁVEL?!

E se eu tivesse dado o número errado mesmo? Quão constrangedor teria sido não saber responder uma pergunta tão simples?! Além de ser pega no flagra, ainda teria que me explicar na mentira!

err...
Boquiaberta com a inesperada esperteza do indivíduo, li a mensagem que ele tinha me mandado em voz alta. Ele sorriu, disse que me enviaria outra logo e eu entrei no prédio, ainda sem acreditar na nova técnica do mundo contemporâneo da paquera.

27 de julho de 2012

Resumo da Abertura dos Jogos Olímpicos Londres 2012

Perdeu a cerimônia de abertura das Olimpíadas 2012? Palma, não priemos cânico. Aqui estão as partes que mais marcaram.

Ator Kenneth Branagh interpretando parte da peça The Tempest 
O troço começou chato, com esse ator lendo Shakespeare. Tá bom que é clássico, um dos maiores escritores da língua inglesa e tudo mais, mas NÉ? Queremos Spice Girls, acelera aí amigo.


Começou a ficar mais legal no segmento sobre a Revolução Industrial. Torres brotaram do chão, teve fumacinha e música legal. As fantasias que o povo usou tavam fantásticas também, tenho certeza que ouvirei falar delas na aula de moda contemporânea semana que vem.


Essa parte deu arrepio. Os trabalhadores da Rev. Industrial "construiram" os arcos da Olimpíada, que foram  então levantados do chão até se unirem no formato do logo. Bem bonito.


Aí de repente aparece o James Bond em vídeo, entrando numa sala em que a rainha se encontra. Ela vira pra ele, fala "Good evening, Mr. Bond" e os dois saem do palácio com um segurança. Logo em seguida, entram num helicóptero juntos e, quando finalmente chegam ao estádio das Olimpíadas, "os dois" pulam do helicóptero ao som do tema do 007. Foi bem engraçado. Quem diria que a moça tem senso de humor, né? 



Voldemort assustando as quiancinha
O próximo segmento teve foi sobre o sistema de saúde do país (sei lá). Começou com um coral de quianças de pijama cantando o hino nacional chatamente, depois teve a JK Rowling lendo um pedaço de Peter Pan e acordando vários personagens clássicos ao som da música tema de "O Exorcista" (sei lá 2, o retorno). A história tava ficando meio assustadora demais quando um monte de Super Nannies (na verdade eram "Mary Poppin's") apareceram, literalmente do céu, pra mandar os dementadores pro cantinho da reflexão.  


Uma das minhas partes favoritas foi essa. A Orquestra Sinfônica de Londres apareceu pra tocar o tema de Chariots of Fire (música clássica quando tem alguém correndo pra alcançar a vitória) e o Mr. Bean é responsável pela uma nota no teclado. Primeiro ele fica só entendiado, depois pega o celular do bolso pra tirar uma foto, depois espirra e faz o maior rebosteio. Ele acaba cochilando e um vídeo começa com a cena dos corredores da praia e ele lá no meio. Mr. Beansíces acontecem e quando ele volta à realidade no estádio, a Osquestra já tinha terminado a música e ele ainda tava tocando a uma nota. Amo Mr. Bean. 


Aí veio o segmento musical. Todo mundo sabe que a Inglaterra tem uma história musical gigante. Eles fizeram um mix de tudo que marcou o mundo (menos as Spice Girls, pra minha infelicidade) e paralelamente contaram uma histórinha de amor toda baseada em mídia social. Legalzin.


No final do mesmo segmento, mostraram o inventor da "World Wide Web", Sir. Tim Berners-Lee. Meu querido, nada pra dizer pro senhor além de obrigada! Sem você, blogs não existiriam e se blogs não existissem eu não poderia ter esse blog. Beijos Tim!

 

Os times começaram a entrar. Sorte que os que eu queria ver começavam com as primeiras letras do alfabeto porque olha, como tem país no mundo, não? Acho que a única coisa que demora mais que entrada de time olímpico é contagem de nota de escola de samba.


O David Beckham, que é tão rico que só chega na Olímpiada de lancha pelo River Thames, resolveu acelerar o barquinho e finalmente chegou com o fogo pra finalizar a cerimônia. Steve Redgrave, ganhador de 5 medalhas consecutivas em 5 Olimpíadas diferentes, tava lá com um fósforo gigante (também conhecido como Tocha Olímpica) pra receber o foguinho e levá-lo pro estádio. Passaram a tocha um pro outro, um pro outro e um pro outro mais uma vez e no fim subiu esse negócio gigante no meio do estádio. Linds


E pra finalizar mesmo, o vô com quem todas as adolescentes hipsters querem se casar: Paul McCartney. Cantou "Hey Jude" e foi bem emocionante. Resta saber se a tinta que ele tá usando no cabelo foi recomendação do Silvio Santos. 

E foi isso, gente! Agora vocês já tão por dentro de tudo que aconteceu na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Londres sem precisar assistir o jornal! Gostaram?

Imagens daqui e daqui.

17 de julho de 2012

#OraModa - Introdução e Tipos de Corpo

Quando se trata de roupa, muita coisa pode ser levada em consideração. Todo mundo que tem um pouco de interesse em moda sabe do universo de expressão, arte e bom, moda, envolvido no quesito "roupa" - e eu vou falar isso eventualmente, já que é uma das partes mais legais do assunto. Mas antes de qualquer coisa, é importante entender um pouco do próprio corpo antes de sair pra gastar nossos milhões em grifes por aí. Isso porque assim, se você acha que comprar tudo que disseram que é "tendência" significa automaticamente passar aquela imagem legalzona de "a/o" bem informada(o) do mundo fashion, sinto dizer que de fashion você só é uma coisa: vítima. 

Odeio essa idéia de que pra estar na moda a pessoa precisa sofrer, por exemplo. Usar roupa menor que o número, aperta aqui, preciso emagrecer ali. Aquele conceito de "nossa, nem sinto mais os meus pés", falando do sapato com o maior orgulho. Sai dessa vida, sabe? Sapato alto dói mesmo, mas daí a falar da dor com orgulho como se significasse alguma coisa (além de que você é idiota), pelamor. Mesma coisa vale pra roupa. A gente tem que aprender o que é bom e o que é ruim no nosso corpo, pra a partir daí começar a descobrir como aplicar as tais tendências de um jeito que nos favoreça. Aproveitar todas as opções que nos são dadas pra achar a que nos vai fazer sentir bem. Esse negócio de ter que se adaptar à roupa (ou ao sapato) é coisa que modelo de passarela tem que se preocupar e nem elas deveriam ter que se preocupar com isso, tá entendido? Tá. 

Resolvi começar essa série de posts #OraModa falando um pouco sobre os tipos de corpo. Na minha opinião, especialmente depois de estudar consultoria de imagem, acho que é daí que todo mundo que quer se vestir bem precisa começar. Eu preparei um guia, uma mistura do material que usei nas aulas com outros comentários mais pessoais, pra quem quiser entender melhor sobre a forma do próprio corpo e o que fazer com ela. 

Existem dois jeitos de determinar a forma do corpo: visualmente e através de medidas. No primeiro caso, você deve prestar atenção principalmente no tamanho da cintura, do quadril e dos ombros. A proporção dos dois primeiros em relação aos ombros é o que ajuda a determinar o formato do seu corpo. Seja sincero ao se avaliar e não tenha vergonha de pedir uma segunda opinião pra alguém, você pode se surpreender com a opinião alheia. Tenha em mente também que você pode ser uma mistura de mais de uma forma. 

Padrão


Para as mulheres: cintura e quadril proporcionais aos ombros (nem maiores nem muito menores).
Para os homens: cintura em proporção com os ombros (não tão fina como no desenho, mas ainda assim menor que os ombros) 

A 


Quadril maior que a região do peito (essa forma é mais comum em mulheres que em homens). Corpo "violão", loucura dos pedreiros do meu Brasil brasilero

H


Para ambos: cintura mais espessa que a padrão. (famosa "tábua", reparou como tem pouca curva na cintura?). Essa e a "padrão" são as minhas, de acordo com as medidas que eu vou colocar mais pra baixo.

O


Para as mulheres: Cintura mais espessa que o busto.
Para os homens: Cintura mais espessa que o peito. Gordin, mas não necessariamente uma vez que você pode ter essas proporções e não ser acima do peso.

X


Cintura mais fina que o padrão (mas geralmente com quadril e ombros proporcionais, tipo a Barbie só que versão vida real)

V


Para as mulheres: Quadril menor que o busto.
Para os homens: Cintura menor que o padrão. Esse é o corpo que quem pratica natação por muito tempo costuma ter. 

Então essas são as seis formas mais comuns. Achou a sua? No olho dá pra ter uma idéia, mas o segundo jeito de definir a forma do seu corpo é mais exato porque tem numerinho. Pega a fita métrica e a calculadora aí que moda começa com "m" de matemática, fia.

Primeiro, descubra a medida da sua cintura, busto (peitoral, no caso dos homens) e do quadril (essa medida  só as mulheres precisam).

Vou começar pelas medidas de las mujeres. A primeira comparação é entre o busto e a cintura. O considerado "normal" é que a cintura seja de 18 cm a 23 cm menor que o busto, o que representaria o "75% - 79%" da tabela aí embaixo. Pra achar a sua porcentagem, divida o número da cintura pelo número do busto. 


Só pra modos de exemplo: meu busto é 87 cm e minha cintura é 71cm. 


          sou tipo H de acordo com as medidas,
          entendeu?
Aí tem a medida do quadril, que funciona mais ou menos do mesmo jeito. O "normal" é que a medida seja de 0 cm a 5 cm maior que o busto. Nesse caso, você seria o tipo de corpo "padrão".


E por último mas não menos importante, os homens. O "normal" (tipo de corpo padrão) é que a medida da cintura seja de 15 cm a 18 cm menor que o peito. Divida o número da sua cintura pelo do seu peito e veja aqui embaixo qual a porcentagem que se aplica à vocêzinho, seu coisa linda da mamãe. 

Ufa! Descobriu seu tipo de corpo? Como eu disse antes, você pode ser uma mistura de dois tipos. É o meu caso: visualmente sou padrão, mas de acordo com as medidas, sou H. Saber disso é importante e faz muita diferença na hora de comprar roupa nova. É legal finalmente entender por que uma roupa fica ótima e me faz parecer mais alta, por exemplo, enquanto outra parecida fica horrível e me engorda mil quilos. Falaremos de como usar seu mais novo conhecimento de tipo de corpo a seu favor no próximo post da série #OraModa, tá?

Gostaram do post, Brasil? Espero que sim, foi divertido fazer. Comentem!

8 de julho de 2012

Minha semana em fotos #8

Última semana de férias (dã, foram só duas) e meu sentimento agora às onze da noite de domingo sabendo que terei que estar na faculdade às oito da manhã amanhã é indescritível. Mas a semana em si antes desse momento foi boa, então vamos lá. 

Segunda-feira
Apesar de achar que feriado no meio de tempo de férias é um desperdício muito grande, eu teria passado o dia na piscina de um jeito ou de outro, então tudo bem. 

Segunda mais tarde
Vista clássica do centrão de Toronto! Meus amigos brasileiros aqui do Canadá tavam fazendo churrasco com amigos deles na frente do lago e a gente foi lá encontrar com o povo todo. A bateria do celular acabou e não deu pra tirar mais fotos, mas até vôlei eu joguei (desaprendi a sacar, inclusive).

Terça-feira
Minha situação computadorística não tá fácil, Brasil. A imagem aí de cima é apenas um dos jeitos que eu tenho dado de me manter conectada. Além do meu computador oficial ter morrido parcialmente uma vez que não abre páginas da internet (?), o Mac véio resolveu que nem todas as letras do teclado dele realmente precisam funcionar porque chega dessa vida de teclado com todas as letras funcionando, né? Então.

Terça antes de dormir
Eu e meu cabelo natural à la Hermione do primeiro filme. Lindjo.

Quarta-feira
Mais um dia de sol, mais um dia de pernas na piscina!

Resumo do que eu faço quando estou de fato na piscina
Eu sei que esse post tá meio mono-tema, mas é isso aí mesmo.

Quinta-feira, no ponto de ônibus sendo meiga
 Sou meiga gente, beijos.

Quinta-feira, voltando pra casa
Não sei se vocês ficaram sabendo, mas o Corinthians ganhou a Libertadores. Estar a mais de oito mil quilômetros de distância do ocorrido aparentemente não me exclui de ser lembrada do assunto no transporte público. 

Sexta-feira - só um lembrete pessoal aqui pra eu não esquecer que esse foi o dia.

Sábado
Se tem uma coisa que eu odeio nessa vida, é inseto (odeio muito mais coisas além de insetos, mas realmente odeio insetos). Odeio todos os insetos e eu gostaria sinceramente que todos eles sumissem da minha existência. T-o-d-o-s, todos, t/o/d/o/s. Inclusive joaninhas. OLHA ESSE BICHO MANO, af, sai da minha vida, sabe? Não vou nem mencionar que esse troço tava mexendo a bunda enquanto eu tirava a foto. Essa parte preta aí SE MEXE, você sabia disso? Nem vou mencionar. 

Sàbado a noite
Pãozinho feito em casa (e única foto de comida do post!) 

E foi isso! Hoje passei o dia na piscina de novo aproveitando minhas últimas horas de sol sem culpa (as aulas voltam e com elas voltam os mil trabalhos e mil pesos na consciência de estar na piscina em vez de fazendo trabalho). Espero que tenham gostado de ver mais da minha cara essa semana! 

6 de julho de 2012

Dicas pra quem quer perder peso

Eu sempre pratiquei esportes mas nunca fui exatamente “atlética”. Nunca precisei me preocupar com peso, dieta e essas coisas chatas (muito chatas), famosa magra-de-ruim. Depois que entrei na faculdade e comecei a trabalhar, ficou mais difícil arranjar tempo pra me manter ativa e muito mais fácil arranjar desculpas pra não me exercitar regularmente. Acho que todo mundo sabe como é isso, né? Eu ia a pé pra faculdade e só. Não engordei, não emagreci, não nada. Aliás acho que peso a mesma coisa desde a oitava série. Eventualmente, resolvi que não queria ficar sedentária, aí primeiro entrei numa academia sozinha e depois em outra com os meus pais – não foram pra frente. Seis anos (!) e uma mudança de país depois, finalmente achei um programa de exercícios que não exige nada além de um pouco de força de vontade. São dois meses (já estou na semana cinco!), tudo dentro de casa e sem necessidade de comprar outros troços equipamentícios. Não tenho desculpa plausível pra não fazer, sabe? Bom. Como é de se esperar, todo esse tempo de faz/não-faz exercício me proporcionou certas experiências no ramo. Aqui vão as dicas:

1 - Mantenha o foco. Se for pra começar, comece mesmo.

Não é fácil arranjar motivação que motive mesmo, mas uma vez que você encontrar alguma coisa, pare de enrolar e comece. Arranje um mínimo de tempo que você deve cumprir, um número tangível.  Conversinha de “ai entrei na academia” seguida de “ai tive que sair da academia”  é desperdício da sua saliva e da paciência geral da nação.

2 - Não faça cara de concentrada demais

A não ser que você esteja com uma incontrolável vontade de inspirar pessoas ao seu redor a acidentalmente te chutarem durante o alongamento, não faça essa cara:


Dito isso, também não faça cara de sorridente. Estar suando numa academia que nem um porco antes de virar bacon não é motivo pra ficar feliz e muito menos pra sorrir enquanto faz os exercícios.

negativo
Na verdade, não faça cara de nada. Deixe a cara em casa que assim você não me irrita.

minha sugestão

3 - Se for entrar em dieta, deixe os outros em paz

A não ser que te perguntem diretamente sobre o tipo de dieta que você está fazendo, não fale sobre a maldita dieta. Ninguém quer saber todas as coisas que você não está comendo e muito menos a quantidade de grãos da sua barrinha de cereal.

4 - Use roupas de gente e não da Barbie-academia

Não aguento essa coisa de “roupa de academia”. Gente que vai pra academia fazer exercícios normais de academia não tem nada que ficar usando roupa apertada de corzinha combinando e/ou mostrando a barriga. Se os exercícios são tipo os que eu estou fazendo ultimamente, cheio de pulo, sobe e desce, um milhão de flexões de braço e essas coisas que camisetas normais atrapalham, até entendo. Mas bicicleta ergométrica e abdominais, né amiga, não justificam. Primeiro porque ninguém merece ver suas banhas e peitos pulando enquanto você acha que engana alguém na esteira e segundo porque se você não tem banhas e peitos pulantes, que que você tá fazendo na academia, fia?

5 - Ficar se olhando no espelho não vai te ajudar a perder peso

Simplesmente.

6 - Lugar de fazer exercício não é lugar de arranjar namorado

Começa que homem bombado gosta mais de si próprio do que jamais gostará de você. Além disso, ainda tem o detalhe de que depois de seguir todas as minhas dicas obedientemente e manter os entediantes detalhes do seu processo de emagrecimento pra você mesma, sua conversa com o fulano da academia ainda será sobre o assunto, só que falando DELE e não de você. Em uma palavra: desolivre.

Acho que por enquanto é só. Ficam aqui meus votos para que todos meus leitores percam seus respectivos quilos (gordinho não passa na porta do céu) e sejam felizes para sempre (sem me irritar enquanto estiverem fazendo exercício, por favor e obrigada).