2 de abril de 2012

5 coisas que você precisa saber se quer ter uma banda

(Esse texto foi um exercício de pesquisa e entrevista que eu tive que fazer para minha faculdade. Traduzi e fiz umas modificaçõezinhas para publicar aqui porque é um assunto legal que pode ser interessante pra vocês ou pra alguém que vocês conheçam!)

Se você sonha em ser músico, com certeza já se imaginou tocando num palco gigante, sendo o centro das atenções e ganhando um bom dinheiro só pelo fato de estar lá, né? Bom. Eu falei com pessoas que não só fazem isso, como também sabem de todas as coisas que acontecem nos bastidores (aquelas, que ninguém inclui nos sonhos).

1 - Música é comunicação. Seja criativo.

Escreva sobre sua própria experiência. Para produtores como Paulo Anhaia, é muito chato receber fitas demo com músicas que são todas iguais; e ele recebe dessas diariamente. "Você precisa ter alguma coisa pra dizer. Só assim vai conseguir se comunicar com a pessoas, fazer com que elas entendam a sua mensagem e aí realmente receber algum tipo de retorno", Paulo diz. De acordo com a experiência dele, bandas novas tendem a esquecer de se expressar por meio das músicas que escrevem. "As pessoas estão focadas demais em fazer sucesso em vez de fazer música de verdade. O resultado nas letras - e no geral - acaba sendo medíocre". 

E quem é que gosta de ouvir a mesma história um milhão de vezes? Encontre inspiração! Fale com os outros e se informe sobre o que está acontecendo ao seu redor. Escrever letra de música é escrever

Paulo Anhaia - músico, produtor muscial e engenheiro de som
2 - Defina o seu som

Não tente copiar o som de outras pessoas, especialmente se o tal som estiver na moda. "Pessoas que se arriscaram no mundo da música foram também as mais bem sucedidas", Paulo diz. "A questão é que quando você finalmente tiver a chance de tocar alguma coisa que esteja na moda hoje, essa 'alguma coisa' não estará mais na moda. Lembre-se sempre de que as pessoas que chegam em segundo nunca têm o mesmo impacto das que chegaram primeiro".

Chris Murphy, vocalista da banda canadense Sloan, falou sobre esse assunto também: "Nós definitivamente nunca pensamos em ser comerciais. Éramos todos estudantes e música pra gente era diversão". As influências de Sloan, no começo da carreira. eram o Punk Americano e o Pop Britânico. "O que aconteceu com a nossa banda foi que o Nirvana se tornou muito popular em 1991. Bem naquela época, estávamos começando a gravar na formação que somos hoje. Quando a indústria começou a procurar outras bandas pra copiar aquele tipo de som, já estávamos prontos". Rapidamente, porém, muitos grupos com o mesmo estilo que o Nirvana começaram a aparecer. "Era como se fosse um clube que todos podiam entrar. Queríamos sair imediatamente", disse Chris.

3 - Assuma o comprometimento com a sua banda

Quem pensa em começar uma banda pelos motivos certos, pensa em longevidade. As pessoas na sua banda podem ser completamente diferentes de você, mas é importante que exista química entre todos os integrantes do grupo pra coisa funcionar. Como parceiros ou sócios em qualquer outro negócio, vocês precisam confiar uns nos outros e fazer sentido juntos. "Nós somos de Halifax [cidade na província de Nova Scotia, Canadá]. Quando o nosso baterista Andrew resolveu se mudar para Toronto, foi difícil lidar com a distância. A banda quase se separou naquela época", diz Chris, admitindo que aquele foi um dos piores momentos de sua carreira. "A gente ficou tipo 'bom, talvez a solução seja arranjar um novo baterista', mas eu odiava a ideia. Eu preferia começar tudo de novo do que mudar o baterista. Mesmo que a banda se tornasse muito melhor com outro músico, eu sempre sentiria falta do jeito que as coisas eram originalmente".

Sloan (Chris Murphy à frente)
Até a decisão de se juntar ou não a uma banda deve ser um processo bem pensado, pois se trata de um comprometimento sério que você precisa ter certeza que conseguirá manter. Claudia L., pianista e cantora há mais de vinte anos, disse que teve diversas oportunidades de entrar em outras bandas, mas escolheu não o fazer. "Eu queria me dedicar à minha família e, viajar por semanas ou até meses era uma coisa que simplesmente não dava pra fazer". Claudia e o baterista Lucio F. se casaram quando ainda bem jovens e a decisão de começar uma banda própria veio logo. Desde então, ambos trabalham na indústria musical, principalmente em eventos de empresas e casamentos.

"Converse muito bem com a sua namorada ou namorado antes de entrar numa banda. Ela(e) deve entender que você precisará dedicar grande parte do seu tempo ensaiando e estudando", Lucio aconselha. "Um amigo meu, muito talentoso, chegou num ponto em que teve que escolher entre a música e a namorada. Ele escolheu a namorada. Até hoje eu me pergunto se ele acha mesmo que tomou a decisão certa".

4 - Fale sobre dinheiro antes que os números fiquem grandes

Não dá pra saber com certeza se todos os seus esforços vão resultar num contrato milionário com uma gravadora famosa, mas se isso acontecer, você e sua banda precisam estar preparados. Chris recomenda que você faça como a banda dele faz: "Como um grupo, a gente sempre separou o dinheiro por igual, independentemente do quanto cada um contribuiu pra determinada música. Assim, quando uma das músicas é bem sucedida, todo mundo ganha a mesma coisa. É um incentivo pra longetividade, mesmo. Nosso empresário nos ensinou assim desde o começo e funciona". Ele acrescenta "Todo término de banda tem a ver com um cara só ganhando todo o dinheiro e os outros ficando ressentidos".

Na opinião de Lucio, quer vocês decidam dividir o pagamento por igual ou não, é uma conversa que precisa acontecer antes do dinheiro estar em mãos. "Porcentagens devem ser discutidas logo que a banda começa. Eu acho que se algumas pessoas no grupo têm funções especiais, elas devem ser compensadas com uma porcentagem maior do dinheiro. Cada um tem interesses diferentes e, se vocês esperarem receber para depois decidirem como dividirão o dinheiro, vocês podem entrar numa briga que pode levar até ao rompimento da banda".

Lucio (bateria, flauta tranversal e violão) e Claudia (teclado e voz)
5 - Sempre mantenha bons relacionamentos

Todo mundo que passa pelo seu caminho é essencial. Pessoas importantes da indústria estarão sempre observando e saberão se sua banda é confiável, competente e profissional. Beber e se envolver com drogas, por exemplo, podem não ser as melhores escolhas a fazer. Entrar nesse negócio por causa de toda a pegação que você acha que vai acontecer nos camarins dos seus shows também não é um bom motivo pra se dar ao trabalho de virar músico. "Se o objetivo é só parecer 'descolado' pra impressionar mulher, compre um carro caro e fique fora do ramo musical", diz Paulo.

Acima de qualquer coisa, mantenha uma relação legal com os integrantes da sua banda. Obviamente, problemas aparecerão e é muito provável que vocês briguem de vez em quando. Mas é possível manter um equilíbrio e fazer as coisas funcionarem. Mesmo depois de vinte anos, dez álbuns e 179 músicas lançadas, Chris diz que os quatro integrantes de Sloan ainda têm suas diferenças e desentendimentos. "A coisa mais importante pra mim é que nós quatro ainda estamos na banda. São as nossas caras que estão na capa dos nossos álbuns e é uma fórmula composta por todos os quatro que vendemos. A gente nem se dá bem, pra falar a verdade. Eu acho que isso nos torna mais interessantes que outras bandas. Bom, nós somos minha banda favorita... Minha banda é ótima". 

Então para todos vocês futuros rockstars, tenham em mente que música é um negócio fantástico e uma forma de expressão incrível. Sim, envolve muito (muito) trabalho - mas você vai ter que se acostumar com isso. No dia em que você estiver num palco e as pessoas começarem a cantar sua música junto com você pela primeira vez, elas farão isso porque você tá lá cantando e tocando de coração. E vai ser a melhor experiência que você já teve na vida. Enquanto isso não acontece, passe menos tempo pensando em ficar famoso. Concentre-se no seu próprio talento e trabalho, que um dia você chega lá. ROCK ON!


---


Quer saber mais?
Paulo Anhaia - Twitter e Youtube
Sloan - Twitter e clipe que eu gosto

31 de março de 2012

Resenhas - Filmes que assisti em Março

Esse mês fui menos no cinema e quando fui, esqueci de anotar o nome dos filmes. Assisti alguns em casa, mas esqueci de anotar os nomes deles também. Tudo bem, vamos lá.



Gone (12 Horas)

Tinha meio que perdido a esperança na Amanda Seyfried como atriz porque os últimos filmes que assisti com ela foram bem maisomenos, mas nesse ela tá muito interessante. Aqueles olhões gigantes dela são muito expressivos e finalmente servem algum propósito já que todo mundo acha que ela é louca no filme. O ritmo é muito bom e eu achei simplesmente fantástico o jeito como ela vai descobrindo (e mentindo sobre) as coisas ao longo da história. Recomendo!



Wanderlust (Amor e Outras Cenas)

pausa de luto pela tradução lixo de títulos de filmes estrangeiros

O filme é razoável. Tem algumas cenas muito engraçadas e outras nem tanto. Eu não estava esperando uma comédia épica então não me decepcionei. O grande responsável pelas partes engraçadas é o Paul Rudd (Mike - namorado/marido da Phoebe em Friends). Meh, deixo a decisão de ver ou não com vocês.



The Hunger Games (Jogos Vorazes)

Li o primeiro livro da série recentemente e achei muito bom. A história é original e a maneira como o livro é escrito é daquelas que prendem o leitor. A narração é feita em primeira pessoa e acho que esse foi o ponto mais esquisito na transição livro-filme. Enquanto no livro a gente está dentro da cabeça da personagem principal, no filme isso não acontece e faz falta ouvir os pensamentos da Katniss conforme as coisas acontecem. Mas no geral, o filme faz juz ao livro e (novidade no quesito adaptações) até acrescenta umas perspectivas diferentes e mais profundas (tipo aquela parte em que o povo do Distrito 11 se revolta quando vocês-sabem-o-que acontece na Arena). Obviamente, detalhes faltam. Cortaram umas coisas e mudaram pedaços da história, mas nada muito traumático. Recomendo fortemente que vocês leiam os livros (estou começando o segundo agora) e assistam o filme! Vale a pena, prometo.



One for The Money (Como Agarrar Meu Ex-Namorado)

Nem vou reclamar muito da tradução desse porque o filme, infelizmente, não é tão melhor que o título tupiniquim que lhe foi dado. Não é horrível, mas digamos que tê-lo assistido online não foi a pior das decisões. 



In Her Shoes (Em Seu Lugar)

Já assisti esse filme algumas vezes e sempre gosto. É meio romance, meio drama e tem uns momentos engraçados. A estante de sapatos da irmã mais velha é a concretização de um dos mais unâmines sonhos femininos: prateleiras em cima de prateleiras de sapatos lindos maravilhosos. Uma coisa que eu sempre reparo nesse filme é como iluminação é fator essencial na beleza da Cameron Diaz - a mulher tem litros de botox na boca, bochechas e adjacênças feat. quilômetros de ruga em volta do zóio e mesmo assim fica linda nos filmes.



Best in Show (O Melhor do Show)

Filme "documentário" fake sobre competições de cachorros. Tem umas coisas tão absurdamente ridículas que não tem como não rir. Passa na televisão de vez em quando, assistam se estiverem entediados que é legalzinho (e tem dóguis)



Blades of Glory (Escorregando Para a Glória)

pausa pras lágrimas de desgosto lembrando das infinitas horas estudando técnicas de tradução na faculdade

Daí que divido a vida com uma pessoa que não apenas acha o Will Ferrell hi-lá-ri-o como também me faz assistir todos os filmes que o fulano já fez na vida. O filme realmente é engraçado, tenho que admitir. Não é sempre que tô no clima pras comédias do Will Ferrell porque elas são bem... características. Humor meio pastelão - é engraçado porque é ridículo (vide poster do filme né Breisil). As cenas em que os dois protagonistas estão de fato patinando no gelo são dignas de uns bons riso. Assistam e me contem depois.



Napoleon Dynamite (Napoleon Dynamite: Um Novo Herói)

Esse sim, posso dizer com todas as letras: CLÁSSICO. Assisti e re-assisti cenas pelo menos umas três vezes essa semana. O filme é meio lento e absurdamente tosco, mas esses dois fatores só deixam a história mais engraçada. A cara de imbecil do Napoleon, o irmão falando "geez" e cantando no final, a imaturidade do tio e o amigo mexicano Pedro, TUDO é engraçado. A cena do Napoleon (que é o mesmo ator que faz par com o Will Ferrell no filme de cima) dançando é simplesmente fantástica. Filme recomendadissíssimo



Melhores: Gone, The Hunger Games e Napoleon Dynamite.
Piores: One for The Money.

27 de março de 2012

O louco do Tim Hortons

O Canadá tem uma versão canadense do Starbucks que se chama Tim Hortons. Os principais produtos são café, chocolate quente, donuts e muffins - mas as opções em si vão de sanduíches naturais a lasanhas. Além do cardápio, a grande diferença entre o Tim Hortons e o Starbucks é preço. Tim Hortons é agressivamente mais barato que Starbucks e vocês sabem o que isso significa: quanto mais barato mais gente louca (lembram do episódio do McDonald's?).

Bom. Eu já estava sentada e comendo (e queimando a língua com o chocolate quente como SEMPRE faço) quando percebi que a música alta nos meus fones não estava sendo suficiente para me ensurdecer completamente do mundo. "Tem alguém gritando", concluí. Tirei os fones e olhei em volta. Todos na fila estavam virados pra direções diferentes, ou olhando pro chão ou concentrados demais em seus respectivos celulares. "O que será que esse povo tá se esforçando tanto pra igno.."

- Vou ACABAR com o cérebro dele!!

"Ok, o negócio já tá nesse nível", pensei enquanto me situava, tentando entender se era briga, se era conversa pelo telefone (sempre adiciono essa possibilidade depois da louca do trem) ou se o cara tava mesmo falando sozinho.

- Como se tivesse algum cérebro lá pra destruir né... - ele estava falando sozinho - POR QUE ESSES DESGRAÇADOS NÃO CRESCEM? NÃO AGUENTO MAIS ISSO!! - e xingava. Muito.

Peguei meu caderno discretamente, me movimentando na mesma velocidade que seria necessária caso eu estivesse fantasiada de bife mal passado na frente com um leão africano que come há três semanas (também aprendi com o episódio do trem que não se pode deixar transparecer para pessoas loucas quaisquer sinais de que acho que são loucas). Comecei a anotar o monólogo para ter certeza de que não esqueceria dos detalhes.

- Não mais aguentar merda de NINGUÉM! ESPECIALMENTE DE GENTE SEM CONTROLE!!! (mencionei o fato de que ele tava gritando sozinho no meio de um restaurante cheio, né? risos)

Olha. Ele continuou xingando até a vez dele na fila chegar. Eu tentei mas não consegui descobrir do que exatamente ele tava reclamando. Ele comprou "menor café que você tem aí, dona" e foi embora em silêncio.



Gente sem controle é mesmo um problema né, seu moço? Beijos!

2 de março de 2012

5 motivos para não fazer piercing no umbigo

Supondo que eu tivesse uma irmã mais nova e que essa irmã hipoteticamente me consultasse sobre a teórica possibilidade de fazer um piercing no umbigo, eu possivelmente passaria horas tentando convencê-la de não fazer. Se isso tudo fosse realmente verdade, eu dificilmente me sentiria satisfeita em apenas falar sobre os motivos pelos quais uma pessoa não deve fazer piercing no corpo em pleno século 21, e definitivamente escreveria um texto listando tais motivos.

1 - Dor desnecessária

Não só deve doer muito na hora (sabe, a hora em que um desconhecido fura a sua pele com um gigante e amedrontador negócio de metal), como também deve doer demais até que a cicatrização finalize. Quando eu furei a orelha, mal podia encostar na área sem sentir uma dor aguda que se propagava pelo corpo inteiro. Não consigo nem imaginar quantas vezes pior um furo na barriga seria. Isso porque não estou nem considerando a terrível possibilidade do troço inflamar - meia imagem do Google Images já é suficiente pra explicar a nojeira.

2 - Visual porco em caso de engordamento

Mais deplorável que barriga gorda com piercing, só barriga gorda com piercing e tatuagem de borboleta com tribal.

3 - Cicatriz tosca

Quando você finalmente descobrir o quão absurda foi a sua decisão de fazer um pílce ("piercing" na língua de quem tem piercing no umbigo), uma cicatriz impiedosa se formará no local em uma sádica solidificação da sua tosquice. Nunca mais vai dar pra negar o fato de que -um dia- você fez parte de uma sociedade paralela que furava o umbigo por livre e espontânea vontade.

4 - Se é pra voltar no tempo, melhor se concentrar em construir uma máquina

Piercing no umbigo era visto como aceitável pelo senso comum em um mundo em que a Britney era magra e dançava (praticamente outra era). Hoje em dia, a grande maioria das pessoas que têm piercing pode ser dividida em dois grupos: as que fizeram quando ainda era moda em 2001 e as que trabalham na... noite. Ignorando o segundo grupo porque esse é um blog de família, se o desejo é reviver os anos passados, vamos direcionar nossas forças ao progresso tecnológico e quem sabe construir uma máquina do tempo. 

5 - É brega

Além de piercing ser uma coisa que simplesmente já não orna mais com pessoas de modo geral, não tem jeito de fazer um piercing de umbigo parecer, de fato, bonito. 

você daqui a vinte anos

Observação exclusiva para minha irmã, caso eventualmente ela por acaso venha a talvez pensar em colocar um piercing no umbigo: o pai já disse mais de uma vez que se a gente fizer qualquer coisa desse tipo nos nossos respectivos corpos, ele FARÁ IGUAL. O >>>pai<<< de PIERCING NO U-M-B-I-G-O. Socorro.

COMUNICADO AOS COMENTADORES REVOLTADOS

Esse texto foi escrito num contexto pessoal e, como dito no primeiro parágrafo, totalmente voltado pra minha irmã, como muitos parecem estar esquecendo de levar em consideração ao deixar comentários nervosíssimos aqui me acusando de ser a pessoa mais preconceituosa da face da Terra internética. 

Se é a sua primeira vez aqui no blog, desenvolva um senso de humor. Eu entendo que muitos defensores do uso pilcístico provavelmente tem piercings e talvez tenham perdido parte do cérebro no processo do furo no umbigo, mas gente, calma. Nesse post, as generalizações e "exageros" são só uma versão caricata da minha opinião. Eu faço isso aqui, às vezes. Sabem aquela coisa de efeito cômico, piada? Tipo isso. A verdade é que cada um faz o que quiser com sua própria barriga e minha opinião não é ataque ao clube do pílce, é só a minha opinião (que por sinal não vai mudar com vocês me chamando de gorda invejosa nos comentários).

Tudo isso pra avisar que não vou mais aceitar comentários ignorantes de gente tentando me ofender aqui. Eles não acrescentam nada pra ninguém, simplesmente. Aproveitem seus respectivos piercings e sigam suas respectivas vidas assombradas eternamente pela sombra furada dos seus respectivos umbigos. Beijos não pilcinhados pra todos vocês, parem de me xingar. 

29 de fevereiro de 2012

Resenhas - Filmes que assisti em Fevereiro



How to Lose a Guy in 10 Days (Como Perder um Homem em 10 Dias)

Acho que esse é o filme que eu mais assisti na vida. Assisto todas as vezes que vejo passando na televisão. Só me dei conta disso esse mês, porque percebi que não só sei a ordem de todas as cenas, como também canto as músicas da trilha sonora ao decorrer do filme e sei exatamente o jeito que a Kate Hudson vai mexer o braço quando briga com o homem saindo da festa. Enfim - se você está no clima para uma comédia romântica, recomendo.



Extremely Loud and Incredibly Close (Tão Forte e Tão Perto)

Lindo. O filme explora uma visão diferente sobre o ataque ao World Trade Center e eu achei a abordagem do tema muito legal. A maneira como o filme acontece prende a atenção e te faz sentir como se estivesse na busca junto com o menino. Tem partes bem tristes que me arrancaram umas lágrimas - mas acho que isso só mostra que a história é realmente boa, porque eu não sou do tipo que chora em filme.



Chronicle (Poder sem Limites)

Filme digno de ir ver no cinema. Os efeitos especiais são bem legais e o som também. Gostei muito de como os protagonistas reagem ao descobrirem que têm super poderes porque acho que eu reagiria da mesma forma (diferente do tosco Homem Aranha, por exemplo). O final é meio esquisito - fiquei na dúvida se deixaram a porta aberta pra um segundo filme ou se os, digamos, "barulhos", foram só coincidência.



The Woman in Black (A Mulher de Preto)

É o Harry Potter numa casa mal-assombrada. Não sei se ainda é muito cedo ou se eu realmente nunca vou conseguir desligar o Daniel Radcliffe do Harry Potter, mas nesse filme ainda não deu. Independentemente disso, na minha opinião o filme deixou a desejar. Achei o ritmo lento e certas cenas repetitivas demais. Sabe aquele clássico momento de filme de terror, em que a personagem principal anda vagarosamente em direção a uma porta entreaberta? Então, isso acontece pelo menos umas cinco vezes. A história é fraca e alguns detalhes ficam sem ser explicados direito (odeio quando isso acontece). Uma coisa que sempre observo em filmes de terror é a maneira como os sustos ocorrem - valorizo muito mais o "terror" quando ele não é causado pela música. Nesse filme, a trilha sonora foi totalmente responsável pelos sustos que levei, e isso na minha escala terrorífica pessoal é fail. Não recomendo.



The Vow (Para Sempre)

Sempre gosto dos filmes que a Rachel McAdams faz. A história é que ela é casada com o Channing Tatum (tão forçando esse cara goela abaixo agora, ele tá em uns três filmes em cartaz) e quando ambos sofrem um acidente de carro, ela perde a memória e esquece dele completamente. Apesar da ideia parecer com a de 50 First Dates (Como se Fosse a Primeira Vez - com Adam Sandler e Drew Barrymore) não tem nada a ver. The Vow é meio triste e agoniante, te faz questionar o que faria se estivesse no lugar de um dos dois. Eu gostei.



The Artist (O Artista) 

Filme incrível! As atuações são fantástticas, a trilha sonora é muito divertida e a história é encantadora. O filme se passa nos anos 20 e mostra a tragetória do cinema passando de mudo a falado pela experiência de um ator famoso de filmes mudos. Uma das melhores cenas é a do sonho (não vou explicar mais para não estragar a experiência de quem ainda for assistir). Admiro muito a coragem de quem teve a ideia, investiu e acreditou nesse filme quando ainda estava na fase de produção. Fazer um filme quase totalmente mudo numa realidade em que a tecnologia é tão avançada e o público tão impaciente é, no mínimo, digno de respeito. Acho muito legal que foi reconhecido pela Academia - o filme mereceu todos os prêmios que ganhou, com certeza. Ah, e tem um dógui muito do fofo também que agora vai nos eventos de premiação de gravata borboleta.



Goon (não achei a tradução desse mas boa sorte Brasil, vai virar algo tipo "As Aventuras no Gelo")

Comédia sobre hóquei - a história é sobre um cara que não sabe jogar muito bem, mas dá porrada em todo mundo e entra no time para isso. Bem engraçado e sangrento, Goon tem causado certa polêmica aqui no Canadá. Hóquei é um dos esportes mais famosos por aqui e acaba sendo retratado de uma maneira extremamente violenta no filme - e o problema é que não é necessariamente exagero. De qualquer modo, o filme é bem divertido (o cara é um brutamonte mas é super educado e inocente), tem efeitos de câmera lenta bem gráficos e interessantes e trilha sonora é ótima. Recomendo!



Melhores: Extremely Loud and Incredibly Close, The Artist e Goon.
Piores: The Woman in Black.

Vejam aqui a lista dos filmes que vi em Janeiro!