22 de fevereiro de 2012

Desconfio da sociedade odontológica

Quando foi que nós aceitamos ser considerados trouxas pelos dentistas e suas gangues? Tipos que eles fazem propagandas mostrando animações absurdas da pasta de dente "em ação" e sentem a necessidade de colocar  a palavra "dramatização" no canto da imagem - BRINCÔ que meus dentinho não são como os que aparecem no desenho?!

E qual a vantagem de ter uma pessoa aleatória dizendo que recomenda esse ~creme dental~ para todos seus pacientes sendo que a mensagem de que ela não é realmente uma dentista aparece durante TODO o tempo que ela fala no comercial? 

Sei não esse povo, viu. Desconfio que estão tirando com a nossa cara.




20 de fevereiro de 2012

Fiquei presa no banheiro

Eu estava sozinha no lugar e mesmo assim tranquei todas as portas, só pra ter certeza que ninguém entraria. O banheiro era no andar de baixo, mas eu fiz questão de fechar a porta lá também. Resolvi minhas necessidades fisiológicas rapidamente, lavei as mãos e tentei abrir a porta.

Não abriu. Empurrei com mais força e nada. Mexi na fechadura agressivamente "tenho certeza de que não tranquei essa porta" e NADA. A porta era de madeira e parecia velha "vou ser obrigada a quebrar esse portal entre minha existência e o resto do universo no chute", pensei, prendendo o cabelo estilo pronto-pra-guerra. "Vou quebrar essa merda e vai ser agora" - doce ilusão hollywoodiana. 

Chutei, cotovelei, me joguei contra a porta, chutei gritando, chutei quase chorando. N-A-D-A aconteceu. Cada vez que eu chutava aquela porta a realidade de que eu passaria o resto da minha vida no banheiro se aproximava mais.

Olhava pra todos os lados esperando ver aquele boneco desgracento dos Jogos Mortais, na bicicletinha: "Olá Cintia. Para sair desse banheiro você vai precisar cortar uma perna. Let the games begin". Pensei em ligar pra alguém e pedir ajuda mas - além de todas as portas estarem trancadas, eu não estava psicologicamente preparada para ligar pra qualquer pessoa porque eu estava presa no banheiro. Meu nível de auto-estima simplesmente não era alto o suficiente pra suportar aquilo (continua não sendo).

Chutei a porta mais umas quinze vezes antes de finalmente tentar mexer na fechadura de novo. A lateral do meu braço, a essa altura, já estava completamente vermelha e dolorida, e o meu cabelo fora de controle. Ter um espelho por perto nessas situações de desespero é humor negro, diga-se de passagem.

BOM, mexi na fechadura. Pra cima, pra baixo, pros lados. Se aquilo não funcionasse, minhas opções estariam zeradas e a vida terminaria no chão de um deprimente banheiro de porta velha de madeira inquebrável. Clique, abriu.

"MANO EU NÃO TRANQUEI ESSA PORTA, ISSO NÃO FAZ SENTIDO", gritei mentalmente porque já tinha feito barulho demais chutando a porta que em momento algum havia sido trancada.

Fiquei parada na frente do banheiro por alguns minutos, apreciando minha recém re-adquirida liberdade de ir e vir. A felicidade de não ter precisado cortar uma perna antes de descobrir que a porta só precisava de mais insistência pra ser destrancada foi grande. Pior do que ter que explicar pros bombeiros que não tive capacidade de abrir a porta de um banheiro seria explicar pros bombeiros que cortei uma parte do meu corpo porque achei que isso faria o Jigsaw abrir a porta do banheiro pra mim.



3 de fevereiro de 2012

UM APELO

MADONNA, PARE DE ME ASSOMBRAR COM A SUA BUNDA PLMDDS


minha senhora, a senhora tem quase sessenta anos

sério.

1 de fevereiro de 2012

Resenhas - Filmes que eu assisti em Janeiro



Não sei se vocês lembram (lembram?) mas uma das minhas resoluções de ano novo foi simplesmente "anotar todos os filmes que eu assistir no ano". Pra facilitar minha vida e deixar a rotina um pouco mais legal, resolvi que vou publicar mensalmente uma lista dos filmes assistidos junto com breves comentários sobre cada um. Respirem fundo e vamos lá:

The Descendants - assisti nas primeiríssimas horas do primeiríssimo dia do ano (oi, passei o ano novo no cinema, sou selvagem). A princípio, o filme não me chamou muito a atenção, mas como todo mundo já tava falando sobre o quão incrível ele era e todas as outras coisas que as pessoas dizem quando querem se forçar a gostar de alguma coisa, fui ver. De fato, a história é cativante e a atuação do George Clooney está boa (e por boa leia-se "não fez personagem pagando de ~o lindo") mas sinceramente, não acho que merece o(s) Oscar(s) que vai ganhar.

Mr. Popper's Peguins - não me julguem por favor e obrigada, rs. Eu estava no mais alto nível do tédio madrugal e bom, assisti. É comédia estilo Jim Carrey, não tem muito o que dizer. O filme definitivamente me tirou do tédio e eu dei risadas altas em certas partes. Os penguins tavam meio humanizados/encachorrados (parecendo cachorro) demais - mas não dá pra reclamar de fofura então... próximo.

The Adventures of Tintin - Sem dúvida uma das melhores animações que eu já assisti - tanto pela qualidade da imagem (vi em 3D, a propósito) quanto pela história de fato. A única crítica é que achei o filme meio longo (tem bastante conteúdo) e isso talvez seja chato pra crianças, mas recomendo muito.

The Girl with the Dragon Tattoo - Ao contrário do anterior, esse passa longe de ser um filme pra assistir em família. A história é bem interessante e a atuação da Rooney Mara é excepcional. Vale acrescentar que eu não vou (nunca fui e nunca irei) com a cara do Daniel Craig, mas o filme foi tão bom que nem liguei pro fato dele ser um dos protagonistas.

Hugo - Muito bom. A fotografia do filme por si só já faz valer a pena - é linda. Gostei muito do jeito como abordaram a história do cinema (contando sobre o diretor Georges Méliès -um dos primeiros fazedores de filmes e mostrando partes reais de filmes produzidos por ele há um século atrás). A mensagem ao decorrer do filme - que está com um milhão de indicações ao Oscar desse ano - é muito bacana. Assistam!

A Dangerous Method - De todos da lista, esse foi o que eu menos gostei. Não só isso mas também foi decepcionante porque eu estava com as minhas expectativas meio altas. Pra começar, a atuação da Keira Knightley foi bem mais ou menos. Até a metade do filme, a coisa tava bem forçadinha e pouco convincente (melhorou no final, mas aí eu já tava com raiva). Mesma coisa pro cara de interpretou Freud (Viggo Mortensen) - dizem que ele estudou tudo que tinha pra estudar sobre Freud antes de começar a gravar o filme, mas tipo, não convenceu. A história em si é interessante pelo fato de ser real, e o filme tinha tudo pra ser bom, mas sabe quando não funciona? Não funcionou.

The Iron Lady - antes de mais nada, GENTE - E A MAQUIAGEM QUE FIZERAM NA MERYL STREEP???!! Sério, é fantasticamente alucinante pensar no que será que tiveram que fazer pra mudar TANTO o rosto dessa mulher. A história é incrível (totalmente baseada em fatos reais) e a atuação dela foi perfeita. O filme flui de um jeito tão bom que terminou e parecia que eu tinha passado só quinze minutos no cinema. Espero que ganhe uns bons Oscar.

The Mist - esse foi outro caso de tédio agudo. Nunca tinha ouvido falar do filme, mas quando vi que era baseado num livro do Stephen King, decidi que por pior que fosse, ruim não seria. Mal sabia eu que a premissa do filme era um monstro na cerração. Tipo, oi? Apesar de não recomendar o filme, não vou ser completamente spoiler e vou apenas dizer que o FINAL é interessante. Bem obscuro e mórbido (será que é por isso que eu gostei?) mas é daqueles que faz pensar "o que será que eu teria feito se estivesse na mesma situação?". Se alguém aí resolver assistir, me digam depois o que acharam!

The Man on the Ledge - só dá pra descrever esse filme com a palavra: intenso. Não tem muitas cenas de ação propriamente dita, mas o fato de ser intenso prendeu minha atenção ao longo do filme inteiro e eu gosto disso. O final também foi do jeito que eu gosto, estilo "agora tudo faz sentido". A única coisa desnecessária foi a latina gostosona aparecendo de calcinha e sutiã numa cena em que a última coisa que uma pessoa teria que fazer era trocar de roupa. Homens. 

Haywire - esse foi o último do mês e até agora não me decidi sobre ele. É um filme diferente e parece ter menos produção - o que não significa ser ruim, mas nesse caso foi meio... desconfortável. Algumas cenas pareceram "erradas". Tem uma por exemplo, mais pro final, em que duas pessoas estão conversando e só o que se vê são as silhuetas. Efeito legal, mas ficou nisso por muito tempo. Começa a dar desespero e quando você acha que não vai aguentar mais, eles mudam a imagem para "a favor" da luz - a não ser que tenha sido de propósito e o diretor tenha uma explicação muito boa para aquela cena, pra mim foi erro de edição. Percebi esse tipo de coisa algumas outras vezes ao decorrer do filme, mas não sei. Não vou dizer que não gostei mas também não dá pra dizer que foi um dos favoritos.

Melhores: The Adventures of Tintin, The Girl with the Dragon Tattoo, Hugo, The Iron Lady.
Piores: A Dangerous Method e possivelmente Haywire.

Ufa! O que acharam? Me contem nos comentários sobre os filmes que vocês viram esse mês! Assistiram algum desses da lista? 

28 de janeiro de 2012

Homens e absorventes

Pedir pra homem comprar absorvente é sempre um risco. Mas eu não tinha escolha.

Expliquei que queria o noturno, com abas e de cobertura suave e, em resposta ao olhar de desespero na cara dele, disse que todas as informações estariam listadas no pacote. Ele foi.

Voltou com uma marca que eu nunca tinha ouvido falar mas, pelo menos, tinha conseguido achar quase todas as características que eu precisava. Ele trouxe tamanho regular em vez de noturno. "Tudo bem", pensei "servem para o propósito imediato".

Me arrumei ainda no banheiro, olhando pro pacote de absorventes e imaginando qual seria o nível equivalente de constrangimento caso a situação fosse invertida e eu tivesse que ir comprar alguma coisa "masculina". Não cheguei à nenhuma conclusão mas sim à uma dúvida: das três características que eu havia pedido, "tamanho noturno" era provavelmente a mais fácil de encontrar - por que será que foi a única coisa que ele não achou?



Saí do banheiro e tive que perguntar:

- Por que você não comprou o absorvente noturno? Não tinha?

Ele olhou pra mim, constrangido.

- Eu só vi tipos que diziam "extra-longo" e... 
- E o quê? Extra-longo é o certo, é só outro jeito de dizer!
- Não sei, eu vi o extra-longo mas achei que seria um insulto comprar qualquer coisa "extra-longa" pra... aquela área

...

Risos.