30 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011

Artistas que se destacaram

Rihanna - sempre gostei dela mas, por algum motivo, esse ano ela passou a significar mais pra mim. Gosto da atitude e da maneira como ela se mantém verdadeira com o que sente. Ou pelo menos é o que parece né.
Taylor Swift - não pela música (não gosto muito), mas pela personalidade. Não dava a mínima pra ela, mas depois de prestar atenção nas letras e ver algumas entrevistas, passei a respeitá-la. 

Melhores séries de TV

Lembram do meu esquema com séries de TV que expliquei ano passado? Continua o mesmo.

Modern Family - resisti um pouco pra começar a assistir, mas realmente foi uma das melhores séries de comédia que vi esse ano.
2 Broke Girls - texto bem legal. Comédia "confortável". 
American Horror Story - personagens bem interessantes e a história se desenvolve num ritmo muito bom. Assisti a temporada toda em dois dias.


Melhores músicas

What a Feeling - Alex Gaudino feat. Kelly Rowland 
Renegade - Daughtry
Words I Couldn't Say - Leighton Meester
Ghetto Love - Karl Wolf
Without You - David Guetta feat. Usher

Melhores filmes

Drive - incrível. A maneira como o silêncio foi usado nesse filme é muito diferente e a violência que se desenvolve com o decorrer do filme é inesperadamente chocante.
Bridesmaids - muito engraçado, um dos filmes melhores filmes de comédia desse ano.
Midnight in Paris - filme lindo. Fiz resenha sobre ele aqui no blog, leia aqui.
Horrible Bosses - cenas simplesmente clássicas com falas que foram piada o ano inteiro.
Sucker Punch - bizarro mas muito bom. Daqueles que prendem a atenção. A fotografia do filme é muito interessante.
Harry Potter e as Relíquias da Morte (parte 2) - nem tenho palavras pra descrever. Harry Potter é Harry Potter.

Melhor evento

Nenhum foi tão memorável pra mim quanto o show dos Backstreet Boys ano passado (oi, sonho de infância realizado), mas os maiores eventos que eu participei foram o Much Music Video Awards (evento de música que acontece em Toronto todo ano) e o show do U2 (que ganhei de um seguidor no twitter!). No MMVA vi Lady Gaga, Avril Lavigne, Selena Gomez entre outros. O show do U2 foi bem intenso e mesmo não sendo fã da banda, foi bem divertido. 

Gastronomia

Esse ano eu comi, conscientemente, uma fatia de queijo no meio de um sanduíche. Também fui um pouco mais além no quesito sushi (experimentei até salmão cru, veja bem). Recentemente comi brócolis (nunca tinha comido e sempre fazia cara feia quando minha mãe preparava) e incluí espinafre nas minhas saladas. 

Vida virtual

A vida virtual deu uma desacelerada, acho. Fiz menos vídeos (preguiça + falta de tempo) e SINTO que passei menos tempo no Twitter (há controvérsias). Mas o blog continuou firme e forte! Postei todos os meses esse ano, pelo menos três vezes por mês! A página no Facebook também cresceu desde o ano passado. 

Posts mais comentados no blog

Palavras feias - lista de palavras que considero feias e desprezíveis - com 28 comentários.
Volta, mundo blogueiro - post-adesão do movimento criado pela querida @mulhervitrola - com 21 comentários
O caso do suco de uva - história sobre o sumiço do suco de uva - com 19 comentários.

E empatados com 18 comentários:
Modinhas alimentícias - minha humilde opinião sobre gente que se acha mais sofisticada só porque toma café no Starbucks.
Dicas para aprender inglês - título auto-explicativo, no caso.
Acetona - pintei as unhas do meu amigo pra testar um esmalte e deu merda.

Notícias e acontecimentos que me passaram despercebidos

Bom, esse deve ser o tópico que eu mais tenho coisa pra escrever porque o tanto de acontecimento mundial que me passa despercebido não é brincadeira não, Brasil. Ouvi muito falar de Egito e de Líbia esse ano. Como eu não sabia que ambos viviam sob regime de ditadura, também não fez muita diferença saber que tiraram os ditadores de suas respectivas ditaduras. Parece também que as revoluções não mudaram muita coisa, mas eles que se resolvam. 

Mortes

Osama Bin Laden - sei lá gente, se mataram mesmo ou não, o que eu sei é que a parte mórbida do meu ser queria ter visto foto do cadáver. 
Amy Winehouse - osmodinha ficaram tudo de luto. Minha única pergunta é se a morte dela por overdose foi, de fato, surpresa pra alguém. 
Steve Jobs - escrevi um texto sobre morte dele e a repercussão insuportável que teve. Leia aqui.
Beto Carrero - ouvi rumores de que ele morreu mas ninguém confirmou ainda.

Piores filmes

Dream House - talvez as minhas expectativas estivessem muito altas pra esse filme, mas fiquei bem decepcionada. O trailer me fez achar que era um filme de terror e tipo, não é. Outra coisa chata foi a maneira como finalizaram a história: tudo rápido demais e previsível. 
Red Riding Hood - apesar do filme ter uma boa estética, a história ficou meio idiota.

Fatos aleatórios

- Julgamento de Conrad Murray, médico do Michael Jackson: a história toda foi muito estranha, mas durante todo o processo eu sempre tive uma impressão ruim do tal médico. Embora me pareça muito idiota que um médico que tinha um rico contrato pra cuidar da vida de uma pessoa propositalmente mataria essa pessoa, nunca dá pra saber. No fim ele foi considerado culpado por negligência. 
- Esse ano eu deixei de morar com os meus pais e passei a morar com o meu namorado. Às vezes sinto falta de casa, mas gosto daqui (apesar da falta de pão francês). 
- Lancei minha carreira internacional como modelo. A história com todos os detalhes tá aqui.
- Estou fazendo um curso totalmente diferente de qualquer coisa que já fiz na vida. É interessante, estou aprendendo bastante coisa nova que espero poder usar profissionalmente no futuro. A parte chata é o povinho. Mas não vou falar muito sobre isso porque nego traduz até o que eu escrevo no Twitter pra poder falar mal de mim pelas costas. Pois é. 
- O fim desse ano foi legal porque finalmente saí da toca e fui comprar um monte de coisa que eu tava precisando. No fim desse ano eu também concluí o quanto eu odeio ~ir às compras~

Considerações finais sobre 2011

Foi um ano difícil que eu ainda não superei psicologicamente (e não sei quando vou superar). 


"Escrever um diário" - escrevi quase até a metade do ano. Meio ponto.
"Volta ao Canadá" - voltei!
"Aprimorar minhas técnicas culinárias" - se não fosse pelo último fracasso, meu saldo teria sido positivo. Fiz até bolinho de bacalhau! 
"Cuidar melhor do meu cabelo" - cuidei! Tive pouquíssimas pontas duplas e da última vez que fui cortar o cabelo, o cabeleireiro disse que meu cabelo estava super saudável. #win

Expectativas e planos para 2012

Mudar desse apartamento - ou pra outro melhor ou pra uma casa. 
Comprar mais roupas e sapatos - é uma questão de necessidade. Só saindo pra ver coisas novas é que eu percebi o quanto minhas roupas estão velhas e toscas. 
Descobrir um novo corte de cabelo que funcione pra mim - o que não significa que eu vou mudar o meu cabelo.
Anotar TODOS os filmes que eu assistir. 
Voltar a cuidar melhor das minhas unhas - eu estava sendo toda linda com as minhas unhas, passando creminhos e hidratantes e... parei! Preciso voltar. 

Ufa! O post saiu em cima da hora mas até meia-noite ainda é ano velho! Aos meus leitores, muito obrigada!

Sou incrivelmente feliz por saber que vocês continuam me acompanhando por aqui. O blog já tem mais de quatro anos e, desde a criação, continua crescendo. É muito legal escrever aqui e é mais legal ainda saber que vocês gostam, divulgam e voltam mais tarde pra ver se já tem coisa nova. 

Se divirtam hoje a noite e tenham um ótimo ano novo!

27 de dezembro de 2011

A terrível história sobre o bolo de Natal

Meu primeiro fim de ano longe de casa. Até a semana passada eu não tinha planos específicos para o dia de Natal, mas já desconfiava que a família do meu namorado nos convidaria para ir lá. Quando recebemos o convite, eu já estava psicologicamente preparada, com roupa planejada e tudo. Mas as palavras na mensagem que nos enviaram me fizeram lembrar que não seria uma daquelas ocasiões em que apenas se vai. O primo nos escreveu: "Venham jantar na nossa casa dia 25 e não tragam nada além da presença de vocês!" Obviamente eu teria que levar alguma coisa.

Comecei a pensar em algo natalino pra levar, mas pelo que eu tinha ouvido, Natal por aqui é basicamente constituído de peru - e olha a minha cara de quem prepara peru, né Brasil? Olha minha cara de quem sequer se ofereceria para cozinhar o prato principal da noite de uma família que nem é a minha - abraço. Resolvi então fazer um bolo de chocolate porque afinal, sobremesa nunca é demais (e também porque queria mostrar que meu país não é só feito de carnaval e futebol: também temos receitas de bolos).

A partir do momento em que decidi que faria um bolo pra levar, decidi que faria dois. Um de teste durante a semana e um oficial no dia do jantar. Nunca tinha usado aquela receita e eu precisava ter certeza de que tudo seria perfeito. Sim. O bolo havia deixado de ser apenas uma sobremesa e passado a ser questão de honra. 

Comprei todos os ingredientes na quinta-feira e fiz o teste na sexta de manhã. Além de lindo, o gosto do bolo ficou exatamente como eu queria. Por um milésimo de segundo, o aterrorizante pensamento passou pela minha cabeça: tamanho nível de perfeição seria difícil de alcançar duas vezes consecutivas. Respirei fundo.

foto real, não apenas ilustrativa 
Acordei cedo no domingo e comecei a saga. Preparei a massa direitinho enquanto o forno pré-aquecia e untei a forma especialmente comprada para a ocasião. Lembrando que era dia 25 e portanto, se alguma coisa desse errado, a chance de achar um lugar aberto pra recomprar coisas seria mínima. Pressão. Coloquei a massa para assar e tudo corria bem. 

Quarenta minutos depois, a massa tinha crescido lindamente e já estava fora do forno para esfriar. Era hora de fazer a calda de chocolate para a cobertura. 

Antes de continuar essa história, eu preciso proteger minha reputação e deixar registrado que desde que comecei a cozinhar a única coisa que eu já errei foi ponto de chocolate. A única.

Coloquei todos os ingredientes na panela conforme as instruções, e comecei a mexer. Mexi por muito mais tempo do que precisei mexer na vez teste e a calda não engrossava. Pouco a pouco, o desespero começou a me dominar. Enquanto mexia, olhava em volta para ver se tinha chocolate suficiente para começar tudo de novo caso precisasse. Aumentei o fogo e continuei mexendo. A calda foi ficando cada vez mais escura e eu senti um frio na espinha que não me era desconhecido. Abaixei o fogo imediatamente, me sentindo em luto. Tentar evitar a realidade não me traria benefício algum. Tirei a panela do fogo e experimentei o que hoje em dia sei que é o gosto da minha derrota: o chocolate estava queimado. 

Joguei tudo pela privada, lavei os utensílios e comecei de novo. Mexi por mais uma eternidade e nada de engrossar. Adicionei leitinho com maisena e nada. Ainda precisava tomar banho, arrumar meu cabelo, e a esse ponto já tinha desistido de pintar as unhas. O tempo passava e a calda simplesmente não respondia aos meus esforços. Fui obrigada a declarar óbito mais uma vez.

A esperança porém, ainda não tinha morrido. Decidi que faria uma cobertura de brigadeiro. Simples, fácil e não tinha como errar.

...

E quem disse que eu tinha leite condensado em casa? Mais do que prontamente, observando à distância o nível da minha frustração aumentar, o homem do lar se ofereceu pra ir à caça. Agora pensando, talvez ele só quisesse mesmo uma desculpa pra sair do apartamento antes que eu começasse a colocar a culpa nele.  Quem em sã consciência se oferece para ir comprar qualquer coisa no dia de Natal? Bom. Ele foi e eu aproveitei o tempo para ir tomar banho. Nisso, já eram quatro da tarde e a gente tinha que estar lá antes das cinco.

Ele voltou enquanto eu desesperadamente secava o meu cabelo. Voltei para cozinha decidida que aquele bolo DARIA CERTO. Por algum motivo que desconheço, taquei duas latas de leite condensado numa mini panela que não tinha capacidade para tanto. Fingi que não percebi e coloquei o chocolate. Mexi por alguns minutos e lembrei que o ponto do brigadeiro a gente vê se baseando no fundo da panela. Fundo da panela esse que eu só conseguiria ver se fizesse metade da quantidade de leite condensado evaporar, obviamente.

OLHA. Não só não deu certo como também foi o primeiro brigadeiro que eu consegui estragar (ainda na categoria chocolate, a propósito). Tirei a panela do fogo antes do que deveria e quando coloquei a cobertura no bolo, o negócio só não estava tão ralo quanto água porque leite condensado é naturalmente mais denso.



Fui para o jantar atrasada, sem bolo e sem honra. Lembrarei para sempre desse Natal.

Como foi o de vocês?! 

20 de dezembro de 2011

Enquanto isso, meu pai no Facebook

"Gente... Tenho lido muita coisa aqui, e percebo a preocupação de muitos em colocar pensamentos e idéias construtivas. Indo nessa mesma filosofia, quero deixar um pensamento profundo e muito útil a todos: 'O IMPORTANTE É O PRINCIPAL, O RESTO É SECUNDÁRIO'. Boa semana."

18 de dezembro de 2011

Erros comuns em inglês

Nos meus alguns anos dando aulas de inglês (pra várias faixas etárias diferentes), vi muitos erros repetidos. Como estou com saudade da minha vida de professora, resolvi dar umas dicas baseadas nos principais erros que ficaram na minha memória.

Auxiliar no passado + verbo no passado

"I didn't talked to her"
"He didn't saw the movie"

Auxiliares são chatos mas são necessários. Resumida (e grotescamente) eles servem pra fazer o serviço que os verbos não fazem sozinhos. Se eles aparecem numa frase, o verbo principal provavelmente estará na forma infinitiva, ou seja, sem nenhuma mudança. Portanto, se a frase tem um auxiliar no passado (no caso acima o "didn't"), o verbo principal da frase não deve estar no passado também.

I have 21 years
Falar português em inglês é provavelmente o maior motivo dos deprimentes erros cometidos por brasileiros. Sempre falam sobre "pensar em inglês" e o quanto isso ajuda no processo (realmente ajuda), mas não é fácil chegar a esse ponto logo no começo. A dica é entender que inglês e português são línguas diferentes e portanto têm palavras e significados diferentes. Parece óbvio, mas muita gente não fala inglês, fala português traduzido. Esse exemplo aí de cima é só um dos casos: você aprende que "have" significa "ter" e portanto "eu tenho 21 anos" se fala "I have 21 years" em inglês. Não. O certo é "I am 21 years old" ou "I am 21".

- Ah, mas me ensinaram que verbo to be é pra "ser" e "estar". Eu não sou nem estou vinte um anos. Eu tenho.

Amigo, por isso que tô te falando que você precisa virar a chavinha aí do seu cérebro. Inglês funciona diferente e um verbo que aparentemente tem o mesmo significado que teria em português simplesmente não tem.

Ladies and Gentlemans
Uma das vezes mais memoráveis em que ouvi essa pérola foi num avião indo de São Paulo para Brasília. Enquanto o ouvido dos outros doía por causa da pressão na aeronave, o meu sangrava de desgosto por inglês tosco. Certos substantivos NÃO TÊM plural, gente. É triste que não podemos simplesmente colocar um "s" em tudo que queremos transformar em plural, mas é a realidade. Mesma coisa pra children, information, feet entre outros. O certo é ladies and gentleMEN ("men" sendo o plural de "man") tá aeromoças do meu Brasil? Obrigada.

I pretend to be a good professional
Esse é um caso de falso cognato. A não ser que você esteja fingindo ser um bom profissional, essa não é a frase pra você. Pois é, "pretend" não significa "pretender", reclamem com o inventor do inglês na saída. "Pretend" significa fingir. O jeito certo de dizer que "pretende ser um bom profissional" é "I intend to be a good professional". 

Tem mais né? Me mandem sugestões nos comentários que eu escrevo outro post sobre isso!

27 de novembro de 2011

Vida de dona de casa

Estou morrendo de fome e então saio do quarto pra comer alguma coisa. No meio do caminho, tiro o pó, levo o lixo pra fora, tiro a louça da máquina de lavar, guardo tudo no lugar, recolho dois pratos que estavam em cima da mesa, volto para o quarto e... esqueci de comer.