19 de setembro de 2011

Resenha - Two and a Half Men (s09e01)

Sempre gostei de Two and a Half Men e quando soube que o Charlie Sheen deixaria de fazer parte do elenco, não achei que a série sobreviveria. Depois de meses de manchetes polêmicas sobre Sheen em todas as revistas de fofocas possíveis e imagináveis, saiu a notícia de que Ashton Kutcher assumiria a vaga deixada por Charlie. Logo começaram as especulações e eu li tudo que achava sobre o assunto. 

Sinceramente, nunca tive opiniões muito fortes sobre o Ashton Kutcher (e também nunca entendi o motivo pelo qual ele sempre foi tão influente no Twitter, mas isso é outro assunto). Assisti vários episódios de That's 70's Show (série em que ele intepretava Michael Kelso, adolescentão bonito e babaca) e sempre dava risadinhas eventuais com o personagem. Nos filmes que assisti com ele, mesma coisa - nada demais ou de muito diferente, mas bom o suficiente pra ser divertido. 

Por esses motivos, quando vi que ele tinha sido o escolhido, achei legal: a série não deixaria de existir e provavelmente continuaria sendo engraçada. Apesar de todos comentários negativos que vi por aí, só fiquei curiosa.

Bom. A nova temporada começou hoje e resolvi escrever pra vocês sobre o que eu achei.

Pra começo de conversa, achei legal o modo como lidaram com a morte do Charlie Harper. Várias piadas e referências à personalidade dele, que todos que acompanham a série há algum tempo conhecem muito bem. Acho que esse aspecto será constante nos episódios daqui pra frente. 

A estréia do Ashton Kutcher aconteceu mais pro meio do episódio e as principais características do personagem  ficam visíveis bem rapidinho. O nome é Walden Schmidt e ele chega na casa todo molhado porque tava tentando se suicidar na praia. É apaixonado por uma menina que conheceu na época do Ensino Médio, bilionário por ter vendido um site para a Microsoft e aparece pelado pelo menos duas vezes em menos de quinze minutos de episódio. 

No geral, foi mais ou menos o que eu achei que seria. Ainda não deu tempo do personagem ser desenvolvido, então não dá pra avaliar muito bem, por enquanto. Pela apresentação que foi feita hoje deu pra perceber que o humor da série permanecerá o mesmo e que a base da história permanece, uma vez que o personagem novo (assim como o falecido Charlie) é rico e ~pegador~ (Walden volta pra casa com duas mulheres depois de sair com Allan). A diferença é que Walden parece ser mais inocente que Charlie.

O episódio termina com um angustiante "to be continued" (sempre fico angustiada quando episódios de séries terminam com "to be continued"), sem sabermos exatamente qual será o destino de Allan, uma vez que Walden diz que comprará a casa. 

Basicamente é isso. Achei a estréia legal e continuo curiosa pra saber o que vai ser desse personagem novo. 
 
(Ashton Kutcher pelado)

E vocês, assistem a série? Tão botando fé no personagem novo? Me contem nos comentários!

5 de setembro de 2011

Resenha do filme - Midnight in Paris

Antes de mais nada, tenho que admitir que entrei no cinema pra ver esse filme cheia de preconceito. Tinha acabado de sair do último filme do Harry Potter na maior sala, com a maior tela e o melhor som. Quando entrei na sala do Midnight in Paris, ela não só era claustrofóbica como também tinha um cheiro meio suspeito. Além disso, eu sabia que o filme era dirigido pelo Woody Allen, diretor que é item obrigatório na lista de cinema dosmodinha e concluí: se é filme que osmodinha vão gostar então é filme metido a cult e se é filme metido a cult então é filme chato. Enfã. 

Sentei e esperei. O filme começa com uma música francesa (acho) e quatro minutos de cenas de Paris que no final meio que fazem sentido mas no começo são um tédio e só serviram pra eu achar que tava certa sobre o filme ser uma bosta. 

Tudo mudou quando vi o nariz torto e holywoodiano do Owen Wilson na tela. Me surpreendeu porque filme cult não costuma ter atores famosos e o Owen Wilson é famoso. A partir desse ponto, deixei de achar que o filme seria necessariamente ruim e passei a simplesmente assistir querendo saber sobre o que se tratava. 

Resumidamente e sem dar detalhes demais, a história é assim: o casal tá em Paris com a família da mulher (Inez, personagem representada por Rachel McAdams) - que enquanto está lá percebe que tá mais interessada num amigo dos tempos de faculdade que no noivo (Gil, personagem do Owen Wilson). Gil por sua vez, meio insatisfeito com tudo e frustrado por não conseguir dar prosseguimento ao romance que está escrevendo, sempre volta no pensamento de que as coisas seriam muito mais legais na vida se ele vivesse num outro tempo que não o dele. Numa das noites que ele tá voltando sozinho (meio cachaçado) pro hotel, ele entra num carro e vai parar em 1920. Nessa, ele conhece um monte de artistas da época (Dalí, Picasso, Hemingway e muitos outros que eu não lembro o nome) e começa a entender os motivos pelos quais tem estado tão travado pra escrever (e pra viver).

(Owen Wilson em Paris)

Eu só acho que o filme é classificado como comédia romântica por falta de outra categoria em que ele se encaixasse melhor porque, no fim, a história é muito mais que o título "comédia romântica" normalmente implica. Eu saí do cinema surpresa com o quanto eu gostei do filme e com a quantidade de elementos que me fizeram gostar tanto do filme.

Pessoalmente, uma das coisas mais legais foi ver a minha opinião sobre arte representada no filme de maneira tão óbvia e interessante. O tal amigo dos tempos de faculdade da Inez é o clássico "crítico de arte". Fala sobre pinturas e livros como se soubesse exatamente o que os artistas estavam pensando e querendo representar em suas obras - enquanto o Owen Wilson literalmente volta no tempo e vê que na verdade a história é completamente diferente. Sempre me irritou essa coisa dos "críticos" interpretarem obras antigas falando como se soubessem o que tava se passando pela mente do artista quando ele resolveu usar tal cor, escrever tal frase ou esculpir tal pedra. Até entendo que os profissionais se baseiem nos fatos da História pra fazer interpretações, mas mesmo assim, não é possível alguém saber hoje o que o Dalí tava pensando nos anos 30 enquanto pintava seus quadros, por exemplo, só se baseando nos fatos históricos. É a mesma coisa que daqui a oitenta anos alguém querer interpretar meus desenhos aqui do blog como arte neo-surrealista que representa os avanços tecnológicos da minha era contemporânea pela simplicidade pelos traços. Minha resposta pra isso seria tipo: oi?!

Além desse detalhe inesperado sobre todo o conceito de arte (que por si só já fez o filme valer a pena pra mim), a história e a mensagem em si são muito legais e fazem muito sentido. A maneira como os artistas famosos são representados também é bem interessante quer você tenha algum conhecimento de quem eles foram ou não.

Portanto, se você ainda não viu Midnight in Paris (traduziram como Meia noite em Paris), recomendo muito que veja. Se você já tiver visto, deixe suas opiniões nos comentários!

Observação: Espero que tenham gostado da primeira resenha do blog! 

24 de agosto de 2011

Introduzindo: Resenhas

Então.

Eu tô sempre matutando temas pra posts novos no blog. Vira e mexe pergunto pro pessoal que me lê aqui o que seria interessante, peço sugestões e tal. Nessa, frequentemente recebo pedidos para escrever sobre livros, séries, músicas e filmes que eu gosto.  

Toda vez que eu recebia esse tipo de sugestão, porém, eu ficava meio assim. Pensava que além dos temas serem sinônimos de opiniões completamente pessoais, eu também não tenho lá muitos conhecimentos técnicos, históricos, psicológicos, quânticos e químicos sobre esses assuntos uma vez que não sou crítica de arte. E aí eu deixava pra lá. Triste né, fala a verdade.

Eis que em uma das minhas mais recentes sessões de matutamento bloguístico eu atingi um daqueles brilhantes momentos de epifania: nada mais justo do que dar as minhas opiniões completamente pessoais no meu blog que serve pra isso (e convenhamos - nada mais chato do que ler textos de gente que se acha crítica da arte mundial da nação terrestre). Tonta eu de não ter aceitado a sugestão dos meus queridos e prestativos leitores antes - e por consequência ter perdido um monte de oportunidade escrever sobre coisas legais no blog. 

Portanto meusamigo, venho por meio deste mesmíssimo texto orgulhosamente anunciar que caiu a minha ficha e que, de agora em diante, vocês encontrarão resenhas por aqui! Uma salva de palmas o meu cérebro que tardou mas não falhou! *som da salva de palmas*

Estou pensando em começar com filmes. Lembrem-se de que os textos serão a minha humilde e singela opinião sobre os filmes, então eu não quero ler ~um pio~ de gente me enchendo o saco nos comentários (nem consigo imaginar COMO daria pra me encher o saco nesse contexto mas sei que tem gente que tem o dom) especialmente uma vez que já deixei claro que não sou crítica de cinema. Discordar da minha opinião tá permitido, mas evitem a minha fadiga e não sejam chatos. 

Pra terminar, saibam que eu abomino spoilers. Acho perfeitamente possível analisar um filme ou livro sem contar detalhes demais e farei questão não estragar a diversão de ninguém com as minhas resenhas porque "ops sem querer contei o final do filme". Quero que todo mundo possa ler os meus pitacos sem medo de ser feliz.  

É isso! Espero que vocês gostem! 

13 de agosto de 2011

Dicas para aprender inglês

Não sei se todos que lêem o blog sabem (com certeza não sabem), mas eu sou formada em Tradução e Interpretação em Inglês. Trabalho com o idioma desde o meu primeiro emprego - tanto com aulas quanto traduções propriamente ditas. Já dei aula pra turmas de crianças, adolescentes, adultos e coreanos que não falavam uma palavra em inglês, então pode-se dizer que eu tenho alguma experiência no assunto.

Ao longo dos anos, eu percebi alguns problemas e dúvidas que são comuns entre várias idades. Vamos ver se eu consigo ajudar alguém:

Vocabulário
Sempre foi um problema pra mim também. Algumas palavras simplesmente parecem mais difíceis de memorizar que outras (em espanhol então, nem se fala). A merda é que vocabulário a gente só aprende USANDO mesmo, não tem jeito. Se você tem oportunidade de falar com alguém em inglês (e hoje em dia todo mundo pode fazer isso pela internet), tente colocar as palavras novas no contexto da conversa. Escrever e ler as palavras em contextos diferentes ajuda muito na fixação.

Pronúncia
Essa é uma das partes mais fáceis, se você gosta de música estrangeira. Toda a base do meu inglês foi adquirida ouvindo música e cantando junto no melhor estilo embromation possível. Quando você conhece o som das palavras, fica muito mais fácil ligá-las ao jeito de escrevê-las. Sabendo como escrevê-las, você lembra do som que a combinação daquelas letras produz e assim tudo vai fazendo mais sentido. Assistir filme em inglês com legenda em inglês também é legal pra isso. Você lê as palavras na tela enquanto ouve o som que elas têm.

Fazer intercâmbio
Muita gente acha que deve ter  um nível pelo menos decente de inglês antes de sair pra se aventurar fora do país. Eu digo (Cintia disse - tum tum tss) que há controvérsias.  Tem dois jeitos de ver a situação: se você for sem saber nada, não se juntar com brasileiros enquanto estiver fora e realmente focar sua viagem no aprendizado da língua, quando você voltar pro Brasil terá absorvido bastante coisa e, dependendo do tempo que você passar fora, talvez até volte com algum nível de fluência. A desvantagem nesse caso é que você aprende sem nenhuma base "sólida", o que significa que você vai conseguir falar mas não vai conseguir escrever tão bem quanto fala. De qualquer modo, com algum tempo de aulas no Brasil você pode complementar isso, se precisar. Resumindo: não tenha medo da experiência. Durante todo o tempo dando aula eu vi muita gente que tinha condição de viajar mas não foi porque achava que não tinha nível de inglês suficiente. Besteira.

O outro jeito de ver a situação é se você já tiver uma base legal de inglês antes de viajar. Sem dúvida, é uma ótima coisa a fazer. Você terá chance de aplicar na prática as coisas que aprendeu ao longo das eternas aulas de inglês e com certeza vai aprender muita coisa nova (que dificilmente aprenderia em sala de aula). Mas aqui vale o mesmo conselho que eu dei no outro caso: foque sua viagem no aprendizado e não se junte com brasileiros enquanto estiver viajando. Se for pra fazer amigos, faça amigos nativos e/ou de outros países - amigos com os quais você falará INGLÊS. Pra conhecer brasileiro e falar português você pode ficar no Brasil e economizar o dinheiro néam?!

Verbo To Be 
Aprenda. A lógica do to be é bem parecida com a de todos os outros verbos e tempos verbais em inglês -  se você entender bem como ele funciona, todo o resto fica mais simples depois.

Present Perfect
Não sei vocês, mas quando eu tava na escola e me explicaram esse tempo verbal eu tive vontade de fazer a clássica pergunta escolar "mas pra que eu vou usar isso na minha vida". Na primeira vez que me vi dentre nativos, porém, me surpreendi com o quão comum o uso do Present Perfect é, de fato, no idioma (sim, sou chata e presto atenção nos tempos verbais que as pessoas ao meu redor utilizam, me deixa). O que acontece é que apesar do nome dizer "presente", o Present Perfect nada mais é que um tipo de passado e, como a gente aprende cedo que passado é sinônimo de "did" e "didn't" (Simple Past), o Present Perfect acaba ficando esquecido na nossa lista de possibilidades.

Veja um exemplo: Você tá vendo um filme e quer perguntar pro seu amigo (em inglês, dã) se ele já assistiu. Instintivamente, a sua pergunta sairia parecida com "Did you see this movie?" enquanto um nativo, na mesma situação, perguntaria "Have you seen this movie?". 

Eu até explicaria melhor o uso e as diferenças de um de outro mas como issaque é um blog e não um curso de inglês online, fiquem com a dica de que Present Perfect não só faz sentido como também é muito utilizado aqui pelo hemisfério norte, então vale a pena entender e praticar. 

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Espero ter ajudado um pouquinho e respondido algumas perguntas que me fizeram por aí! Se vocês tiverem  outras dúvidas sobre o assunto, deixem nos comentários! Se for o caso eu faço outro post sobre esse tema. 

2 de agosto de 2011

Modinhas alimentícias

Primeiro vamos esclarecer que moda é uma coisa e modinha é outra: quando uma tendência é aceita por grandes grupos de pessoas, essa tendência é considerada moda. Pode ser de roupa, de cor, de música e por aí vai. Modinha é essencialmente a mesma coisa - a diferença é que junto com as modinhas vem uma atitude especial. Especialmente vomitável, no caso.  

Quem adere à modinhas se acha "diferente", "cult", "underground", "apreciador única e exclusivamente do que é bom". A pessoa se veste de um jeito característico ao tipo, anda por lugares pré-determinados pelo tipo, assiste e lê autores que se soubessem que tavam caracterizando um tipo, provavelmente nem teriam dado prosseguimento à algumas obras. 

A parte vomitável da questão é que osmodinha (termo que eu inventei pra pessoas aderentes ao fenômeno de modinha) não admitem que fazem parte de um grupo e têm horror ao que se torna popular. Porém, o que eles (osmodinha) não sabem - e se sabem não admitem, é que eles são tão populares quanto todos os outros e que se aquela determinada música que eles gostam for boa mesmo, ela se tornará tão popular quanto qualquer outra coisa que já era popular antes deles terem tempo de descobrir primeiro e decidir se gostavam ou não. 

Quando se trata de modinha, comidas não escapam. Muitas sempre estiveram disponíveis, mas só pelo fato de que alguém do grupo dosmodinha decidiu que AGORA são interessantes, agora são interessantes: 

~Starbucks~

Não sei se por influência de filmes (nem nos filmes isso faz sentido pra mim, inclusive), mas andar na rua segurando um copo de café virou status. Não importa se tá fazendo quarenta e cinco mil graus de calor e você tá carregando trezentas sacolas. Tá com um copo do Starbucks na mão? Você tem estilo.  

~Cupcakes~ 

Por algum motivo obscuro, cupcakes se tornaram sinônimo de bom gosto alimentar e fofura. Há TODOS anos atrás (pesquisa rápida wikipediana alega que cupcakes existem desde 1796 - ou seja) cupcake nada mais era que um bolo feito num pequeno recipiente. Ninguém falava sobre cupcake e não havia essa imagem rosa pastel e marronzinha de chocolate associada ao produto. Hoje em dia resolveram que não dá pra viver sem um cupcake diário. Já vi osmodinha usarem cupcakes até como moeda de troca: "Faz isso pra mim que eu te dou dois cupcakes". 

~Kit Kat~

Esse é o herdeiro do cupcake, que dominou o começo do ano mas que agora já não é mais tão essencial quanto era há dois meses atrás. Kit Kat SEMPRE foi a segunda opção. Se você pedisse pra sua mãe comprar Bis no supermercado e ela voltasse com Kit Kat, você ficava decepcionado. Agora mudou. Omodinha viaja pra fora do país, todos os outrosmodinha pedem pra ele trazer Kit Kat do aeroporto. 

~Frozen Yogurt~

Filas quilométricas no shopping pra comprar yogurt congelado com frutas e/ou coberturas de sabores diferentes por um preço astronômico. Agora me diz se fosse sua vó há três anos atrás dizendo que isso era "bom pra sua saúde" você teria entrado numa fila pra comprar. Aham.


"- Tenho um café e um cupcake, sou sofisticado"