Deixar a pior pro final sem saber que ela é a pior costuma ser frustrante.
16 de junho de 2011
Dica aleatória (sobre frutas)
Se você tiver duas frutas pra comer, dê uma mordida em cada uma pra descobrir qual está melhor e decidir qual comer primeiro.
Deixar a pior pro final sem saber que ela é a pior costuma ser frustrante.
Deixar a pior pro final sem saber que ela é a pior costuma ser frustrante.
5 de junho de 2011
O caso do suco de uva (solução do mistério)
Procuramos pela caixa de suco por toda parte. Em todos os cantos da geladeira, embaixo da mesa, nos armários de pratos, dentro da máquina de lavar louça. Não estava em lugar nenhum. Era impossível ter sumido daquele jeito, além de completamente frustrante (afinal, não tínhamos tomado nem um terço dos dois litros do delicioso suco dentro da caixa desaparecida), mas acabou que nos conformamos. Não adiantava ficar procurando infinitamente e bom, ainda tinha suco de laranja.
Gente, passou quase uma semana. Ele tava no trabalho e eu decidi limpar o banheiro. Abri o armário dos produtos de limpeza pra pegar o que eu precisava e ADIVINHA QUEM TAVA LÁ:
ACHÔ!
Pois é. O suco de uva tava na própria cozinha durante todo esse tempo. O pior de tudo: tenho quase certeza de que fui eu quem colocou ele lá.
Beijos.
3 de junho de 2011
O caso do suco de uva
Morar com outra pessoa é uma coisa que proporciona momentos. No meu caso, o morador é do sexo masculino e, bom, meu namorado. Isso nem faz muita diferença hoje, mas é bom que vocês já fiquem sabendo porque, com certeza, a história que se segue não será a única do tipo aqui pelo blog e sempre precisamos saber com o que estamos lidando, né.
Ele - Que bom que você tomou o suco.
Eu - Não tomei.
Ele - Ué, cadê o suco então? - olhando pra geladeira.
Eu - Sei lá, só sei que não tomei suco nenhum.
Ele - Hm, nem eu.
Eu - Como assim? Não pode ter sumido. Você tomou o suco, admita.
Ele - Não tomei. Acho que você que tomou.
Eu - Meu, por que eu MENTIRIA sobre isso?!
Ele - É, realmente.
E ficamos um olhando pra cara do outro.
Uma das coisas sobre morar sozinho é a comprovação física de que as coisas não se movem sozinhas. Elas só mudarão drasticamente de lugar se você estiver envolvido no processo. Quando são várias pessoas na mesma casa, normalmente dá pra colocar a culpa do sumiço de coisas em alguém que não esteja presente no momento da discussão (todo mundo faz isso, não se engane). Só que quando é você e mais uma pessoa que sempre está junto com você na casa, simplesmente não dá pra fazer isso.
O resultado é que quando alguma coisa realmente desaparece nessas circunstâncias e os dois negam terem sido responsáveis pelo desaparecimento, o clima fica meio tenso: se não fui eu que tomei o suco, nem você, quem foi? O que pode ter acontecido a uma caixa de dois litros de suco de uva que até então estava entre nós e agora simplesmente sumiu?
Deixem seus palpites do que aconteceu nos comentários. Vamos ver se alguém acerta, no próximo post eu conto.
29 de maio de 2011
Cinco anos de blog!
O primeiro post do Cintia disse foi em maio de 2007. Sempre gostei muito desse blog e sigo gostando dele cada vez mais. É muito legal ver como ele cresceu e saber que sempre que eu quiser algum lugar para escrever ele estará aqui prontinho para uma "nova postagem".
Parabéns pra mim e pra vocês, meus leitores favoritos.
"
aniversários,
blog
26 de maio de 2011
Memorável
Em uma das minhas muitas idas ao supermercado, recentemente, eu estava me sentindo meio incomodada. Uma parte de mim tentava, silenciosamente, descobrir qual era o problema, enquanto outra simplesmente ignorava o que acontecia ao redor, concentrada na escolha de limões.
De canto de olho, avistei o motivo da minha inquietação passando de um lado pro outro das bancas de frutas, correndo como se a vida dele dependesse disso. O molequinho vestia uma camiseta verde e tinha aquela clássica cara de "vou tocar o terror nesse supermercado e ninguém vai me impedir a não ser que a minha mãe consiga me pegar".
Minha primeira reação foi tentar achar a mãe do cidadão. Ela não estava muito longe - apenas longe o suficiente para que sua prole da Tasmânia se sentisse fora de risco de bronca. Deu pra indentificar mãe do animalzinho certeiramente porque ela foi a única que, ao percerber uma agitação estranha no ambiente, só deu uma olhada pesarosa pro filho louco, virou as costas e continuou o que tava fazendo.
Olhei de volta pro moleque e ele tinha um carrinho em posse. Carrinho de supermercado comum: barulhento, grande, fora de controle. Claramente, o que aconteceu foi que ele saiu pilotando aquela arma dosinferno com toda a experiência e capacidade que se esperaria de uma pessoa daquela idade e tamanho. Bateu o carrinho em tudo que se encontrava em volta, forte.
A barulheira tava começando a ganhar mais intensidade quando de repente parou. Eu já tinha desistido de prestar atenção no que o menino tava fazendo porque não queria ser considerada cúmplice. Foi o silêncio súbito que chamou minha atenção de novo.
O velhinho uniformizado com as cores do supermercado, cabeça branca e um carrinho cheio de frutas frescas para repor (velhinho este que até então era só figurante na história) agora apontava pra cara do moleque, de pertinho. A mãe do menino se aproximou da cena rapidinho, mas não falou nada.
"- Você vai acabar se machucando e indo pro hospital se não parar de fazer baderna*. Não quero ouvir moleque nenhum chorando aqui", disse o velhinho mirando na ALMA do pivete. (*"baderna" sendo o termo mais provável que um vô usaria em português para dar bronca em crianças aleatórias. Minha vó também usa "anarquia").
A expressão no rosto do menino era impagável. Dava pra ver o cérebro dele gravando aquele episódio inteiro na pasta "Memórias Eternas". A mãe olhava pro velhinho com agradecimento nos olhos enquanto apertava o ombro do moleque com uma mão só.
O salvador da pátria falava meio baixo e por isso eu não ouvi o final do esculacho, mas no final, quando mãe e filho caminhavam em direção aos caixas, ouvi ela rosnar pro moleque: "Que vergonha que você me fez passar, sinceramente".
Sem dúvida, daqui a alguns anos esse menino estará por aí contando essa história pros amigos. Se não tiver virado serial killer de velhinhos funcionários de supermercados, obviamente.
Vocês já levaram bronca de um desconhecido? Me contem nos comentários!
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