21 de dezembro de 2010

A história do Natal (minha versão)

Maria tava lá concentrada, ocupadíssima com quaisquer que fossem os afazeres que uma mulher tinha no tempo dela. Cansada de fazer aquilo (?), ela resolveu sair para dar uma volta pela vizinhança. 

"- Ai, que saco ficar fazendo isso, vou dar uma volta pela vizinhança".

Levantou-se e saiu. Mal sabia ela o que a esperava lá fora.

BAM. Anjo Gabriel. Ela saiu e achou que tinha ficado cega instantaneamente. O primeiro pensamento dela  foi "pff, não deveria ter saído, saí e fiquei cega, essas coisas só acontecem comigo, mesmo, que mer...". Preparando-se para começar os xingamentos, percebeu que não estava realmente cega e agradeceu silenciosamente por seu cérebro ter trabalhado rápido o suficiente impedindo-a de xingar a mãe de algum desconhecido. Ela tava na frente de um anjo. 

- Uh-ham, pigarreou o anjo. Olá, Maria.
- Meldels, como você sabe o meu nome? 
- Bom, como você talvez possa perceber, eu meio que sou um anjo, sabe. Saber o seu nome é o mínimo que posso fazer.
- Claro, claro. Desculpa, é óbvio - suspirando de vergonha por estar fazendo papel de idiota na frente de uma entidade divina.
- Maisintão, Maria. As notícias que tô trazendo para você são bem mais surpreendentes que simplesmente saber o seu nome sem nunca termos nos falado antes. Você precisa estar preparada.  
- Nossa, isso vindo de um anjo é meio desesperador. Tipo, se um anjo tá falando que o negócio é de surpreender, eu só posso imaginar que...
- É, realmente. 

Estabeleceu-se um silêncio meio constrangedor. Gabriel ficou pensativo, lembrando de todas as coisas surpreendentes que já tinha visto na sua vida angelical, rindo-se. "- Tem umas coisas que só naquele céu de meu Deus mesmo, viu...". Maria o encarava, pasma. 

- Viu, desculpa interromper seu momentinho flashback, mas eu tô botando um ovo, aqui. 
- Opa, haha! Botando um ovo, Maria? O seu problema não vai ser assim tão absurdo, também. Relaxa. 
- Problema?! Assim tão absurdo?! Quer dizer que a sua notícia PODERIA ser a de que eu vou botar um ovo?
- Vindo de Deus, filha, poderia sim, viu. Ele tem uma imaginação que só Ele.

Maria só acreditava que não estava em alguma espécie de pegadinha porque Gabriel flutuava e brilhava muito - ela tinha noção da época que vivia e sabia que não havia tecnologia suficiente para tais efeitos especiais.

- Bom, acho que já deu pra fazer um mistério, né. Vou te dar a notícia.
- Sim, por favor me diga o que veio dizer. - ansiosa.
- Se bem que, tenho uma curiosidade antes, se não se importar. 
- Em que posição estou eu para me importar, né Seu Anjo. Que foi? - perguntou Maria, curiosa.

Gabriel ficou visivelmente envergonhado.

- Digamos que... hm, eu saiba do seu... relacionamento, sabe, com o José. O negócio vem de data, né?
- Com certeza. Aquele lá tá me enrolando há anos. - afirmou Maria, se perguntando onde o anjo estava querendo chegar.
- É né. Quer dizer, quando Deus me disse que eu devia vir aqui falar com você e tal, ele contou que vocês estão juntos faz tempo, mesmo. E na verdade, quando ele contou a notícia que eu deveria lhe passar, eu não achei nada demais, sinceramente. Bom, isso se não fosse pelo fato de que, hm, pelo menos lá nos nossos registros celestes...
- O quê? O que tem no registro celeste?
- Ah, consta que você e o José nunca... hm, como direi... 
- ...?
- Juro que estou tentando achar um jeito menos "anjo" de dizer isso, mas não estou conseguindo. Lá consta que você e o José nunca... consumaram os prazeres da carne. Sabe, afogar o ganso. Molhar o biscoito. Sei lá o que dizem hoje em dia.
- Credo, Gabriel. Afogar o ganso?! 
- Você entendeu!!

Maria respirou fundo.

- É, nunca fizemos nada, mesmo. Não por falta de tentativas dele, saiba você. Mas sabe como é, quero casar primeiro. 
- Entendo - o anjo ficou em silêncio por uns segundos, reflexivo. - É, então o negócio é bom mesmo. - concluiu ele, admirando Deus e sua perspicácia constante.
- Que negócio, como assim?
- Bom, Maria, a parada é a seguinte, minha filha: Deus mandou dizer que tá te presenteando com um filho. Tipo sei lá, amanhã. Basicamente, você vai ficar grávida do filho de Deus, o próprio. Até o nome já tá decidido: o bebê vai se chamar Jesus. 

A Maria ficou que não piscava. Não soltava uma palavra, só faltava babar. Gabriel se controlava para não rir, a cara dela tava engraçada.

- Fala alguma coisa, vai. Não posso ir embora assim.
- Olha. - disse Maria, recompondo-se. - Até que pra quem achava que a força de expressão botar um ovo ia de fato tornar-se realidade há uns minutos atrás, não tô tão mal. 
- Pff, você vai ter o filho de Deus, ow.
- É né. Vou surtar mesmo daqui uns cinco minutos, sem dúvida.
- Bom, recado dado, queridona. A gente se vê. Beijotchau.

E foi embora. 

Maria voltou para casa andando devagar. Precisava ter filmado aquilo, as pessoas não iam acreditar. Mas bom, quem mais tinha que saber, pelo menos por hora, era José. Pobre coitado, quando imaginaria?

Ele chegou para visitá-la como sempre fazia, no final da tarde. Percebeu logo que a mulher tava esquisita. 

- Que foi, hein, Maria? Você tá esquisita. 
- Ainda bem que você perguntou. Hoje eu fui dar uma volta pelo bairro e um anjo apareceu pra mim.
- Por que você foi dar uma volta no bairro? Quem faz isso? Só tem pedra aqui.
- José, por favor, esse não é ponto. Um ANJO apareceu para mim.
- Tá, e o que ele falou pra você ficar estranha assim?
- Disse que Deus vai me dar um filho cujo nome será Jesus, e que esse menino será o Filho de Deus! 
- Nossa. Assim?
- Assim.
- Então quer dizer que nós seremos os pais do Filho de Deus. Que responsabilidade, né?
- Pois é, José. Cheira o meu pé.
- Ahn?
- Haha! Ai, desculpa, amor. Devem ser os hormônios.

Nove meses se passaram.

- ESSA TERRA! Que que a gente tá fazendo aqui, José? Você não tem noção de NADA mesmo, né. Pelo amor do meu filhinho, viu. Literalmente.
- Maria, já disse que eu precisava vir pra Belém. Não tenho culpa que essa época do ano enche de turista aqui.
- Eu PRECISO sentar, José. Minha barriga tá pesando demais. Você já me fez andar de burro todo esse tempo, não estou passando bem. Nem para alugar um carro, você é muito mão de vaca. Sério, QUANTO a gente pagou nesse burro?
- Mulher, isso não importa, agora. Esse burro é quatro patas e duas orelhas. O melhor do mercado. E caso você não tenha percebido, eu estou batendo de porta em porta há mais de uma hora para tentar achar um lugar pra gente ficar só que ninguém tem vaga. O povo tá dormindo no chão, você viu.
- Horrível, inaceitável, realmente. 

Andaram mais. O calor era grande. De repente, meio longe do centro da cidade, avistaram uma estrebaria.

- Ó lá. Tem uma estrabaria que parece vazia, ali. Que acha? - perguntou José, esperançoso.
- Acho absurdo você sugerir dormirmos com os cavalos, José. Sinceramente.

Ploft. Estourou a bolsa de água da Maria.

- Ai Jesus (essa foi a primeira vez que a expressão foi utilizada na História), estourou minha bolsa!
- Que bolsa? Do que você está falando? Isso é hora de se preocupar com moda?
- Minha bolsa amniótica, José! Você não leu nenhuma página daquele livro sobre gravidez que eu te dei, né? Argh. Tô tendo o bebê, homem!! Vou parir a criança!
- !!
- Faz alguma coisa!!

Ele preparou uma cama improvisada com alguns panos que encontrou e foi ali que Jesus nasceu. O parto correu incrivelmente bem e Jesus era um bebezinho fofinhocuticuti.

- Como se sente, amor? - perguntou José mansamente, depois de limpar o bebê e ajudar Maria se recompor.
- Vou te contar que se tivesse botado aquele ovo a coisa teria sido mais simples, viu.



2 de dezembro de 2010

Querido Diário - pt.1 (o começo e os avós)

Achei o diário que eu escrevia quando tinha oito anos, semana passada. Numguentei e abri uma nova série aqui no blog para ele. Acompanhem:

25/12/1998

"Querido Diário: Hoje bem de noite 1:27 da manhã eu ganhei você. Bem foi 12:00 que eu ganhei, e as 1:27 que eu chegei em casa (...) Bom, vou acabar porque já é 1:30 da manhã".

25/12/1998

"Querido Diário: Sou eu de novo, mas agora eu já dormi.

Bom tenho novidades: Meu vô e a minha vó chegaram aqui em São Paulo muito bem, e vão ficar aqui por bastante tempo (...)".

25/12/1998

"Querido Diário: que seqcequência de horários, não?!

Meu pai está dormindo, minha mãe também. Estão cuidando de mim meu vô e a minha vó, eles já são velhos e não tem idéias, só os meus pais tem imaginação, bem não são eles, sou eu, mas meus avós tem preguiça de andar no SHOPPING sabe?

Mas apesar de tudo é bem legal ficar com eles! Minha vó é bem legal e bem divertida, ontem ela brincou com a gente de boneca. Meu vô já é mais calmo, mais dorminhoco, entende? (quetão)".

"Vô de dez em quando você é chato mas... (adesivo colado) preciso de você".

24 de novembro de 2010

Cintia responde (1ª edição)

Criei essa nova série no blog porque recebo muitas perguntas e, apesar de sempre chegarem umas repetidas, de vez em quando recebo perguntas ótimas (às vezes pela inteligência, às vezes pelo humor, às vezes pela originalidade e às vezes por tudo isso junto). É realmente legal respondê-las. 

A única desvantagem do Twitter e do Formspring (que são os meios pelos quais recebo as perguntas) é que ambos são muito imediatos. Eu respondo essas perguntas boas em meio a muitas outras e lá pelo fim do dia elas já não aparecem mais nas minhas páginas principais, ou seja - acabam caindo no esquecimento. 

Por isso resolvi que, de tempos em tempos, selecionarei as melhores perguntas recebidas e que as responderei aqui no blog, em forma de post. Assim, elas ficam arquivadas um pouco mais organizadamente e todo mundo que lê o blog (inclusive pessoas que não vão tão longe no mundo das redes sociais e preferem ler só o blog) pode ter acesso às pérolas que recebo diariamente.

Bom, vamolá.

Cintia para você o que realmente é felicidade? (por talitinhafs)

Taí uma das perguntas difíceis. Eu acho que os ingredientes para a felicidade mudam de acordo com as fases da vida. Tipo, eu tenho certeza que um pacote de balas do tamanho do que eu tenho ao meu lado nesse momento seria mais que suficiente para a minha felicidade eterna há uns quinze anos atrás. Se bem que tê-lo hoje em dia também me deixa muito feliz. Ou seja. 

Vc gosta do pessoal que da reply em seus tweets? (por nxtf)

Se eu dissesse que gosto pessoalmente de cada um que responde meus tweets estaria mentindo, uma vez que não conheço nem 5% das pessoas que me seguem por lá. Mas sim, gosto muito do fato de que costumam responder e interagir comigo. Escrever para ninguém é chato.

É possível se tornar fluente em inglês em 60 dias? (por Beto_Olegario)

Sinceramente? Não. Se o seu nível for extremamente básico, em dois meses e com MUITO esforço você notará uma considerável melhora - isso sim. Agora, a fluência em si exige anos de prática, não tem jeito.

Vc já ganhou alguma grana com seus vlogs? (por madjerwalace)

Depois que o Youtube ofereceu parceria, eu passei a ganhar uns centavos por causa dos anúncios que são colocados tanto no meu canal quanto nos próprios vídeos. Mas é merreca, mesmo. Ganha-se por quantidade de cliques, basicamente.

Quatro palavras aplicávies, ao mesmo tempo, ao CANADÁ e ao BRASIL. (por PayasoSalsichao)

Só consegui pensar em "grande". 

Adotaria um búfalo como animal de estimação? (por keevi_ )

Claro, búfalos são bichos tão práticos! 

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Espero que tenham gostado da idéia!


REGRAS ATUALIZADAS!

Pra participar, você pode mandar suas perguntas pelo Twitter, pelo Formspring e pelo Facebook. 

Respirem fundo porque agora eu vou explicar os detalhes. Prestenção hein, Brasil. São três opções:
  • Mandar pelo Formspring - Procedimento normal de mandar perguntas que você já conhece. Só não esqueça de colocar "#cintiadisse" no final. 
  • Mandar pelo Twitter - tweet normal + hashtag "#cintiadisse". Simples, rápido e fácil.
  • Mandar pelo Facebook - geralmente criarei tópicos de discussão na página para que as perguntas sejam postadas todas no mesmo lugar, mas caso você seja iluminado com uma pergunta em um dia aleatório, deixe-a no "mural" com a hashtag #cintiadisse.
Acho que já deu para entender mas vou falar de novo - não publicarei perguntas anônimas. Uma das idéias dessa minha idéia é idealizar a idealização (tá, mentira). Uma das idéias da coisa é justamente divulgar os meus queridos leitores e seguidores aqui no blog, deixando o linkzinho básico de cada um que for autor das perguntas selecionadas. 

Gostaria que fosse desnecessário acrescentar, mas infelizmente não é: perguntas ofensivas e de conteúdo estilo "mostra os peitinho" serão solenemente ignoradas, portanto evitem a fadiga.

Acho que é isso. Meu perfil no Twitter é ESSE, o do Formspring é ESSE e a página no Facebook é ESSA - se você não conhece os sites, vale a pena dar uma olhada para entender um pouco melhor sobre como funcionam. 


18 de novembro de 2010

Tia Sonia

Ela morde a minha bochecha. Forte. Desde sempre.

A tia Sonia também faz o único macarrão que eu realmente gosto de comer. Nem eu nem ela sabemos com certeza, mas achamos que ela é redatora, uma vez que produz e revisa textos. Meio que escreve livros também, na verdade. Independente do nome da profissão, o negócio é para ela que você tem que ligar quando tiver dúvidas de Língua Portuguesa. 

Quando eu era pequena e ainda morava em Florianópolis com meus pais, ela foi lá nos visitar. Se hoje em dia você pede para ela descrever a viagem, a palavra é uma só: "inferno". Ela conta que eu e o meu primo, no auge da nossa insuportavelzisse mirim, brigamos do momento em que nos vimos até o em que ela resolveu ligar para o aeroporto para tentar entrar no próximo vôo disponível de volta para São Paulo. 

Dessa história eu só lembro de ter lutado muito para conseguir os lápis de cor do meu primo (com sucesso) e da tia Sonia lendo gibi da Turma da Mônica todo dia para mim, antes de dormir. Ela mudava um pouco a voz, reproduzia as onomatopéias e lia as histórinhas até o final. Eu sempre ficava querendo mais.

Quando voltamos para São Paulo, dessa vez com uma quarta integrante na família também conhecida aqui no blog como "minha irmã", nos mudamos para o prédio em que a tia morava. Também entrei na escola em que meu primo estudava e de vez em quando íamos todos juntos a pé para a aula. No caminho, a tia contava  histórias do vô Eládio e parava numa loja de bijuterias comigo para ficarmos olhando a vitrine enquanto meu primo e a Stella disparavam na nossa frente. Foi num desses dias, na volta da escola, que o épico episódio "- Você veio de carro ou de Fusca, tio?" aconteceu - e a tia tava lá, rachando o bico da eterna falta de habilidade diplomática da minha irmã. 

Também foi nessa época que ela me deu meu primeiro diário. Escrevi nele religiosamente até as últimas páginas e acredito que foi nesse período que descobri que gostava de escrever. 

Dois anos depois, o primeiro livro do Harry Potter foi lançado. A tia comprou logo e assim que terminou de ler, emprestou pra mim. Meus pais e eu devoramos cada página (Harry Potter foi o primeiro livro que li com gosto) e ao terminar estava oficialmente viciada na série que nos faria repetir o processo mais seis vezes. Conforme os filmes foram sendo lançados, mesma coisa. Assim que a tia ouvia que o filme começaria a ser exibido no Brasil, ligava para minha mãe para tentarmos combinar de ir ao cinema todos juntos.

A tia Sonia me apresentou à Agatha Christie, Friends e à Victoria's Secret. Me ensinou o uso correto dos "porquês", discutiu crase, sujeito e predicado comigo por horas no telefone. Já foi chata comigo e eu já fui chata com ela. Pacientemente, me ouviu reclamar sobre os mais variados assuntos, nas mais variadas horas. Já me contou histórias inacreditáveis sobre a nossa família e já levantou cedo comigo para irmos caminhar na praia. Me ligou uma vez pedindo opinião sobre um texto que ela tinha escrito e sempre termina nossas conversas me mandando dizer coisas do gênero "amo muito você, titia, você é a luz do meu viver, o sol do amanhecer".

Ela é leitora VIP desse blog. De tempos em tempos, nos ligamos seja via telefone ou Skype e ela lê os textos daqui em voz alta para mim. Ri, acha uns erros que deixei passar, se atrapalha com o computador "- Cíntia, mas como eu volto naquela página?! Alguém vem ver aqui pra mim!", conta histórias parecidas que aconteceram com ela, diz que só vai ler mais um, dá umas travadas nos meus neologismos, diz que estou escrevendo muito bem e ri mais. A tia Sonia se diverte com as coisas que escrevo de uma maneira tão recompensadora que tem vezes que eu já escrevo pensando na reação dela. 

Essa semana ela foi ao médico. Ele disse pra ela a pior coisa que um médico pode dizer para uma pessoa. Ele disse que as notícias não eram boas. O médico disse que ela está doente. 

A tia Sonia está doente. 

Ela vai passar por uma cirurgia extremamente séria em breve e essa categoria de cirurgia "extremamente séria" é o que é. Assustadora e intimidante.

Apesar de já ter conversado com você, tia, eu achei que escrever seria a melhor maneira de expressar tudo que passou pela minha cabeça quando soube que você está doente. Pensando sobre essas coisas que coloquei no texto e lembrando das muitas outras histórias que temos para contar foi que percebi o quanto você realmente me influenciou desde quando eu era um cotoco de gente que só sabia dar ordens. Você foi uma grande subsidiária para o desenvolvimento de talentos que sempre estiveram dentro mim e que hoje considero tão valiosos. 

Quero que você saiba que vai dar tudo certo. Os planos de Deus são exatamente como devem ser, e você sabe disso melhor que eu. Você é forte e está nas mãos de ótimos médicos. Vai ficar tudo bem.

Eu te amo muito (titia-linda-do-meu-coração-razão-do-meu-existir)

Um beijo, 

Cintia Bala.

14 de novembro de 2010

Enquanto isso, no McDonald's:

Big Mac esgotado.

Quem acredita que o mundo acaba em 2012 acaba de ganhar mais um argumento, viu.