18 de novembro de 2010

Tia Sonia

Ela morde a minha bochecha. Forte. Desde sempre.

A tia Sonia também faz o único macarrão que eu realmente gosto de comer. Nem eu nem ela sabemos com certeza, mas achamos que ela é redatora, uma vez que produz e revisa textos. Meio que escreve livros também, na verdade. Independente do nome da profissão, o negócio é para ela que você tem que ligar quando tiver dúvidas de Língua Portuguesa. 

Quando eu era pequena e ainda morava em Florianópolis com meus pais, ela foi lá nos visitar. Se hoje em dia você pede para ela descrever a viagem, a palavra é uma só: "inferno". Ela conta que eu e o meu primo, no auge da nossa insuportavelzisse mirim, brigamos do momento em que nos vimos até o em que ela resolveu ligar para o aeroporto para tentar entrar no próximo vôo disponível de volta para São Paulo. 

Dessa história eu só lembro de ter lutado muito para conseguir os lápis de cor do meu primo (com sucesso) e da tia Sonia lendo gibi da Turma da Mônica todo dia para mim, antes de dormir. Ela mudava um pouco a voz, reproduzia as onomatopéias e lia as histórinhas até o final. Eu sempre ficava querendo mais.

Quando voltamos para São Paulo, dessa vez com uma quarta integrante na família também conhecida aqui no blog como "minha irmã", nos mudamos para o prédio em que a tia morava. Também entrei na escola em que meu primo estudava e de vez em quando íamos todos juntos a pé para a aula. No caminho, a tia contava  histórias do vô Eládio e parava numa loja de bijuterias comigo para ficarmos olhando a vitrine enquanto meu primo e a Stella disparavam na nossa frente. Foi num desses dias, na volta da escola, que o épico episódio "- Você veio de carro ou de Fusca, tio?" aconteceu - e a tia tava lá, rachando o bico da eterna falta de habilidade diplomática da minha irmã. 

Também foi nessa época que ela me deu meu primeiro diário. Escrevi nele religiosamente até as últimas páginas e acredito que foi nesse período que descobri que gostava de escrever. 

Dois anos depois, o primeiro livro do Harry Potter foi lançado. A tia comprou logo e assim que terminou de ler, emprestou pra mim. Meus pais e eu devoramos cada página (Harry Potter foi o primeiro livro que li com gosto) e ao terminar estava oficialmente viciada na série que nos faria repetir o processo mais seis vezes. Conforme os filmes foram sendo lançados, mesma coisa. Assim que a tia ouvia que o filme começaria a ser exibido no Brasil, ligava para minha mãe para tentarmos combinar de ir ao cinema todos juntos.

A tia Sonia me apresentou à Agatha Christie, Friends e à Victoria's Secret. Me ensinou o uso correto dos "porquês", discutiu crase, sujeito e predicado comigo por horas no telefone. Já foi chata comigo e eu já fui chata com ela. Pacientemente, me ouviu reclamar sobre os mais variados assuntos, nas mais variadas horas. Já me contou histórias inacreditáveis sobre a nossa família e já levantou cedo comigo para irmos caminhar na praia. Me ligou uma vez pedindo opinião sobre um texto que ela tinha escrito e sempre termina nossas conversas me mandando dizer coisas do gênero "amo muito você, titia, você é a luz do meu viver, o sol do amanhecer".

Ela é leitora VIP desse blog. De tempos em tempos, nos ligamos seja via telefone ou Skype e ela lê os textos daqui em voz alta para mim. Ri, acha uns erros que deixei passar, se atrapalha com o computador "- Cíntia, mas como eu volto naquela página?! Alguém vem ver aqui pra mim!", conta histórias parecidas que aconteceram com ela, diz que só vai ler mais um, dá umas travadas nos meus neologismos, diz que estou escrevendo muito bem e ri mais. A tia Sonia se diverte com as coisas que escrevo de uma maneira tão recompensadora que tem vezes que eu já escrevo pensando na reação dela. 

Essa semana ela foi ao médico. Ele disse pra ela a pior coisa que um médico pode dizer para uma pessoa. Ele disse que as notícias não eram boas. O médico disse que ela está doente. 

A tia Sonia está doente. 

Ela vai passar por uma cirurgia extremamente séria em breve e essa categoria de cirurgia "extremamente séria" é o que é. Assustadora e intimidante.

Apesar de já ter conversado com você, tia, eu achei que escrever seria a melhor maneira de expressar tudo que passou pela minha cabeça quando soube que você está doente. Pensando sobre essas coisas que coloquei no texto e lembrando das muitas outras histórias que temos para contar foi que percebi o quanto você realmente me influenciou desde quando eu era um cotoco de gente que só sabia dar ordens. Você foi uma grande subsidiária para o desenvolvimento de talentos que sempre estiveram dentro mim e que hoje considero tão valiosos. 

Quero que você saiba que vai dar tudo certo. Os planos de Deus são exatamente como devem ser, e você sabe disso melhor que eu. Você é forte e está nas mãos de ótimos médicos. Vai ficar tudo bem.

Eu te amo muito (titia-linda-do-meu-coração-razão-do-meu-existir)

Um beijo, 

Cintia Bala.

14 de novembro de 2010

Enquanto isso, no McDonald's:

Big Mac esgotado.

Quem acredita que o mundo acaba em 2012 acaba de ganhar mais um argumento, viu.

3 de novembro de 2010

Interpretação de Texto

Esse negócio de internet não é fácil. Lidar com pessoas na internet, então - benzadeus.

Essa semana o bafão do twitter foi o tópico "preconceito". Uma fulana resolveu escrever uma frase xingando nordestino e o negócio ficou feio. No tweet ela dizia que nordestino não servia para nada porque elegeram a Dilma como presidente e por isso mereciam morrer. Particularidades políticas a parte (não votei na Dilma mas, diferente de muita gente entendo e aceito que ela venceu porque a maioria decidiu assim), a reação que essa história causou foi no mínimo impressionante. Saiu em jornal, as pessoas se mobilizaram, a menina sofreu ameaças e no fim pediu desculpas. 

Pessoas reagem - e isso é uma faca de dois gumes porque às vezes elas têm motivo, mas às vezes não. Quando o caso é o como esse que citei acima, acho que não há nada mais aceitável do que protestar e buscar um certo nível de justiça. Agora, quando o problema é interpretação de texto, me irrito profundamente. 

A palavra preconceito, por exemplo. Por definição, segundo o dicionário Michaelis, significa:

pre.con.cei.to sm (preconceito)


1. Conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados. 2. Opinião ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência ou razão. 3. Superstição que obriga a certos atos ou impede que eles se pratiquem. 4. Sociol Atitude emocionalmente condicionada, baseada em crença, opinião ou generalização, determinando simpatia ou antipatia para com indivíduos ou grupos. P. de classe: atitudes discriminatórias incondicionadas contra pessoas de outra classe social. P. racial: manifestação hostil ou desprezo contra indivíduos ou povos de outras raças. P. religioso: intolerância manifesta contra indivíduos ou grupos que seguem outras religiões.

Só que definição de dicionário e nada, né. Aquela coisa. Na vida real o negócio costuma funcionar da seguinte maneira: falou mal é preconceituoso. Ponto.

Mas calma lá, gentem. Não é bem assim.

Eu me considero uma pessoa que sabe lidar bem com palavras - não pelo fato de ter estudado sobre isso, aliás, NÃO pelo fato de ter estudado sobre isso, mas simplesmente por gostar. Quando escrevo um texto, seja ele sobre o que for, escolho as palavras cuidadosamente para ter certeza de que estou me expressando da melhor maneira possível - e gosto de fazer isso.

Quando escrevo, sei que por decreto estou sujeita à interpretações e que por mais que passe horas tentando me expressar corretamente por meio das palavras mais apropriadas que consiga escolher, alguém me interpretará erroneamente. Isso acontece com todo mundo que se predispõe a passar algum tipo de mensagem e, infelizmente, é inevitável.

Particularmente, observo os erros de interpretação das coisas que escrevo com cada vez mais frequência - e não porque estou desaprendendo a escrever, mas porque mais gente têm lido meus textos. E não dá para escapar, quanto mais gente, maior a probabilidade de dar merda. 

Só que é muito fácil ofender as pessoas. Mesmo sem conhecer o alvo de ataque pessoalmente, existem algumas palavras que são infalíveis e funcionam tipo um gatilho. 

No último texto, falei de uma gorda fedida. A história realmente aconteceu e a mulher realmente era gorda. Não passou nem uma hora da postagem do texto, já tinha gente dizendo que eu sou preconceituosa. 

Na hora que li aquilo, pensei "ih, pronto". 

Sinto informar-lhes mas dizer que uma gorda estava fedendo insuportavelmente no ônibus não é preconceito. Preconceito seria se eu tivesse dito que todos os gordos fedem e basta reler o texto para confirmar que esse não foi o caso.

Mas se isso ainda não é explicação suficiente, detalhar-me-ei (futuro mais que perfeito é só para quem pode, sou chique).  Ainda lembram da definição da palavra "preconceito", lá do começo do texto? Não, né. Vamos de novo então, com os devidos comentários.

1. Conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados. 
Nem o tamanho da mulher nem o cheiro foram conceitos formados antes de eu ter conhecimento adequado.

2. Opinião ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência ou razão.
O sentimento com certeza foi desfavorável, mas definitivamente não foi concebido independente de experiência.

3. Superstição que obriga a certos atos ou impede que eles se pratiquem.
O único ato que eu fui obrigada a realizar foi parar de respirar, isso, porém, não a impediu de continuar  fedendo.

4. Sociol Atitude emocionalmente condicionada, baseada em crença, opinião ou generalização, determinando simpatia ou antipatia para com indivíduos ou grupos. 
Minha atitude foi narizalmente condicionada, sem maiores embasamentos. A antipatia pela indivídua foi gerada pelo o único e exclusivo fato dela ter agredido minha paz respiratória. 

P. de classe: atitudes discriminatórias incondicionadas contra pessoas de outra classe social. 
Não sei se a mulher era rica ou pobre e nem mencionei isso no texto. 

P. racial: manifestação hostil ou desprezo contra indivíduos ou povos de outras raças. 
Não lembro de que cor a mulher era já que a única cor que eu enxergava era verde musgo, que foi a cor que o ambiente inteiro ficou depois que ela chegou.

P. religioso: intolerância manifesta contra indivíduos ou grupos que seguem outras religiões.
Nem o diabo deve ter tamanha capacidade fendetística, sinceramente.

Bom.

Não nego que as palavras usadas no texto tenham sido meio agressivas, mas olha - palavras tão ruins ou piores teriam sido usadas da mesma maneira se a pessoa detentora do fedor no ônibus fosse magra, podem ter certeza.

O que quero que entendam de uma vez por todas é que as interpretações de vocês podem não estar completamente corretas sobre tudo, o tempo todo. E que antes de sair por aí pregando cartazes pela rua sobre como eu sou uma pessoa terrível que deveria morrer queimada em praça pública por ser tremendamente preconceituosa contra gordos injustiçados, vocês precisam se certificar de que estão corretos no que afirmam.

Mesmo porque, pessoal, na semana seguinte à do ocorrido da gorda fedida, eu tive o imenso prazer de estar no mesmo ambiente que o dono dos pés mais fedorentos do universo estava. E adivinhem só, ele era mais magro que pau de vira tripa.

Moral da história - Estudem Interpretação de Texto e tomem banho diariamente.


19 de outubro de 2010

Luta pela sobrevivência

Cheia de sacolas, uma mochila pesando novecentos e trinta e sete quilos por causa dos cinquenta e nove mil livros, um guarda-chuva que dava bem para proteger o mundo inteiro de um segundo dilúvio, fones de ouvido que enroscavam em todas as alças de todas as coisas que possuiam alças e, por último mas não menos importante, com um humor não muito receptivo ao inferno que se decorreria a seguir, lá estava eu, finalmente acomodada no transporte público. 

Estava tudo no meu colo, com exceção da sacola de compras que repousava ao meu lado, ultrapassando o limite do meu assento em um centímetro e doze milésimos. A música estava no último volume e minha expressão era a básica "não me irrite porque eu sou capaz de realmente te morder". Ao longe, avisto o hipopótamo.

Rindo alto, se apoiando na catraca, muito divertido ser amiga do motorista do transporte público. Ignoro, quem sabe se ela perceber que esse lugar em que me encontro é um buraco negro, ela fica longe. 

O papo tá bom mas tenho que ir depois, ela passa a catraca e quer sentar do meu lado, óbvio. Evito o contato ocular, confiando nas habilidades da minha Capa de Invisibilidade imaginária. Longos e tensos segundos se passam. Ela abaixa, certificando-se de que se encontrava no mesmo nível olhístico que eu e balbucia alguma coisa sobre sentar-se alí.

Esbarra em tudo que eu estava carregando e senta, já cumprimentando o infeliz que estava sentado na minha frente. 

- Nossa, mas eu conheço todo mundo nesse ônibus! (...)

Todo mundo menos eu, o Ceifador da Morte. Desintegre-se e acabe com essa agonia que você chama de vida. Argh.

(...) - Que você tá fazendo? 

Que será que ele tava fazendo né, pessoal. Malabares?

Algumas paradas depois, o animal repete todo o processo esbarracional para levantar-se e ir fazer mais amigos fora do ônibus, lá no quinto dos infernos.

Mas não acabou.

Mal tinha tido tempo para concluir o quanto eu gosto da minha própria companhia silenciosa, eis que surge a coisa mais gorda com poderes auto-locomotivos que você já teve o desprazer de imaginar na vida. Passa pela catraca e movimenta-se rolandamente direto para o meu lado. Senta-se esmagando até meus pensamentos homicidas com aquela massa planetária de teor gorduroso maior do que o do próprio óleo que também atende por bunda gigantesca. 

Mas o diâmetro bundal não era desgraça suficiente. O cheiro, minha gente. Ela fedia todos os odores que existem para serem fedidos. Era uma batalha perdida. Fiquei ali por um tempo, na esperança de que conseguiria vencê-la pelo cansaço (leia-se incomodá-la com a minha existência ocupando o espaço que suas banhas insistentemente tentavam dominar) - só que aí lembrei que gente que carrega mais de trezentas e vinte e cinco toneladas nos pés diariamente não perde a paciência fácil, especialmente se estiver sentada. Sobreviver àquela situação era preciso e fazer todo o esforço que ajeitar minhas bagagens para me levantar  era uma atitude requereria que deveria ser tomada imediatamente. Bati as sacolas nas cabeças de tudo quanto era criança remelenta e me mudei um pouco mais para perto das portas. Tive que ficar em pé durante o resto do caminho todo e tolerar as brisas do fedor alheio sempre que o ônibus virava para esquerda. 

Porque a gente morre asfixiado com o fedor alheio mas não morre sem lutar. 

11 de outubro de 2010

Dia das Crianças

Aí que chega o Dia das Crianças e todo mundo fica super nostálgico, lembrando de todas as maravilhas de seus tempos de infância, afirmando federalmente que aqueles sim eram os bons tempos. Só que gente, prestenção. Vocês tão com uma memória muito curta e seletiva - ser criança é uma coisa frustrante e não é à toa que passamos praticamente a infância toda querendo crescer logo. Acompanhem:

Não poder nem chegar perto da sobremesa antes de almoçar.
Quantas não foram as vezes em que enchemos o saco de nossos pais, choramos e fizemos drama por não poder tomar sorvete antes do almoço, não é mesmo? Essa regra sempre foi uma chatice gigantesca e os argumentos tipo "- mas mãe, eu VOU comer a comida também!" nunca funcionavam. Definitivamente, poder comer sobremesa antes do almoço sempre foi um dos grandes motivos que me faziam querer crescer mais rápido.

Lidar com "Não posso falar isso porque tem criança na sala".
Argh, queria morrer todas as vezes que falavam isso perto de mim. Na minha casa sempre tinha visita e mais cedo ou mais tarde essa maldita frase saía. Para mim sempre soou tipo "bem que eu gostaria de falar abertamente sobre o assunto, mas esse encosto em forma de miniatura humana está aqui, então outra hora eu te conto". Como se o fulano não soubesse que a criança está ali do lado e se sentirá tão constrangida por existir como se alguém fizesse a mesma coisa com ele. Não sei se eles acham que estão preservando nossa inocência ao evitar um assunto falando essa específica frase, mas o que eu posso dizer é que pelo menos no meu caso, cada vez que o negócio era comigo a minha inocência se dissolvia um pouco mais junto ao ácido sulfúrico que eu desejava ter para jogar na cara de quem estava querendo bancar o adultão

Esperar uma hora depois de comer para poder entrar na piscina.
Todo mundo sabe não tem problema nenhum entrar na água depois de comer e que essa história só é contada até hoje porque, na verdade, nada mais é do que uma das mais famosas desculpas que os primeiros pais da História inventaram para poderem ficar conversando durante mais um tempinho antes de terem que ir se preocupar com seus filhos morrendo afogados. 

Não ter controle sobre seu próprio cabelo.
Pouquíssimas são as pessoas que depois de adultas têm orgulho das fotos de tempo de criança. Eu não sei por qual inexplicável motivo nossos pais optam por nos dar cortes de cabelo tão horríveis quando somos crianças, mas acontece e existem provas. Pior de tudo é que só descobrimos o quão ridículos nós éramos depois que crescemos, mesmo. É só vendo as fotos hoje em dia que você finalmente entende porquê o menino da sétima série não te dava muita bola - na época não fazia sentido. Se não era o seu cabelo, era o óculos ou alguma outra coisa muito absurda pela qual você e seus poucos anos não eram responsáveis.

Ir dormir cedo.
Não é nem a questão de ir dormir cedo em si, mas a tensão de estar chegando determinada hora e você começar a contar os minutos de liberdade que ainda lhe restam. Aí chega a hora só que ninguém parece se lembrar de te mandar para cama. Você fica feliz mas ao mesmo tempo não pode demonstrar muita emoção porque não quer que eles lembrem que você está ali ilegalmente. Aquela sensação de clandestinidade lhe corrói por dentro a cada minuto extra que se passa porque enquanto você está tentando ser invisível porque você sabe que a qualquer minuto que alguém vai chegar e te mandar dormir - e com mais urgência porque você "já devia estar na cama!". 

Ter seus problemas totalmente subestimados.
Problema de criança nunca é considerado problema de verdade porque eles "são felizes e não sabem", "não têm nenhuma responsabilidade que não seja a escola" etc. Só que a gente nunca pára para pensar que os problemas deles são os maiores que eles já tiveram e portanto tão estressantes para eles como os nossos são para a gente. Escola é uma das fases mais difíceis da nossa vida - todo mundo fala que é na escola que a gente termina de desenvolver nosso caráter e nossa personalidade e é mesmo. Agora pensa: se quando alguém aponta um defeito que precisa ser consertado na sua personalidade você já fica todo ofendido, sabendo como seria difícil se acostumar a agir de modo diferente sobre determinada coisa, imagina como não é o processo de construir o troço inteiro com seis anos de idade, sofrendo as consequências de todas as decisões erradas pela primeira vez. Tenso, né.


Resumindo:

Ser criança é ter todos os problemas do mundo e ser obrigado a lidar com eles tendo um cabelo tosco.

Parabenize suas crianças.