Muita gente que alega não gostar de acordar cedo diz que embora não lhes agrade, a rotina os acaba fazendo se acostumar e, por isso, acordam cedo até nos finais de semana.
No meu caso, o horário de acordar para ir para a escola sempre foi em torno das sete da (madrugada) manhã. Ia dormir às onze da noite e ótimo, oito saudáveis e suficientes horas de sono. Aí eu entrei na faculdade, né. Para resumir a história, no último ano da graduação, se eu dormisse três horas por noite era muito.
Pergunta: Com base nas afirmações do parágrafo acima, em qual dos dois períodos era simplesmente impossível acordar antes das duas da tarde nos finais de semana? Escolar ou universitário?
Em ambos, sem dúvida. Sempre achei inútil acordar cedo em dias que se pode dormir, além de ficar muito brava quando crianças chorantes ou o tiozinho do biju com aquela matraca proveniente dusinferno passavam na frente da minha casa, com o único e exclusivo objetivo de me acordar.
E assim, quando as pessoas descobrem sobre meus hábitos de sono, meldels - revolta, fúria e indignação transbordam suas veias.
"- Nossa, credo! Assim você não aproveita o dia!", todas as vezes.
"- Ah é? E o que você faz de domingo de manhã? Globo Rural?" - sim, eu defendo meus direitos soníferos.
Ao responder, os matutinos gaguejam e nunca me convencem. Não há motivo para acordar cedo num domingo. É chato, demasiadamente silencioso (afinal o barulho todo só acontece enquanto você tenta dormir) e ninguém mais no universo está acordado.
Esses últimos tempos, não tenho tido necessidade alguma de acordar cedo. É bom, mas me faz perder a noção. Acordo às sete da noite e vou dormir às onze da manhã. De vez em quando saio na rua lá pelas oito da manhã sem nenhuma perspectiva de sono, só para me sentir um pouco mais normal, fingindo que acabei de acordar.
Independente disso, sábados, domingos e feriados foram feitos para serem dormidos. Apóio as saídas com os amigos e o conceito "aproveitar o dia", mas nove da manhã no final de semana simplesmente não faz parte da categoria dia.