Desde aquele dia em que o Google colocou Pac-Man na página oficial devido ao aniversário de trinta anos do jogo, eu sou uma pessoa mais frustrada nessa vida.
Eu tinha esquecido do quão desesperador aquele joguinho é. A trilha sonora, então - tem o poder de te deixar irritado em níveis indiretamente proporcionais às vezes que você, de fato, ganha. (E como eu nunca ganhei naquela merda e sempre insisto inúmeras vezes, dá para imaginar a fúria, né?)
Minha consideração final como pessoa adulta jogando Pac-Man é que o jogo potencializa a capacidade homicida de qualquer cerumano. O prazer que dá ao assassinar aqueles fantasminhas do capeta é uma sensação que simplesmente não dá para explicar. Isso, somado ao ódio que se sente quando eles te alcançam é, sem dúvida, a razão pela qual pelo menos 50% das mortes do mundo acontecem.
Estudos apontam que nas últimas três décadas, todos os serial-killers que foram capturados e entrevistados pelos chefes de investigação nos Estados Unidos responderam que estavam jogando Pac-Man antes de saírem de casa nos dias em que assassinaram suas vítimas*.
Então, vocês pais e mães preocupados com os jogos 3D violentos, cheios de sangue e pancadaria dos dias de hoje - abram os olhos. O tipo de jogo que deve ser foco de atenção é outro.
*É mentira, mas caso você tenha acreditado, agradeço por concordar, ainda que por um instante, que poderia ser verdade.

