Na arrumação do meu quarto, que se encontrava naquela situação não muito agradável de pós-festas-de-fim-de-ano, achei diversos daqueles papéizinhos com os causos familiares anotados. Obviamente eles não possuem conexão entre si, como já era de se esperar.
Caso Um - Rebelde sem causa
Estávamos nós no carro, cada um mergulhado em suas respectivas reflexões. De repente, paramos no farol.
Meu pai - Nossa, olha o que esse cara fez no carro! Será que ele gostou disso? Bom, eu não acredito que tenha gostado. Eu acho que ele colocou e se arrependeu depois, e...
Eu - PAI, sabe o que você faz? Escreve uma tese sobre isso.
Nossa, gente, ele falava sem pausa. Essa pontuação que eu coloquei aí foi só para facilitar a leitura, porque na realidade ela não existiu.
Caso Dois - Dia 12 de novembro.
[...]
Minha irmã - É dia 12 de novembro, né?
Eu - Não, 10 e 11 de novembro.
Minha irmã - Ai! Já passou!! Outubro?!
Eu - Novembro.
Minha irmã - Aaaaaahh!! Eu sabia que tinha alguma coisa dia 12.
Caso Três - Tal filha, tal mãe.
Eu estava na sala sozinha, assistindo televisão. Passa minha mãe subindo a escada.
Minha mãe - Nossa, esse filme é horrível.
Eu - Não é filme, mãe, é série.
Minha mãe - É, teve um dia que eu tava assistindo esse filme, e nossa, arrancaram a cabeça do cara!
Eu - Mãe, é série.
Minha mãe, já lá no quarto dela - É, tira desse filme, Cíntia.
Caso Quatro - Feliz Ano Novo
Depois do jantar, familia conversando sobre amenidades. Entre as mulheres, cada uma em um canto da mesa, o assunto era 'Cães'.
Minha tia, para a minha mãe, sobre o nosso cão - Escuta, você escova o dente dela?
Minha irmã - Tia, você perguntou a mesma coisa no Natal.
Minha tia - E daí?! A boca é minha e eu pergunto o que eu quiser.