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10 de setembro de 2012

Enquanto isso, no Skype

Contexto: toda vez que dava qualquer-q-u-a-l-q-u-e-r-qual,quer,q/u/a/l/q/u/e/r problema nos computadores da casa, meu pai colocava a culpa em mim, especificamente por eu ter instalado o MSN uma vez em 2005, quando o computador ainda ficava no quartinho lá embaixo. Travava a internet? "A Cíntia que instalou essa merda desse MSN aqui". Cavalo de Tróia? "Também, a Cíntia instalou esse MSN aqui aí já viu". Acabou a bateria do computador? "Depois que a Cíntia instalou esse MSN aqui nada mais funciona!!". O computador não liga porque fio não tá na tomada? "Cíntia, VEM DESINSTALAR ESSA MERDA DESSE MSN". 

Aí hoje, estávamos todos reunidos no Skype e o microfone da minha irmã não tava funcionando. Eu consegui resolver o problema e, enquanto minha irmã explicava que instalou a nova versão do Windows...

Meu pai: Ah, então deve ter sido por isso que o microfone parou de funcionar!
Eu: Na verdade acho que foi o MSN que eu instalei.

Silêncio seguido por risos meus e de minha irmã.

Meu pai: É porque você não tá aqui, senão eu dava um MSN na sua oreia

5 de abril de 2012

Inglaterrino?

Meu querido ser hermano resolveu vir aqui pra Toronto, visitar por duas semanas. E o que acontece é mais ou menos isso:

Minha irmã - Nossa Cintia, olha o sapato daquela mulher! (era horrível)
Eu - Credo, que coisa horrível!
Minha irmã - Deve ser da Inglaterra.
Eu - Da Inglaterra?? Como você sabe?
Minha irmã - Ah, o cara que tá com ela tem jeito de inglaterrano. Inglaterrino. Inglaterro?

...


2 de março de 2012

5 motivos para não fazer piercing no umbigo

Supondo que eu tivesse uma irmã mais nova e que essa irmã hipoteticamente me consultasse sobre a teórica possibilidade de fazer um piercing no umbigo, eu possivelmente passaria horas tentando convencê-la de não fazer. Se isso tudo fosse realmente verdade, eu dificilmente me sentiria satisfeita em apenas falar sobre os motivos pelos quais uma pessoa não deve fazer piercing no corpo em pleno século 21, e definitivamente escreveria um texto listando tais motivos.

1 - Dor desnecessária

Não só deve doer muito na hora (sabe, a hora em que um desconhecido fura a sua pele com um gigante e amedrontador negócio de metal), como também deve doer demais até que a cicatrização finalize. Quando eu furei a orelha, mal podia encostar na área sem sentir uma dor aguda que se propagava pelo corpo inteiro. Não consigo nem imaginar quantas vezes pior um furo na barriga seria. Isso porque não estou nem considerando a terrível possibilidade do troço inflamar - meia imagem do Google Images já é suficiente pra explicar a nojeira.

2 - Visual porco em caso de engordamento

Mais deplorável que barriga gorda com piercing, só barriga gorda com piercing e tatuagem de borboleta com tribal.

3 - Cicatriz tosca

Quando você finalmente descobrir o quão absurda foi a sua decisão de fazer um pílce ("piercing" na língua de quem tem piercing no umbigo), uma cicatriz impiedosa se formará no local em uma sádica solidificação da sua tosquice. Nunca mais vai dar pra negar o fato de que -um dia- você fez parte de uma sociedade paralela que furava o umbigo por livre e espontânea vontade.

4 - Se é pra voltar no tempo, melhor se concentrar em construir uma máquina

Piercing no umbigo era visto como aceitável pelo senso comum em um mundo em que a Britney era magra e dançava (praticamente outra era). Hoje em dia, a grande maioria das pessoas que têm piercing pode ser dividida em dois grupos: as que fizeram quando ainda era moda em 2001 e as que trabalham na... noite. Ignorando o segundo grupo porque esse é um blog de família, se o desejo é reviver os anos passados, vamos direcionar nossas forças ao progresso tecnológico e quem sabe construir uma máquina do tempo. 

5 - É brega

Além de piercing ser uma coisa que simplesmente já não orna mais com pessoas de modo geral, não tem jeito de fazer um piercing de umbigo parecer, de fato, bonito. 

você daqui a vinte anos

Observação exclusiva para minha irmã, caso eventualmente ela por acaso venha a talvez pensar em colocar um piercing no umbigo: o pai já disse mais de uma vez que se a gente fizer qualquer coisa desse tipo nos nossos respectivos corpos, ele FARÁ IGUAL. O >>>pai<<< de PIERCING NO U-M-B-I-G-O. Socorro.

COMUNICADO AOS COMENTADORES REVOLTADOS

Esse texto foi escrito num contexto pessoal e, como dito no primeiro parágrafo, totalmente voltado pra minha irmã, como muitos parecem estar esquecendo de levar em consideração ao deixar comentários nervosíssimos aqui me acusando de ser a pessoa mais preconceituosa da face da Terra internética. 

Se é a sua primeira vez aqui no blog, desenvolva um senso de humor. Eu entendo que muitos defensores do uso pilcístico provavelmente tem piercings e talvez tenham perdido parte do cérebro no processo do furo no umbigo, mas gente, calma. Nesse post, as generalizações e "exageros" são só uma versão caricata da minha opinião. Eu faço isso aqui, às vezes. Sabem aquela coisa de efeito cômico, piada? Tipo isso. A verdade é que cada um faz o que quiser com sua própria barriga e minha opinião não é ataque ao clube do pílce, é só a minha opinião (que por sinal não vai mudar com vocês me chamando de gorda invejosa nos comentários).

Tudo isso pra avisar que não vou mais aceitar comentários ignorantes de gente tentando me ofender aqui. Eles não acrescentam nada pra ninguém, simplesmente. Aproveitem seus respectivos piercings e sigam suas respectivas vidas assombradas eternamente pela sombra furada dos seus respectivos umbigos. Beijos não pilcinhados pra todos vocês, parem de me xingar. 

20 de dezembro de 2011

Enquanto isso, meu pai no Facebook

"Gente... Tenho lido muita coisa aqui, e percebo a preocupação de muitos em colocar pensamentos e idéias construtivas. Indo nessa mesma filosofia, quero deixar um pensamento profundo e muito útil a todos: 'O IMPORTANTE É O PRINCIPAL, O RESTO É SECUNDÁRIO'. Boa semana."

16 de fevereiro de 2011

Cirurgia da tia Sonia

Lembram da minha tia Sonia?

Pois é, hoje está sendo a cirurgia dela. Liguei lá hoje mais cedo e ela me disse que tava se sentindo ótima, especialmente agora que tava vestindo uma das lindas peças exclusivas da linha primavera-verão hospitalar 2011.

Se vocês quiserem deixar recados pra ela aqui nos comentários do blog, tenho certeza que ela ficará muito feliz quando puder ler. 

Não vejo a hora de te ver boa, tia. Um beijo.

2 de dezembro de 2010

Querido Diário - pt.1 (o começo e os avós)

Achei o diário que eu escrevia quando tinha oito anos, semana passada. Numguentei e abri uma nova série aqui no blog para ele. Acompanhem:

25/12/1998

"Querido Diário: Hoje bem de noite 1:27 da manhã eu ganhei você. Bem foi 12:00 que eu ganhei, e as 1:27 que eu chegei em casa (...) Bom, vou acabar porque já é 1:30 da manhã".

25/12/1998

"Querido Diário: Sou eu de novo, mas agora eu já dormi.

Bom tenho novidades: Meu vô e a minha vó chegaram aqui em São Paulo muito bem, e vão ficar aqui por bastante tempo (...)".

25/12/1998

"Querido Diário: que seqcequência de horários, não?!

Meu pai está dormindo, minha mãe também. Estão cuidando de mim meu vô e a minha vó, eles já são velhos e não tem idéias, só os meus pais tem imaginação, bem não são eles, sou eu, mas meus avós tem preguiça de andar no SHOPPING sabe?

Mas apesar de tudo é bem legal ficar com eles! Minha vó é bem legal e bem divertida, ontem ela brincou com a gente de boneca. Meu vô já é mais calmo, mais dorminhoco, entende? (quetão)".

"Vô de dez em quando você é chato mas... (adesivo colado) preciso de você".

18 de novembro de 2010

Tia Sonia

Ela morde a minha bochecha. Forte. Desde sempre.

A tia Sonia também faz o único macarrão que eu realmente gosto de comer. Nem eu nem ela sabemos com certeza, mas achamos que ela é redatora, uma vez que produz e revisa textos. Meio que escreve livros também, na verdade. Independente do nome da profissão, o negócio é para ela que você tem que ligar quando tiver dúvidas de Língua Portuguesa. 

Quando eu era pequena e ainda morava em Florianópolis com meus pais, ela foi lá nos visitar. Se hoje em dia você pede para ela descrever a viagem, a palavra é uma só: "inferno". Ela conta que eu e o meu primo, no auge da nossa insuportavelzisse mirim, brigamos do momento em que nos vimos até o em que ela resolveu ligar para o aeroporto para tentar entrar no próximo vôo disponível de volta para São Paulo. 

Dessa história eu só lembro de ter lutado muito para conseguir os lápis de cor do meu primo (com sucesso) e da tia Sonia lendo gibi da Turma da Mônica todo dia para mim, antes de dormir. Ela mudava um pouco a voz, reproduzia as onomatopéias e lia as histórinhas até o final. Eu sempre ficava querendo mais.

Quando voltamos para São Paulo, dessa vez com uma quarta integrante na família também conhecida aqui no blog como "minha irmã", nos mudamos para o prédio em que a tia morava. Também entrei na escola em que meu primo estudava e de vez em quando íamos todos juntos a pé para a aula. No caminho, a tia contava  histórias do vô Eládio e parava numa loja de bijuterias comigo para ficarmos olhando a vitrine enquanto meu primo e a Stella disparavam na nossa frente. Foi num desses dias, na volta da escola, que o épico episódio "- Você veio de carro ou de Fusca, tio?" aconteceu - e a tia tava lá, rachando o bico da eterna falta de habilidade diplomática da minha irmã. 

Também foi nessa época que ela me deu meu primeiro diário. Escrevi nele religiosamente até as últimas páginas e acredito que foi nesse período que descobri que gostava de escrever. 

Dois anos depois, o primeiro livro do Harry Potter foi lançado. A tia comprou logo e assim que terminou de ler, emprestou pra mim. Meus pais e eu devoramos cada página (Harry Potter foi o primeiro livro que li com gosto) e ao terminar estava oficialmente viciada na série que nos faria repetir o processo mais seis vezes. Conforme os filmes foram sendo lançados, mesma coisa. Assim que a tia ouvia que o filme começaria a ser exibido no Brasil, ligava para minha mãe para tentarmos combinar de ir ao cinema todos juntos.

A tia Sonia me apresentou à Agatha Christie, Friends e à Victoria's Secret. Me ensinou o uso correto dos "porquês", discutiu crase, sujeito e predicado comigo por horas no telefone. Já foi chata comigo e eu já fui chata com ela. Pacientemente, me ouviu reclamar sobre os mais variados assuntos, nas mais variadas horas. Já me contou histórias inacreditáveis sobre a nossa família e já levantou cedo comigo para irmos caminhar na praia. Me ligou uma vez pedindo opinião sobre um texto que ela tinha escrito e sempre termina nossas conversas me mandando dizer coisas do gênero "amo muito você, titia, você é a luz do meu viver, o sol do amanhecer".

Ela é leitora VIP desse blog. De tempos em tempos, nos ligamos seja via telefone ou Skype e ela lê os textos daqui em voz alta para mim. Ri, acha uns erros que deixei passar, se atrapalha com o computador "- Cíntia, mas como eu volto naquela página?! Alguém vem ver aqui pra mim!", conta histórias parecidas que aconteceram com ela, diz que só vai ler mais um, dá umas travadas nos meus neologismos, diz que estou escrevendo muito bem e ri mais. A tia Sonia se diverte com as coisas que escrevo de uma maneira tão recompensadora que tem vezes que eu já escrevo pensando na reação dela. 

Essa semana ela foi ao médico. Ele disse pra ela a pior coisa que um médico pode dizer para uma pessoa. Ele disse que as notícias não eram boas. O médico disse que ela está doente. 

A tia Sonia está doente. 

Ela vai passar por uma cirurgia extremamente séria em breve e essa categoria de cirurgia "extremamente séria" é o que é. Assustadora e intimidante.

Apesar de já ter conversado com você, tia, eu achei que escrever seria a melhor maneira de expressar tudo que passou pela minha cabeça quando soube que você está doente. Pensando sobre essas coisas que coloquei no texto e lembrando das muitas outras histórias que temos para contar foi que percebi o quanto você realmente me influenciou desde quando eu era um cotoco de gente que só sabia dar ordens. Você foi uma grande subsidiária para o desenvolvimento de talentos que sempre estiveram dentro mim e que hoje considero tão valiosos. 

Quero que você saiba que vai dar tudo certo. Os planos de Deus são exatamente como devem ser, e você sabe disso melhor que eu. Você é forte e está nas mãos de ótimos médicos. Vai ficar tudo bem.

Eu te amo muito (titia-linda-do-meu-coração-razão-do-meu-existir)

Um beijo, 

Cintia Bala.

30 de abril de 2010

Cabelos de lobisomem

Realmente, muitas coisas mudaram com essa nova vida exteriorana/exteriana/exteriora/de morar no exterior. Uma coisa que não mudou é a minha irmã. Não sei se contei, mas ela está aqui no Canadations também.

Eu até contextualizaria o que vem a seguir, mas sinceramente não acredito que faria qualquer diferença. Vale ressaltar que não foi apenas a frase, mas também o olhar de satisfação interna que ela deu, depois que terminou de pronunciar cada sílaba.

" - Isso parece... pêlo pubiano de lobisomem"

Ela é perturbada ou eu estou vivendo em um mundo paralelo?

18 de junho de 2009

Inserção Política

Meu pai falando um monte para a minha mãe - e eu não estava ouvindo uma palavra até que de repente, quando ele parou de falar, ela simplesmente disse:

- Uma das coisas boas da democracia é que cada um interpreta as coisas como quer.

Vish. Ninguém nem falou mais nada depois dessa.

26 de janeiro de 2009

Dezenove

Eu em casa ontem, vegetando no melhor estilo 'férias', chega o meu vô.

Timidamente começou a refletir sobre o meu aniversário, falando sobre assuntos aniversarísticos e tudo mais. Enquanto ele falava sobre a parte psicológica da coisa, eu pensava nos números.

Eu: - Nossa, o próximo aniversário vai ser de vinte anos! Vinte anos! É muito tempo.
Meu vô: - Vinte anos que você enche o nosso saco...
Eu, inabalada: - Ah, não, mas vinte anos é só no próximo ano! Agora são só dezenove.
Meu vô, com a mesma cara que estava antes: - Dezenove anos que você enche o saco...

Ele me ama. E parabéns pra mim!

14 de janeiro de 2009

Ano Novo etc.

E aí que todo mundo já passou o que tinha passar (banquetes e surtos natalinos, roupas e cores de ano novo, desejos e listas que sabem e admitem que de nada adiantam, fogos de artifício ensurdecedores, mais fogos, chuvas, viagens, fotos inúteis, mais resquícios de fogos e assim por diante).

Quanto a mim, esse fim de ano foi totalmente fora do padrão. Meus pais trabalharam no Natal, então aquela gritaria, digo, reunião familiar de sempre não aconteceu e eu e minha irmã fomos transferidas para outra família - o que significa que eu não comi nem 1/8 do que comeria normalmente.

Logo depois fui para a praia com as amigas. Passamos o Ano Novo lá, vimos o primeiro nascer do sol do ano, brigamos feito condenadas, rimos feito loucas, renovamos nosso vocabulário, nos indignamos com o fato da sorveteria ter diminuído a quantidade de sabores, tiramos mais de quinhentas fotos, brigamos por causa das fotos, apagamos as fotos, corremos perigo de vida com parques de diversões e baratas, descobrimos finalmente o que o cara gritante que passa todo dia na areia da praia fala, arquitetamos sustos pra dar umas nas outras, brigamos por causa dos sustos, rimos por causa dos sustos, brincamos de splash com o carro e vivemos um ciclone extratropical. Entre outras coisas.

Voltei semana passada. Foi bom estar em casa depois de doze dias fora. Você vê que nada mudou, mas que isso não faz diferença uma vez que sempre soube que nada mudaria. Sua irmã continua falando coisas inacreditáveis, sua mãe continua perguntando se alguém perguntou dela e seu pai continua inventando instrumentos musicais com as coisas mais improváveis. Mesmo assim, você é tomado por um espírito revolucionário e arruma o seu quarto. Abre todas as gavetas e perde dias com isso. Só consegui terminar ontem, mas ficou realmente bom. Palmas para mim.

Falando nisso, nessa arrumação heavy metal que eu fiz no quarto, encontrei anotações que eu sabia que estavam em algum lugar. A série Crocodila Baiana ainda não acabou. Em breve.

Para terminar, já que o assunto são as pérolas que só aparecem para mim, deixo vocês com a mais recente da minha irmã, sempre atualizadíssima e coesa:

Minha irmã: - Você viu que começou o Big Brother Brasil?
Eu: (Silêncio. Esperei pacientemente pelo que viria a seguir)

...

Eu: (não veio nada) E?!
Minha irmã: É. E? Meu, eu passo alguma informação útil?
Eu: É, não sei como eu ainda consigo esperar isso de você...

Obs.: Descobri que o Carnaval vai ser só no fim de fevereiro o que eu acho que significa, finalmente, que alguma coisa vai TER que acontecer antes do Carnaval.

24 de maio de 2008

Imprevisíveis

1.

Eu, depois de mudar o cabelo e sem problemas na vida amorosa - E aí, mãe? O que achou?
Ela - 80% das mulheres que passam por uma desilusão amorosa mudam o cabelo.
Eu - !
Ela - Mas ficou bom, sim. Gostei.
Eu - Mãe, de onde você tirou essa estatística?
Ela, convicta - Inventei.

2.

Eu, perdendo uma ótima oportunidade de ficar calada - Nossa pai, é a décima quinta vez que eu ouço você contar essa história.

Ele, para as outras pessoas - Vocês já ouviram essa história?

Outras pessoas - Não.

Ele, para mim - Viu? Fica quieta aí, Cíntia.


3.

Eu, que nunca poderia imaginar a resposta que ela me daria - Pára de se admirar nesse espelho, criatura.

Minha irmã, sem desviar os olhos do espelho - É que você não sabe o que eu estou pensando.

10 de maio de 2008

Sobre o Dia das Mães

Post guardado desde o dia 10 e publicado hoje, dia 24 - Alguns dias atrasado.

[Reflexão]

Dia das Mães é uma data que reúne avós em casa. Uma vó equivale a duas mães. Fazendo as contas: se você tem duas avós você fica com o equivalente a quatro mães além da sua original. Cinco mães. Um vezes cinco 'Cíntia, você precisa se alimentar direito' e 'Cíntia, você precisa dormir'

A diferença entre vó e mãe é que vó assiste, religiosamente, o 'Programa do Raul Gil'. Da última vez que eu assisti esse negócio ele durava, sei lá, uma hora e meia. Agora é a tarde inteira de 'prodígios da música brasileira raulgilanos'. Na verdade, mãe que é mãe também tem suas particularidades televisivas, tipo Palmirinha e afins. Bom.

[.]

Outro dia minha mãe estava falando sobre o processo 'gravidez'. A partir dos três/quatro meses nós, proles, começamos a nos mexer significativamente lá dentro.

- É uma das coisas mais legais da gravidez.
- Tipo um alien de um lado para o outro dentro de você?

Silêncio.

- É.

Feliz Dia das Mães, mãe. Fala se eu não sou o alien mais legal que você já teve na sua barriga?

24 de janeiro de 2008

Dezoito

E daí que vai ser meu aniversário esse sábado, né. Tipo dezoito anos no lombo.

Mas olha só, nem adianta vir com aquela coisa de 'aaahh, agora você já é adulta, gente grande, pode ser presa, pode isso, pode aquilo, e legalmente hein! Uhu, é nóis' - garanto, confirmo e faço até um gráfico para vocês sobre como nada vai mudar na minha nova vida de maioridade. Plastifico o gráfico, até.

Antes era aquela coisa de 'Não, Cíntia, você não vai' - aí depois de horas com tentativas desesperadas e inúteis de persuasão (batalha pais vs. filhos é sempre 90% perdida já antes de começar né; filhos são grandes perdedores desde o início, essa que é a verdade - isso até se tornarem pais, obviamente), a conclusão era: 'Cíntia, você não vai por diversos motivos (... - lista interminável de motivos) e além de tudo, você tem só quinze/dezesseis/dezessete anos!'.

De agora em diante vai ser assim: 'Não, Cíntia, você vai. Dezoito anos, né? É, não mesmo. Não vai' e fim.

Graaande vantagem, fala aí se não é para mudar a vida de qualquer garota pacata de interior?!

Agora me diz: Como que eu e meus dezoito anos conseguiremos ser presos desse jeito? Porque eu, particularmente, acho que se é para ir pra prisão comer 'McNuguéti' (assistam o filme 'Meu nome não é Johnny'), tem que ser por um crime nobre. E crime nobre, na minha concepção, envolve sair na calada da noite, com companhias estranhas, numa moto negra da cor das trevas etc. Vai lá falar isso pros meus pais. '- Noite, estranhas, moto. Dezoito anos, né? Ah tá, e aí, já lavou a louça?'.

Ter dezoito anos é bom para impressionar crianças. Se você juntar dezoito anos e segundo ano da faculdade então! Os olhinhos deles até brilham.

Nota mental: Meu projeto agora vai ser pensar em mais vantagens de se ter dezoito anos, não é possivel que seja só levar vantagem de criança. Não pode ser.

4 de janeiro de 2008

Casos de família

Na arrumação do meu quarto, que se encontrava naquela situação não muito agradável de pós-festas-de-fim-de-ano, achei diversos daqueles papéizinhos com os causos familiares anotados. Obviamente eles não possuem conexão entre si, como já era de se esperar.

Caso Um - Rebelde sem causa

Estávamos nós no carro, cada um mergulhado em suas respectivas reflexões. De repente, paramos no farol.

Meu pai - Nossa, olha o que esse cara fez no carro! Será que ele gostou disso? Bom, eu não acredito que tenha gostado. Eu acho que ele colocou e se arrependeu depois, e...
Eu - PAI, sabe o que você faz? Escreve uma tese sobre isso.

Nossa, gente, ele falava sem pausa. Essa pontuação que eu coloquei aí foi só para facilitar a leitura, porque na realidade ela não existiu.

Caso Dois - Dia 12 de novembro.

[...]

Minha irmã - É dia 12 de novembro, né?
Eu - Não, 10 e 11 de novembro.
Minha irmã - Ai! Já passou!! Outubro?!
Eu - Novembro.
Minha irmã - Aaaaaahh!! Eu sabia que tinha alguma coisa dia 12.

Caso Três - Tal filha, tal mãe.

Eu estava na sala sozinha, assistindo televisão. Passa minha mãe subindo a escada.

Minha mãe - Nossa, esse filme é horrível.
Eu - Não é filme, mãe, é série.
Minha mãe - É, teve um dia que eu tava assistindo esse filme, e nossa, arrancaram a cabeça do cara!
Eu - Mãe, é série.
Minha mãe, já lá no quarto dela - É, tira desse filme, Cíntia.

Caso Quatro - Feliz Ano Novo

Depois do jantar, familia conversando sobre amenidades. Entre as mulheres, cada uma em um canto da mesa, o assunto era 'Cães'.

Minha tia, para a minha mãe, sobre o nosso cão - Escuta, você escova o dente dela?
Minha irmã - Tia, você perguntou a mesma coisa no Natal.
Minha tia - E daí?! A boca é minha e eu pergunto o que eu quiser.

31 de dezembro de 2007

Nhé

Ok, people. Estaria mentindo se dissesse que não fico mais boazinha no fim do ano.

Na verdade, o texto ácido abaixo foi apenas uma visão diferente sobre essa época. Tipo bastidores. É que em todos os cantos você lê textos fofos e tocantes, cheios de nhé nhé sobre o Natal. Não queria continuar a rede. Também, pudera. Desde a época de Jesus, São Nicolau & Cia Ltda se fala sobre o Natal. Não é fácil inovar todo ano.

Mas não dá pra fugir totalmente. Natal que é Natal é nhé nhé. Sempre acaba sendo. No Natal, a família se junta em volta da mesa, ouvimos e rimos das mesmas histórias. Narramos, sem muitos detalhes, para as tias algo sobre nossa vida amorosa, mudamos o assunto para a vida amorosa de qualquer outra pessoa e explicamos para os avós, pela milionésima vez, o que é 'ficar'. Aí a atenção de todo mundo é desviada para o pivete que deixou o refrigerante cair na toalha e ufa, próximo assunto. É engraçado. E só muda endereço, né?

Ah, também há o detalhe de que hoje acaba o ano. Deixa ele. Foi rápido e não foi. Eu o colocaria na categoria 'Proveitoso'. Muita coisa mudou e eu aprendi bastante. É, não dá para reclamar, não.

Promessas para 2008 eu nem me atrevo a fazer. Sinceramente. Eu e meus quase dezoito anos sabemos que não adianta ficar planejando muito. Quando é para acontecer, acontece - e com certeza o resultado é melhor do que o que teríamos imaginado.

Taí ó, pronto. Nhé nhé. É inevitável. Mas tudo bem porque eu não contei, mas sou uma daquelas que deseja 'um ótimo ano novo para você também'. Agora que vocês já sabem do segredo, serei obrigada a matá-los. Ok, eu espero para fazer isso depois do Carnaval.

feliz ano novo!*

* não sei vocês, mas no que depender de mim, será.

2 de dezembro de 2007

Enquanto isso, na casa dos meus avós:

Propaganda de carro com aquele cara das Casas Bahia:

Meu vô, o inconformado - Nossa, pensei que tinha morrido, esse infeliz.
Minha vó, a inacreditável convicta- Não. Ele foi fazer faculdade e agora voltou.
Minha irmã, a pacificadora - Ah, agora ele tá mais calmo.
Meu vô, o inconformado persistente - Como enchia o saco, esse cara, viu. Pelas barba do profeta!

Cíntia, a reflexiva espectadora: Como será que ela sabe que ele foi fazer faculdade?! Será possivel que eles falem sobre esse cara nesses programas de receita?

20 de setembro de 2007

Desvendei a culinária

- Você vai saber quando o bolo estiver pronto. Aí você passa a faca nas laterais e vira ele, para tirar da forma. Aí, assim, a parte de cima é maior que a de baixo, então quando você virar o bolo, a parte menor vai ficar para cima. Se você quiser que a parte menor fique para baixo, você vira ele de novo, entendeu?

- Mãe, pra quê eu vou querer que a parte menor fique para baixo?! Não faz sentido!

- É, tem razão.

Depois de mais algumas detalhadas explicações sobre a cobertura do bolo, que eu deveria terminar de preparar, achei a saga 'bolo sendo preparado sem mãe em casa' estaria acabada. Concluí para ela, meio que confirmando se havia entendido tudo:

- É só tirar a parada e jogar o negócio em cima, então. - disse, enquanto puxava a orelha do cão.

Silêncio.

Olhei para ela, que me analisava. Seu olhar era uma mistura de espanto com desespero. Em sua cabeça, o pensamento era, com certeza, alguma coisa parecida com: 'Eu estou prestes a sair de casa deixando um bolo a ser terminado por ESTA criatura a minha frente - isso não vai prestar'.

Minha conclusão foi simples, admito. Mas correta, afinal era só fazer isso mesmo.

E ficou bom, hein.

13 de setembro de 2007

Ah, a família

Quem freqüentava o meu antigo blog sabe que minha família não é das mais normais - afinal, influência genética é a única justificativa plausível para minha personalidade, digamos, distinta.

Pois então. Família que é família tem esquisitices. Excessos a parte, os meus prezados parentes se utilizam de algumas expressões ligeiramente incomuns. Algumas são gírias velhas, outras são ditados modificados, outras nem uma coisa nem outra - inventadas por eles mesmos. Nunca teria reparado nisso, se não fosse por ter falado uma delas outro dia, e as pessoas com quem eu estava conversando ficarem com aquela cara de interrogação infundada. Continuei meu monólogo, sem hesitar.

Depois, já em casa, pensei: "- Eu não deveria esperar que as pessoas entendessem as frases feitas do meu vô. Porque diabos eu usei uma frase feita do meu vô?" - e aí quem ficou com cara de interrogação fui eu.

Após esse episódio, comecei a prestar atenção nas falas da família, principalmente do meu vô e do meu pai, é incrível.

Eis alguns exemplos:

Sambascuá - geralmente essa expressão é usada como adjetivo para qualificar um menino bobo, desajeitado. Às vezes, pode variar com o apelido carinhoso 'sambas'.

Não bato palma - pronúncia correta: não bato parma. Expressão equivalente à 'não gosto muito'; 'não sou fã'. Exemplo de utilização: "- Vô, você gosta dessa bala?" "- Ah, não bato parma."

Fiofó do mundo - essa é sempre usada com uma entonação forte, para dar o devido peso à distância de um lugar ao outro. Equivale à também nada nova 'lá aonde o Judas perdeu as botas'. Geralmente a ouço quando eu peço para o meu vô me levar em algum lugar.

Nem a pau, Juvenal - essa saiu inesperadamente da boca da minha mãe. Ela falou de um jeito tão convicto e determinado que eu nem insisti no que estava pedindo.

Elas são estranhas mesmo, ou sou eu?

6 de julho de 2007

Enquanto isso, esperando meu pai:

- Olha vô, quando eu faço isso não fico parecendo um pato?
- Quê?!
- Olha.
- Tsc, você tá ficando xarope.