26 de janeiro de 2009

Dezenove

Eu em casa ontem, vegetando no melhor estilo 'férias', chega o meu vô.

Timidamente começou a refletir sobre o meu aniversário, falando sobre assuntos aniversarísticos e tudo mais. Enquanto ele falava sobre a parte psicológica da coisa, eu pensava nos números.

Eu: - Nossa, o próximo aniversário vai ser de vinte anos! Vinte anos! É muito tempo.
Meu vô: - Vinte anos que você enche o nosso saco...
Eu, inabalada: - Ah, não, mas vinte anos é só no próximo ano! Agora são só dezenove.
Meu vô, com a mesma cara que estava antes: - Dezenove anos que você enche o saco...

Ele me ama. E parabéns pra mim!

14 de janeiro de 2009

Ano Novo etc.

E aí que todo mundo já passou o que tinha passar (banquetes e surtos natalinos, roupas e cores de ano novo, desejos e listas que sabem e admitem que de nada adiantam, fogos de artifício ensurdecedores, mais fogos, chuvas, viagens, fotos inúteis, mais resquícios de fogos e assim por diante).

Quanto a mim, esse fim de ano foi totalmente fora do padrão. Meus pais trabalharam no Natal, então aquela gritaria, digo, reunião familiar de sempre não aconteceu e eu e minha irmã fomos transferidas para outra família - o que significa que eu não comi nem 1/8 do que comeria normalmente.

Logo depois fui para a praia com as amigas. Passamos o Ano Novo lá, vimos o primeiro nascer do sol do ano, brigamos feito condenadas, rimos feito loucas, renovamos nosso vocabulário, nos indignamos com o fato da sorveteria ter diminuído a quantidade de sabores, tiramos mais de quinhentas fotos, brigamos por causa das fotos, apagamos as fotos, corremos perigo de vida com parques de diversões e baratas, descobrimos finalmente o que o cara gritante que passa todo dia na areia da praia fala, arquitetamos sustos pra dar umas nas outras, brigamos por causa dos sustos, rimos por causa dos sustos, brincamos de splash com o carro e vivemos um ciclone extratropical. Entre outras coisas.

Voltei semana passada. Foi bom estar em casa depois de doze dias fora. Você vê que nada mudou, mas que isso não faz diferença uma vez que sempre soube que nada mudaria. Sua irmã continua falando coisas inacreditáveis, sua mãe continua perguntando se alguém perguntou dela e seu pai continua inventando instrumentos musicais com as coisas mais improváveis. Mesmo assim, você é tomado por um espírito revolucionário e arruma o seu quarto. Abre todas as gavetas e perde dias com isso. Só consegui terminar ontem, mas ficou realmente bom. Palmas para mim.

Falando nisso, nessa arrumação heavy metal que eu fiz no quarto, encontrei anotações que eu sabia que estavam em algum lugar. A série Crocodila Baiana ainda não acabou. Em breve.

Para terminar, já que o assunto são as pérolas que só aparecem para mim, deixo vocês com a mais recente da minha irmã, sempre atualizadíssima e coesa:

Minha irmã: - Você viu que começou o Big Brother Brasil?
Eu: (Silêncio. Esperei pacientemente pelo que viria a seguir)

...

Eu: (não veio nada) E?!
Minha irmã: É. E? Meu, eu passo alguma informação útil?
Eu: É, não sei como eu ainda consigo esperar isso de você...

Obs.: Descobri que o Carnaval vai ser só no fim de fevereiro o que eu acho que significa, finalmente, que alguma coisa vai TER que acontecer antes do Carnaval.