31 de dezembro de 2007

Nhé

Ok, people. Estaria mentindo se dissesse que não fico mais boazinha no fim do ano.

Na verdade, o texto ácido abaixo foi apenas uma visão diferente sobre essa época. Tipo bastidores. É que em todos os cantos você lê textos fofos e tocantes, cheios de nhé nhé sobre o Natal. Não queria continuar a rede. Também, pudera. Desde a época de Jesus, São Nicolau & Cia Ltda se fala sobre o Natal. Não é fácil inovar todo ano.

Mas não dá pra fugir totalmente. Natal que é Natal é nhé nhé. Sempre acaba sendo. No Natal, a família se junta em volta da mesa, ouvimos e rimos das mesmas histórias. Narramos, sem muitos detalhes, para as tias algo sobre nossa vida amorosa, mudamos o assunto para a vida amorosa de qualquer outra pessoa e explicamos para os avós, pela milionésima vez, o que é 'ficar'. Aí a atenção de todo mundo é desviada para o pivete que deixou o refrigerante cair na toalha e ufa, próximo assunto. É engraçado. E só muda endereço, né?

Ah, também há o detalhe de que hoje acaba o ano. Deixa ele. Foi rápido e não foi. Eu o colocaria na categoria 'Proveitoso'. Muita coisa mudou e eu aprendi bastante. É, não dá para reclamar, não.

Promessas para 2008 eu nem me atrevo a fazer. Sinceramente. Eu e meus quase dezoito anos sabemos que não adianta ficar planejando muito. Quando é para acontecer, acontece - e com certeza o resultado é melhor do que o que teríamos imaginado.

Taí ó, pronto. Nhé nhé. É inevitável. Mas tudo bem porque eu não contei, mas sou uma daquelas que deseja 'um ótimo ano novo para você também'. Agora que vocês já sabem do segredo, serei obrigada a matá-los. Ok, eu espero para fazer isso depois do Carnaval.

feliz ano novo!*

* não sei vocês, mas no que depender de mim, será.

20 de dezembro de 2007

Ácido

Dezembro. Final de ano.

No que diz respeito ao trabalho, todos os problemas possíveis e imagináveis aparecem - sistemas de computador capengam, papéis se desintegram, galões de água acabam, telefones pifam e impressoras desejam a todos ótimas festas e um feliz ano novo.

Nas lojas do centrão da cidade, nem precisa falar. As compras. Está tudo em falta, e se está presente, não tem a cor, ou o tamanho, ou um que não esteja quebrado. E esse tipo de informação só se obtém se/quando você consegue encontrar algum atendente no meio do caminho - caminho este que não é você que trilha, mas a multidão que decide por você.

Resultado inevitável:

Vem o inocente: 'Muita saúde, amor e paz'
Resposta - Ahn?! PAZ?! Que paz?! Tenho um monte de coisa para terminar, estou pegando um resfriado terrível por causa desse tempo de bosta e nunca conversei com você na minha vida. Sai.

2 de dezembro de 2007

Enquanto isso, na casa dos meus avós:

Propaganda de carro com aquele cara das Casas Bahia:

Meu vô, o inconformado - Nossa, pensei que tinha morrido, esse infeliz.
Minha vó, a inacreditável convicta- Não. Ele foi fazer faculdade e agora voltou.
Minha irmã, a pacificadora - Ah, agora ele tá mais calmo.
Meu vô, o inconformado persistente - Como enchia o saco, esse cara, viu. Pelas barba do profeta!

Cíntia, a reflexiva espectadora: Como será que ela sabe que ele foi fazer faculdade?! Será possivel que eles falem sobre esse cara nesses programas de receita?