Nos remotos tempos de escola, alguns professores diziam que nunca imaginavam que um dia seriam professores, mas que isso simplesmente aconteceu e que depois que começaram já não se imaginavam deixando de lecionar. Aí eu pensava: 'af, isso nunca vai acontecer comigo'.
Quem diria que eu passaria a ouvir, muito mais constantemente do que jamais poderia pensar, frases como: '- Aaaai, teacher, espera! Não apaga a lousa aindaaaa!', ou 'teacher, posso escrever de lápis?', ou ainda 'ó teacher, não fiz esse exercício porque não entendi, tá?'.
Tempo livre é ouvir música prestando atenção na gramática e no vocabulário da letra, avaliando se dá para usar na aula ou não. Dor de cabeça é surpresa quando não acontece e mobilidade no pescoço é luxo. Mas aí, no final da aula, vem aquela coisa fofa, com metade do meu tamanho e cabelinho irritantemente liso dizer tchau e me dar um beijinho. '- Bye teacher!'.
Ai, ai.